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sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Os padrões para os melhores do mundo



Imagem: PSG/Divulgação

Com a transferência de Neymar para o PSG, um dos principais argumentos do craque e justificativas para a ida ao time francês foram a chance de ele ser o protagonista da equipe e, principalmente, buscar ser o melhor do mundo. Fomos revirar a lista de melhores do mundo desde que a eleição existe e tentar achar padrões nesses seletos atletas, para ver o que Neymar precisaria na receita para esse triunfo. 

Localização

A eleição para melhor do mundo da FIFA existe desde 1991, com 15 vencedores diferentes: Lothar Matthaus, Marco Van Basten, Roberto Baggio, Romário, George Weah, Ronaldo, Zidane, Rivaldo, Luis Figo, Ronaldinho Gaúcho, Fabio Cannavaro, Kaká, Cristiano Ronaldo e Messi. 

Considerado isso, vamos aos clubes em que esses atletas estavam quando foram eleitos. Matthaus jogava na Internazionale de Milão, Van Basten no Milan, Baggio na Juventus, Romário no Barcelona, Weah no Milan, Ronaldo em Barcelona, Inter e Real Madrid. Zidane duas vezes na Juventus e uma no Real Madrid, Figo no Real, Ronaldinho duas vezes no Barcelona, Cannavaro no Real Madrid, Kaká no Milan, Cristiano Ronaldo uma vez no Manchester United e três no Real e Messi cinco vezes no Barcelona. 

Dessa lista toda, podemos tirar que nos anos 90 os maiores centros do futebol eram Itália e Espanha, portanto lá jogavam os melhores e assim foi desses dois lugares que saíram os melhores do mundo. A partir de 2001, com Figo ganhando, Real e Barcelona se revezaram no ganho do prêmio de melhor jogador do mundo, exceto 2007 tendo Kaká no Milan e 2008 com o Manchester de Cristiano Ronaldo. Ao todo são 16 títulos de melhor do mundo para a dupla espanhola em um total de 25, ou 64% dos títulos. Dos 25 títulos, temos oito deles para brasileiros.

Números

Foto: Reuters/Charles Platiau

Nos anos 90, principalmente, os números de gols e assistências não eram tão influentes na eleição de melhor do mundo, tanto que George Weah foi eleito em 1995 anotando apenas 15 gols na temporada 94/95. Mesmo assim, Ronaldo e Romário foram os primeiros super goleadores eleitos melhores do mundo. Ronaldo, na curta passagem pelo Barcelona, anotou 47 gols em 49 jogos. E Romário, também quando jogou no Barça, fez 53 gols em 83 jogos. Mas, o paradigma realmente se alterou na era Cristiano Ronaldo e Messi, que tornaram a eleição do melhor, além dos títulos do ano, exigir um desempenho de altíssimo nível, com muitos gols e assistências. Desde 2010 Cristiano marca ao menos 40 gols no ano e desde 2009 Messi tem essa marca. 

Da temporada 2009/2010 até a 2014/15, Messi fez 100 assistências, com média de 16 por ano. Cristiano Ronaldo conseguiu 64 assistências, tendo média de 10 por ano. Portanto, seguindo esses critérios, o jogador para ser melhor do mundo precisaria de no mínimo 40 gols e 10 assistências na temporada. 

Títulos

Foto: AFP/Getty Images

Além dos gols e assistências, os títulos podem ser um grande diferencial para os atletas. Ajudar o time ou seleção em uma conquista importante sempre conta mais pontos na hora de ser escolhido o melhor. Lothar Matthaus ganhou a Copa da UEFA, atual Europa League, pela Inter em 1991, além de ter sido campeão mundial pela Alemanha em 1990. 

Van Basten foi campeão italiano e da Supercopa da Itália em 1992. Baggio ganhou a Copa da Itália e a Copa da UEFA em 1993. Romário, além de ser campeão espanhol, foi campeão da Copa do Mundo em 94. Weah ganhou a Copa da França e a Copa da Liga Francesa pelo PSG, além do título italiano da temporada 95/96. Ronaldo, pelo Barcelona, ganhou a Copa e a Supercopa da Espanha em 1996 e 97. Na Internazionale levou a Copa da UEFA 1997/98.

