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sábado, 29 de abril de 2017

Champions League Feminina - Semifinal Jogo #2





Jogos de volta da Champions League feminina nesse sábado. Nos primeiros jogos, o PSG havia vencido o Barcelona fora de casa por 3 a 1, enquanto o Lyon venceu o Manchester City, também fora, por 3 a 1. Veja como foram esses jogos AQUI.

Foto: UEFA/Sportslife/Divulgação
No Parque dos Príncipes com mais de 19 mil presentes, o PSG encarou o Barcelona. As catalãs procuraram mais o gol, tentando reverter o placar contrário que já tinha da primeira partida, mas nada de gols na primeira etapa. No segundo tempo, o PSG voltou melhor e aos 10 minutos Paños derrubou Cristiane na área, pênalti. Delannoy cobrou e mandou pra rede, 1 a 0 Paris.
O Barcelona até teve algumas chances, mas quem tinha o domínio do jogo era o PSG. Até que aos 16 minutos, mais um golpe nas esperanças catalãs. Diéguez foi desviar a bola na cobrança de falta de Paredes, mas mandou contra o próprio patrimônio, 2 a 0 PSG.
Com os gols logo no começo da segunda etapa, o Barcelona não conseguiu reagir e foi controlado no restante de jogo. Final 2 a 0 e PSG finalista da Champions.








Foto: Manchester City/Divulgação
Na outra semifinal, o Manchester City também precisava reverter um 3 a 1, sofrido diante do Lyon. O jogo foi mais aberto e as duas equipes tiveram espaço para criar e chegar mais na área. Os gols não saíram, mas o jogo foi animado. A segunda etapa começou pegando fogo, com o Lyon tendo uma grande chance com Le Sommer, e o City tendo chance com Lloyd, mas parada pela goleira Bouhaddi. Dois minutos depois, a goleira Bouhaddi errou na saída de bola e Lloyd ficou com a bola de cara pro gol. A americana mandou um foguete e marcou, 1 a 0 City. As visitantes se animaram e tentaram o segundo gol, porém faltou eficiência das inglesas, que não conseguiram fazer uma verdadeira pressão para chegar ao gol que as manteria vivas. Final 1 a 0. 




A final francesa, entre Lyon e PSG, será em Cardiff, mesma cidade da final masculina, no dia primeiro de junho, quinta-feira, no Cardiff Stadium.


segunda-feira, 6 de março de 2017

Futebol feminino: preconceito escondido em falta de apoio



Por Thanile

Flamengo, útimo campeão nacional feminino - Foto: Ricardo Stuckert - CBF


O Campeonato Brasileiro de Futebol Feminino irá começar na próxima semana, e, em cima da hora, o canal Sportv anunciou que fará a transmissão, mas confirmou apenas quatro jogos da primeira fase. A competição tem data confirmada, iniciando dia 11 de março. São 16 equipes representantes do Amazonas, Bahia, Pernambuco, Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Apesar de ser um campeonato tão diversificado quanto o Brasileiro Masculino, com representantes de quatro das cinco regiões do país, os jogos não chamaram a atenção das emissoras. Através das redes sociais, páginas que apoiam e divulgam o futebol feminino passaram a realizar uma campanha, na tentativa de chamar a atenção dos investidores.

Entre as emissoras que são citadas para a TV aberta há a Rede Bandeirantes, que pretende retomar as transmissões do Brasileirão neste ano; além da TVBrasil, empresa que já faz as coberturas de campeonatos femininos, como o Campeonato Paulista. 

Cenário que não muda

Grandes craques e nomes de destaque, mas pouca visibilidade ainda - Foto: FIFA/Getty Images


Desde que a modalidade começou a se desenvolver, há a discussão entre as diferenças que existem entre o futebol masculino e feminino. Seja pelo espaço televiso, seja pelo investimento e agenda de competições. Apesar do Brasil ter atletas que sempre chamaram a atenção do mundo, o país aparentemente nunca soube valorizar jogadoras como Marta e Formiga. 

Marta é a maior vencedora do prêmio de Melhor do Mundo, com quatro troféus, pela Fifa. Foi vice-campeã na Copa do Mundo (2007), além de duas pratas em Olimpíadas. Formiga se aposentou da seleção aos 38 anos. Estreou em campeonatos com a camisa canarinho aos 17 anos, na Copa do Mundo de 1995. Participou de seis edições de Olimpíadas e de seis mundiais. 