Zidane ganhou a Copa do Mundo em 1998 e levou o campeonato italiano pela Juventus. Em 2000 levou a Eurocopa pela França e em 2003 vinha de uma temporada anterior que terminou campeão da Liga dos Campeões, depois Mundial de Clubes em 2002 e ainda fechou no meio de 2003 como campeão espanhol. Rivaldo, em 1999, ganhou o Campeonato Espanhol.

Figo ganhou o Campeonato Espanhol de 2000/2001 e começou a campanha para a conquista da Liga dos Campeões em 2002. No período em que foi eleito melhor do mundo, 2004 e 2005, Ronaldinho ganhou o Campeonato Espanhol duas vezes e uma Liga dos Campeões começada, ganha em 2006. Cannavaro começou a conquista do espanholzão que seria concretizada em 2007, mas o grande trunfo para o título de melhor do mundo foi a conquista da Copa de 2006 pela Itália. Kaká, ganhador de 2007, levou a Liga dos Campeões daquele ano e o Mundial, levando o Milan de maneira magistral ao topo.

Cristiano Ronaldo, apenas falando dos principais títulos, levou quatro Ligas dos Campeões e três mundiais, além de uma Eurocopa por Portugal desde 2008. Messi ganhou três mundiais e quatro Ligas dos Campeões também no período. Pensando nessa lógica, o eleito de 2017 será Cristiano Ronaldo, que além dos gols e assistências levou o Real ao título da Liga dos Campeões, título que não tem um concorrente maior no ano, já que não temos Copa do Mundo ou Eurocopa/Copa América para concorrer. 

Esperemos para ver como será o desempenho de Neymar no PSG e se ele conseguirá cumprir essas metas para almejar o tão sonhado prêmio de melhor do mundo.


segunda-feira, 18 de abril de 2016

Craques Bicentenários




Salve Salve Nerds!

Ser artilheiro por um time exige muitas coisas, como esforço, qualidade, o momento certo e tantos outros fatores. Marcar mais de 100 gols por uma equipe também é algo para poucos jogadores, mas, para esse post trouxemos jogadores que conseguiram ir além. Encontramos craques que não marcaram mais de 100 tentos por apenas um time, mas por dois e em um caso especial, três clubes. 
Confira no replay:

Cristiano Ronaldo



Dispensando apresentações, Cristiano Ronaldo é o primeiro de nossa lista. O CR7 começou a carreira no Sporting, mas foi no Manchester United que começou a fazer história no futebol. Foram 118 gols em 292 jogos pelos diabos vermelhos. Pelo Real Madrid, já é o maior atilheiro da história do clube, com impressionantes 360 gols em 348 jogos pelos merengues. Se Cristiano trocasse de clube e mantivesse sua média de gols por mais três ou quatro anos, conseguiria tranquilamente passar dos 100 gols por esssa equipe nova. 


Imre Schlosser



Esse jogador, nascido ainda no século XIX, atuou nos gramados húngaros de 1906 até 1928. Marcou nada menos que 417 gols no campeonato nacional, considerada a sexta maior marca da história em todo o mundo. Desses, fez 269 gols pelo Ferencvárosi TC e 141 pelo MTK Budapest, as duas equipes as quais marcou mais de 100 gols na carreira. Mesmo pela seleção húngara as marcas de Imre são boas, 59 gols em 68 jogos. 

Hugo Sánchez



Este é provavelmente o maior ídolo do futebol mexicano na história. Um craque que conseguiu fazer história nos rivais Atlético e Real Madrid. Ainda no México, Hugo fez exatos 100 gols em 183 jogos pelo Pumas. No Atlético de Madrid não alcançou a marca centenária, fez 65 gols, mas no Real teve expressivos 207 gols em 283 jogos. Pela seleção mexicana, onde jogou por 58 jogos, marcou 29 gols.

Romário

MAURICIO LIMA/AFP/GETTY IMAGES

Fechamos essa primeira parte do post com um dos maiores craques da história, o peixe, Romário. O camisa 11 não perdoava na área e provou com mais de 100 gols por três clubes. Pelo Vasco, foram 328 gols anotados em quatro passagens pelo clube. No rival, o Flamengo, foram 204 gols em três passagens. E pelo PSV, o baixinho marcou 165 gols em 167 jogos. Nas nossas procuras, Romário é o único a marcar mais de 100 gols por três clubes diferentes. Além de ídolo por onde passou, Romário fez 71 gols em 85 jogos pela seleção brasileira.

Semana que vem, teremos a segunda parte desse post, com a outra metade de jogadores com mais de 100 gols por dois clubes diferentes.

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terça-feira, 26 de maio de 2015

Vídeos da Semana



Salve Salve Nerds!



Vamos com os principais vídeos esportivos da semana, então sem demoras, confira no replay. Começamos falando do craque Romário. O baixinho comemorou oito anos de seu milésimo gol no pênalti contra o Sport em São Januário. Para isso, ele mesmo selecionou os 11 gols mais bonitos que marcou na vitoriosa carreira. Confira abaixo, via Brasil Mundial FC:





Seguimos para falar de Manchester United. Os diabos vermelhos não estão brigando por títulos nesse final de temporada, mas trouxeram um desafio de pênaltis cobrados com os pés "ruins" de alguns jogadores. Veja que eles não são pernas de pau como nós, que mal chutamos bem com o nosso pé "bom".



Jogadores do United participam de desafio de... por ZoacaoEI



A EA Sports resolveu anunciar um novo programa de fidelização dos fãs do FIFA 15. Para isso, fizeram um comercial com Lionel Messi. O argentino começa chorando e as lágrimas do artilheiro acabam no final virando...... chocolate, que mistura as boas e as más experiências do futebol. Veja que Messi come o "lado bom" do chocolate no final. Via Diego Cavalcante:



Xavi Hernandez, ou simplismente Xavi, foi um dos grandes nomes do Barcelona nos últimos anos. Ele, que passou 24 anos no time, passando pelas categorias de base e o profissional, para se consagrar no clube catalão e na seleção espanhola. Veja o vídeo de homenagem e agradecimento do Barcelona para o camisa 6:



#6racies Xavi: 24 years of unforgettable football por fcbarcelona



Agora, falaremos de um canal de futebol que merece bastante ser recomendado. É o Copa90, que se divide em quatro categorias:
Comments Bellow: São lidos os comentários dos internautas discutindo algum tema sugerido pelos apresentadores do canal.

Derby Days: Nele um correspondente do canal é enviado para assistir a clássicos entre rivais e falar da emoção, atmosfera do estádio e torcedores.

This is Football: É o quadro que trás um pouco da história de uma equipe específica de futebol. Já foram faladas as histórias do Bayern de Munique, Eibar e Napoli.

Copa90's Tops: Nesses vídeos são escolhidos os melhores gols de um certo modo, melhores jogadas de um jeito específico, entre outros.

Como exemplo dos vídeos, veja como é a atmosfera do clássico sérvio entre Estrela Vermelha e Partizan, que é um dos clássicos com maior rivalidade no futebol. Confira:




Terminamos com uma história emocionante. O jogador Jonás Gutierrez passou por momentos complicadíssimos depois de descobrir um câncer nos testículos. A equipe dele, o Newcastle, não foi muito legal, digamos assim, e o dispensou, além de não ajudar no pagamento do tratamento do jogador. Ele se recuperou e voltou para o mesmo time, mesmo depois dessa atitude. Ele voltou em fevereiro ao clube, mas sem ser titular até a última rodada da Premier League. No último jogo, o Newcastle precisava vencer o West Ham para não cair novamente à segunda divisão.
E aí que surgiu Gutierrez, que jogou de titular, deu passe para gol de Sissoko e marcou o dele. Na comemoração, euforia total dele e dos torcedores com o alívio e a recuperação total desse homem, que se recuperou de uma das doenças mais graves que se pode ter. Veja AQUI um post falando mais da história.
Confira abaixo o gol de Jonas Gutierrez, o gol que não há palavras para descrever:




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domingo, 11 de agosto de 2013

Dia dos Pais

Salve Salve nerds!