No Brasil, nenhum atleta do futebol masculino possui estatísticas tão positivas quantos elas. Mas ainda assim vimos as duas aproveitando o momento das Olimpíadas no Rio de Janeiro para pedir ajuda e suporte ao esporte. Apesar da evolução, onde mais equipes passam a ter times femininos, ainda há muito a caminhar. A transmissão desses campeonatos seria uma forma de incentivar mais meninas à prática esportiva, além de angariar investimentos para as categorias.

Enquanto isso no mundo...

Lyon, tricampeão da Champions feminina em 2015/16

Enquanto ainda lutamos por espaço na mídia, na Europa, além dos torneios profissionais, há torneios entre equipes de base. O maior campeonato interclubes do continente europeu tem versões Sub-17, Sub-19 e profissional. Nos EUA há uma valorização do futebol feminino muito maior do que o brasileiro, até por conta da evolução que a equipe teve no cenário mundial. Nossa maior jogadora passou por três times americanos, vencendo o campeonato nacional e sendo artilheiras nas três oportunidades.

Precisamos avançar

Que é necessário crescer no apoio e na quebra do preconceito contra o futebol feminino, não há dúvidas. Um dos meios para que isso seja finalmente superado, sem dúvidas, é a internet. 
Dentre os veículos que apoiam e divulgam, e que podem ser uma sugestão para quem quer se informar sobre o cenário futebolístico feminino nacional estão:

-Futebol Feminino
https://www.facebook.com/PaginaFutebolFeminino/?ref=ts&fref=ts

- Planeta Futebol Feminino
https://www.facebook.com/PlanetaFFOficial/?ref=ts&fref=ts

- FutGirls Brasil
https://www.instagram.com/futgirlsbrasil/

Dica da edição - Dibradoras http://dibradoras.com.br/


quarta-feira, 24 de agosto de 2016

A diferença financeira entre gêneros no esporte



Salve Salve Nerds!



Antes de começarmos, gostaríamos de agradecer as mulheres que contatamos para lerem o texto antes de ser publicado e nos ajudarem a corrigir possíveis falhas que poderiam vir a existir na interpretação dos fatos e do contexto feminino no esporte. Também pedimos perdão pelo tamanho do post, mas acreditamos que o tema é mais do que válido como justificativa.

Um assunto que vem entrando em pauta com bastante frequência, até pela importância, é a diferença de valores que atletas mulheres recebem a menos que os homens no esporte. São várias as razões para que isso aconteça e iremos explanar um pouco disso aqui e alguns pontos que ressaltam essa diferença. 

No esporte, a participação feminina foi deixada de lado por muitos anos, pois para muitos essa prática era exclusivamente masculina e deveria seguir assim. Na primeira edição dos Jogos Olímpicos, em 1896, nenhuma mulher participou. Na segunda edição, em 1900, apenas 22 mulheres estiveram, contra 975 homens. O Brasil teve uma mulher representando o país pela primeira vez nos jogos de 1932, com a nadadora Maria Lenk. 


Charlotte Cooper, a primeira campeã olímpica da história. Campeã no tênis nas duplas mistas e no individual em 1900


Mesmo hoje, a cobertura esportiva trata de maneira diferente homens e mulheres. Seja abordando as mulheres em quesitos estéticos ao invés de esportivos ou mesmo na quantidade de matérias e produções do esporte feminino. Pesquisa realizada em 108 países mostrou que apenas 11% das notícias esportivas produzidas são sobre as mulheres. Na Espanha, esse número cai para apenas 6%. Por lá, as atuais campeãs espanholas, do Athletic Bilbao, tiveram uma entrevista coletiva cancelada, pois nenhum jornalista estava presente para entrevistar.





 Diferença de valores

Alguns esportes, como o Tênis e atletismo, já contam com premiações de títulos, principalmente, e salários iguais aos homens. No entanto, o restante conta com valores bem desiguais. No basquete, a WNBA paga um valor mínimo de 39 mil dólares para uma atleta e os maiores salários são em torno de 109 mil dólares. Já a NBA paga aos homens um mínimo de 509 mil dólares e os maiores salários passam de 20 milhões anuais.

No golfe, a líder do ranking mundial, a neozelandesa Lydia Ko, ganhou 2,8 milhões de dólares em prêmios no último ano. Jordan Spieth, líder no masculino, ganhou cerca de 12 milhões, mais que o quádruplo.

Entre os 10 eventos que mais pagam em premiações, em nenhum deles há a presença de mulheres, como mostra a imagem abaixo:



Mesmo se formos ver a lista dos atletas mais bem pagos do mundo de 2015, entre os 15 que mais receberam em patrocínios há apenas uma mulher. Maria Sharapova estava em décimo segundo lugar e recebeu 23 milhões de dólares em patrocínios. O líder em dinheiro recebido foi Roger Federer, com 58 milhões de dólares.

Nos valores totais recebidos, quem lidera entre os homens é Cristiano Ronaldo, somando salários e patrocínio um total de 88 milhões de dólares. Messi vem em segundo com 81,4 milhões e LeBron James em terceiro com 77,2 milhões.

Serena Williams é a mulher com mais rendimentos de 2016, com 28,9 milhões de dólares. Maria Sharapova vem em segundo com 21,9 milhões e Ronda Rousey em terceiro, com 14 milhões. Vemos que, mesmo somando os rendimentos das três atletas, não chega a ser o terceiro lugar da lista masculina. 

Há todo um contexto em que o esporte masculino está e que em alguns aspectos poderia justificar a diferença salarial e de patrocínios. A visibilidade nos canais de TV, na internet e outros meios ainda é maior. O esporte feminino infelizmente não é visto como de mesma qualidade, como produto e tecnicamente, que o masculino. Os veículos e patrocinadores não valorizam da mesma maneira que um esporte praticado por homens seria valorizado. Mesmo as coberturas dos esportes com presença feminina são aquém das masculinas. Podemos ver nos portais de esportes que as notícias referentes às mulheres no esporte são minoria e mesmo alguns campeonatos tem pouca ou nenhuma cobertura da grande mídia. 

Se são atletas de alto nível em ambos os gêneros, deveria haver um tratamento mais igual por parte de quem financia o esporte. O público também acaba por afetar positiva ou negativamente a exposição do esporte feminino. No Vôlei, por exemplo, temos a exibição dos jogos na televisão e o público se faz presente nos ginásios para acompanhar os jogos. Não podemos dizer que é culpa do público o fato de as mulheres não terem espaço como atletas, mas as marcas acabam não trabalhando com pessoas, e sim com valores, sendo o esporte feminino um produto com menor valor financeiro ainda.

Mais informações sobre o jornalismo de gênero e sobre a diferença salarial entre homens e mulheres no esporte você pode conferir AQUI.

Investimentos no Futebol Feminino

No futebol, o esporte com maior exposição e que atrai mais praticantes no mundo, a realidade para as atletas começa a ficar mais favorável. Porém, a desigualdade de valores ainda é enorme. Nos Estados Unidos, onde o futebol feminino tem uma liga estruturada, os salários variam de 6 mil dólares anuais até pouco mais de 30 mil. Os seis mil estão abaixo da linha da pobreza federal americana, que é de 11,7 mil dólares anuais. 
O maior salário anual da NSWL, a Liga Americana Feminina de Futebol, equivale a meio por cento do salário de Kaká, que tem o maior salário da MLS, a Liga Americana de Futebol, mais de sete milhões de dólares. O menor salário recebido por um jogador da MLS é de 60 mil dólares, o dobro do maior salário da NSWL. Abaixo há uma tabela de um levantamento da Forbes, dos menores salários das principais ligas de esportes americanos e da NSWL:




Foi feito um breve levantamento de como andam as principais ligas de futebol feminino. Vale conferir AQUI o texto de como elas são organizadas e se estão funcionando bem.

No caso brasileiro, o futebol feminino começou com empolgação e criação de campeonatos nacionais, além do domínio de equipes brasileiras, como o São José, na Libertadores. Porém, os clubes acabavam por fechar os projetos por falta de dinheiro e patrocínios para manter essas equipes. Buscando uma solução que pudesse manter em atividade as jogadoras, principalmente as que fazem parte da seleção brasileira, seja ela de base ou a principal, a CBF decidiu criar uma seleção permanente.

Nessa seleção permanente, as atletas podem treinar na estrutura da CBF ou é facilitado pela confederação para que as jogadoras busquem equipes brasileiras para jogarem. Elas recebem um salário e podem assim viver definitivamente do futebol. Treinando e mostrando mais as suas qualidades, várias conseguem contratos com equipes de fora e assim seguem suas carreiras com mais solidez e definitivamente como profissionais do esporte.

Em entrevista para a ESPN, Marco Aurélio Cunha, que é o coordenador de futebol feminino da CBF, disse que a principal dificuldade para se ter um campeonato nacional sólido está na dificuldade financeira. Os clubes não conseguem arcar com as várias despesas, de viagem, materiais, hotéis e outros gastos e acabam deixando de participar das competições. Para isso, a CBF acaba por colocar menos datas de jogos no Campeonato Brasileiro para que os times possam disputar.

Ainda não há direitos de transmissão dos clubes ou mesmo da CBF, que cede para a TV Brasil e recentemente para o Sportv, que transmite alguns jogos. Valores que fazem muita diferença para as equipes masculinas, que recebem números astronômicos da Globo e agora do Esporte Interativo. A renda dos jogos, que poderia ser outra fonte de dinheiro, também é baixa. A média de público do futebol feminino ainda é baixa e assim dificulta esse tipo de arrecadação.

Quando vamos observar os gastos da CBF com as seleções em 2015, vemos também a diferença que existe. A equipe masculina principal recebeu em 2015 61 milhões de reais diretamente, enquanto a equipe feminina contou com 18 milhões. Valor menor do que o direcionado para as equipes de base nacionais, que é de 22 milhões. Há outros valores recebidos, como patrocínios e gastos conjuntos, porém podemos ver a diferença grandiosa no que é repassado.

Gastos da CBF com o futebol em 2014 e 2015 - Imagem: CBF


Ainda falta apoio, tanto por parte da CBF, de patrocinadores e do próprio torcedor do futebol feminino. Esse incentivo acaba acontecendo massivamente em grandes eventos, como pudemos ver durante as Olimpíadas, porém no dia a dia do esporte no país acabamos nos esquecendo disso. 

Temos que considerar o futebol feminino como uma modalidade mais nova e que está em crescimento. Mercadologicamente falando, não se pode esperar que o dinheiro recebido pelas equipes cresça repentinamente e que tudo melhore de um momento para o outro. Aos poucos, com apoio e desenvolvimento gradual, os resultados aparecerão. O interesse tem crescido mundialmente e já há mais times interessados em abrirem equipes femininas. Na Europa, vários dos grandes clubes espanhóis, ingleses e alemães já apostam nos times femininos. Aqui, Corinthians, Flamengo, Santos, Vitória e Vasco contam com um time disputando o campeonato brasileiro. O Flamengo é o atual campeão nacional.


Foto: AllSports/CBF


Para complementar os dados e as falas anteriores, trazemos uma análise da nossa amiga Mariana, sobre a situação do esporte feminino:

O problema acerca do esporte feminino não é de hoje e não vai acabar amanhã. Não importa o quanto enaltecemos as meninas do futebol durante as Olimpíadas, a situação de inferioridade é tão intrincada na nossa cultura quanto escovar os dentes. E por que isso? É apenas mais um resquício da sociedade machista e da sobreposição de um gênero sobre o outro. 

O esporte feminino profissional é recente, mas não por não existir mulheres com o desejo de treinar, mas porque a conquista feminina do espaço público é nova. A possibilidade de sair de casa, ter uma carreira e “mandar no nosso próprio nariz” - entre aspas, pois esse direito ainda não é unanime - não garantiu a apreciação do nosso trabalho. No momento que nos lançamos para o ambiente “masculino”, temos que provar o dobro, o triplo, 1000 vezes mais do que somos capazes para ter o mínimo de respeito. E qualquer escorregão é justificado pelo gênero e/ou total falta de talento. 

Como já foi dito, a conquista desse espaço público é recente e a massa ainda é majoritariamente conservadora. A mídia, que pauta para essa massa, é comandada pelos velhos bonachões multimilionários que não veem muita vantagem em exibir o talento das moças. Ela - mídia - se esconde na fraca justificativa de que o público - que já discutimos como conservador - não compraria a novidade, não seria capaz de se libertar das amarras do machismo e ver mais do que um par de pernas e um belo abdome no vôlei de praia. Afinal, é isso que interessa do esporte feminino: beleza, peitos e maternidade. Isso nos ridiculariza, nos coloca na posição de inferioridade que lutamos tanto para superar. Nos reduz à carne, à sobra, ao outro. 

E a cadeia desencadeada pelo menosprezo midiático é gigante. Há um impacto social, pois o público nunca poderá conhecer verdadeiramente o que temos para apresentar. Tem um impacto pessoal no momento que muitas meninas que pensam em uma carreira têm seus sonhos abalados. E há o impacto econômico, o mais imediato deles. 

As empresas e marcas que investem em esporte desejam exposição. Eles não colocam dinheiro em um bom atleta por serem bons samaritanos, mas porque querem ver 10 vezes dessa grana de volta em seus bolsos. Então, para quê investir em um esporte invisível? Para quê gastar com aquilo que nunca dará um retorno? Muitas esportistas excelentes desistem já no inicio da carreira por não terem patrocínio. E aquelas que já são consagradas, têm que manter outras fontes de renda pois é inviável se dedicar apenas ao esporte. Como é possível ver na pesquisa feita pelo Nerd Esporte, os números não mentem e a realidade é cruel. 

Nós temos a melhor jogadora de futebol do mundo e, ainda sim, estão ameaçando fechar a seleção permanente. Nem carteira assinada a CBF deu para as meninas. E a prova que elas receberiam igual carinho do torcedor que o grupo masculino veio durante as Olimpíadas. Mas - mais uma vez - bastou um escorregão para que a arte delas virasse inferior.  

Nós tratamos as mulheres como inferiores, logo elas não estão na TV. Quando estão, são tratadas como objetos. Quando não estão, não tem patrocínio. E sem patrocínio não tem oportunidade. Sem oportunidade, não tem esporte feminino. E sem esporte feminino…. Eu faço questão de usar as palavras da Marta e complementá-las; não desistam de nós, não deixem de apoiar o futebol feminino, não deixem de apoiar o nosso esporte, a gente precisa de vocês. 



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segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Combo de Final de Semana




Salve Salve nerds!

Está no ar mais um... Combo de Final de Semana! (Talvez o último do ano)

Abrimos a  caixa de pandora do esporte falando do Torneio Internacional de Futebol Feminino, em Brasília. As meninas da seleção brasileira não tiveram dificuldades na decisão contra o Chile e golearam por tranquilos 5 x 0. Desde o início o domínio era canarinho, tanto que logo aos 7 minutos Formiga abriu o placar depois de rebote da goleira.
Os gols seguintes foram de Marta, em belo chute, dois de Darlene, finalizando com Cristiane e Debinha. O destaque negativo foi a violência das jogadoras chilenas, que inclusive tiraram Marta de jogo após dura falta.



Do estádio para as areias do Recife. Na capital pernambucana, a seleção brasileira de futebol de areia jogou a final da Copa das Nações contra os conhecidos portugueses. A partida foi equilibrada em 2 dos 3 tempos da partida, mas no tempo final a seleção brasileira deslanchou mais no placar e manteve maior controle do jogo. No final 7 a 4 Brasil, com gols de Mauricinho duas vezes, Buru, Bruno Xavier, Sydney, Datinha e Lucão. Em janeiro teremos também em Recife a Copa América, podendo valer o décimo título da equipe deste torneio.



Voltamos para os gramados, com as partidas finais do Mundial de Clubes. Na partida valendo o terceiro lugar do Mundial, Atlético Mineiro e Guangzhou Evergrande jogaram. O decepcionado Atlético encontrou mais facilidade e Diego Tardelli abriu o placar logo aos 2 minutos de jogo, o gol mais rápido das edições do mundial. Quando tudo parecia tranquilo e fácil, os chineses acordaram, quer dizer, os brasileiros e Conca acordaram. Em jogada bizonha, maluca, impensável na CNTP, o time chinês empatou com Muriqui, depois da bola bater na trave voltar para o jogador chinês perder o gol do lado da trave, assim chutando a bola para trás e sobrar com Muriqui. Caso não tenha entendido a explicação veja abaixo o gol em vídeo.
Aos 23 minutos contra-ataque do Guangzhou e um pênalti mandraque para Conca converter e virar o jogo. O galo ia mal das pernas, Conca quase fez o seu de falta, além de o lado esquerdo da equipe mineira estar aberto com as falhas de marcação de Lucas Candido. Cuca inclusive tirou o lateral e colocou Júnior Cesar no lugar. Quando não havia mais esperança aos brasileiros, eis que há uma falta perto da área para Ronaldinho Gaúcho. O jogador foi incomodado pelo juiz, que dizia que a bola estava fora do lugar, porém claramente estava no lugar certo, atrás da linha feita com o spray.
Mesmo com os atrapalhamentos, Ronaldinho cobrou outra falta com perfeição, como fez contra o Raja, empatando o jogo. No segundo tempo jogo enrolado, mais truncado e sem o Atlético marcar o gol da virada ou dominar as ações da partida. Quem assustava era o time chinês, com bolas na trave e contra-ataques perdidos.
Em confusão, Ronaldinho e um jogador chinês se desentenderam, sendo que após ser agredido Ronaldinho chutou o adversário, o que lhe custou a expulsão de campo. Com um a menos, a prorrogação era inevitável, pois se com 11 a vitória não veio, imagina com 10. Em um momento iluminado, Diego Tardelli achou Luan em um belo toque e o deixou na cara do gol. Mesmo impedido, a jogada prosseguiu e Luan marcou, dando a vitória do Atlético e o terceiro lugar.
Os gols:



Na grande final, o mais do que favorito Bayern de Munique encontrou a surpresa Raja Casablanca, que eliminou o Atlético Mineiro na semi-final. Sem dar muitas chances aos marroquinos, principalmente no primeiro tempo, os alemães dominaram. Tocando a bola com paciência e esperando o adversário dar espaços, o jogo fluiu para os bávaros.
Logo no começo de jogo em sobra de bola na área, Dante aproveitou a falha na marcação e abriu o placar mandando um chutão para as redes. Mesmo com a total clareza do gol a FIFA passou o tira teima virtual mostrando que a bola havia ultrapassado a linha do gol. Mais de dez minutos de toques do Bayern para outra oportunidade surgir, pois o Raja não dava espaços ao campeão europeu.
Em muitos toques, eis que da entrada da área Thiago Alcântara recebeu passe e mandou um chute com categoria, no cantinho e sem chances para o goleiro sósia de Emerson Sheik. O restante de jogo e o segundo tempo foram de enrolação do Bayern, que não jogou mais com o mesmo ímpeto, parecendo ter um pouco de piedade do adversário e já ficando feliz com o placar que havia construído. O Raja até assustou em alguns lances, mas Neuer e a falta de habilidade dos atletas atrapalharam um gol marroquino.
Assim, o Bayern é tricampeão mundial, contando as duas taças intercontinentais e a conquista deste sábado.
Os gols:


Pra fechar o nosso combo, vamos para uma homenagem para as guerreiras do handebol do Brasil. Elas que contra tudo e todos chegaram para a primeira decisão de um mundial, aliás, já era um recorde estar nas semi-finais, porém elas chegaram mais longe e não se assustaram com 20 mil pessoas lotando o ginásio em Belgrado e apoiando a Sérvia.
Na partida, o Brasil normalmente esteve na frente do placar, tanto que o primeiro tempo terminou em 13 a 11 para as brasileiras. A vantagem chegou a ser de 5 pontos, 16 a 11, mas as sérvias colaram de novo e diminuíram para 16 a 15. Com os nervos a flor da pele, a Sérvia perdeu o controle e ficou com duas jogadoras a menos em quadra.
Mesmo assim a reação aconteceu, com o empate no placar em 19 a 19. A alegria sérvia durou pouco, pois o Brasil atropelou e marcou de cara 3 gols seguidos, assim administrando o placar na reta final da partida. A seleção local fez apenas mais um ponto e o Brasil conquistou um título mais do que inédito, que coroa mulheres guerreiras e que não tem o apoio devido no próprio país onde não há exatamente uma liga de handebol aos padrões que poderia ter para as agora campeãs mundiais.
Parabéns meninas, parabéns pelo grandioso trabalho!



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Até mais!
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