Depois de aproveitar um pouco mais o dia dos pais com o meu pai, espero que você tenha feito o mesmo e muuuito com o seu, vamos falar de pais e filhos que seguiram o mesmo caminho, o caminho do esporte. Vamos para os casos de sucesso, ou nem tanto, mas que com certeza deixaram ao menos felizes os pais. Confira:

No Basquete, Oscar Schmidt foi um dos grandes atletas da história, tendo batido o  recorde de pontos feitos por um atleta, além de ter ganhado vários títulos pelo Brasil e por seus clubes. Mas aí você se pergunta, o que ele está fazendo nesse post de dia dos pais? Quase aposentado, Oscar realizou um grande sonho, jogou com o seu filho partidas oficiais, algo raríssimo em qualquer modalidade. Veja abaixo o vídeo de Oscar jogando com o filho, Felipe:



Na Fórmula 1, sim, na mais famosa categoria do automobilismo mundial, também temos bons exemplos de filhos que seguiram o caminho dos pais bem conhecidos. Keke Rosberg, da Finlândia, correu na Fórmula 1 entre os anos 70 e 80 e foi campeão em 1982. Décadas depois, o filho Nico seguiu o caminho da velocidade, e até hoje vemos ele correndo pela Mercedes. Não foi campeão ainda, mas tem um bom potencial e quem sabe no futuro um Rosberg volta a ser campeão, ou não, vai saber né...


Outra história é a de Gilles e Jacques, ou pai e filho da família Villeneuve. O pai Gilles foi um grande piloto, mesmo não tendo sido campeão, tinha grande habilidade e era arrojado, bem o estilo que todo fã gosta. Infelizmente, em 1982, se acidentou em uma das etapas e veio a falecer. O circuito de Montreal, no Canadá, tem o seu nome em homenagem ao grande piloto. Já o filho, Jacques, cresceu à sombra do pai quase lenda, mas mesmo assim, em 97, conseguiu o que nem mesmo o progenitor conseguiu, ser campeão mundial de Fórmula 1. Além disso, entrou num seleto hall de pilotos que foram campeões da F1, da Indy e das 500 milhas de Indianápolis, o que na época havia apenas sido feito por Mario Andretti e Emerson Fittipaldi. Depois de ter sido campeão Jacques apenas correu e não fez grandes coisas depois.




No futebol a vastidão de pais e filhos que já jogaram é enorme. Começamos com Chicharito Hernández, o mexicano que joga no Manchester United. A história da família Hernandez é bem vasta, o avô de Chicharito atuou pelo México na copa de 1954, o pai na de 86 e ele jogou em 2010. Um recorde bem expressivo para um família só, 3 gerações servindo uma seleção. 



E até o filho de Pelé, Edinho, chegou a jogar futebol. Mas a sua carreira como goleiro não foi tão gloriosa, apesar de ter atuado pelo mesmo Santos do pai. Outo filho do rei  deverá jogar também pelo Santos em breve, e alguns netos também podem arriscar a vida no esporte. E se há uma dificuldade de superar o pai ou avô, é quando tem que se superar o maior de todos os tempos.

O filho do rei
E a dupla dinâmica da copa de 94 também tem em seus filhos esperanças para o futuro. O filho de Bebeto, o mesmo que foi homenageado contra a Holanda na copa, hoje joga pelo Flamengo e busca seu espaço ainda . Já Romarinho, o nome diz tudo, tentou seguir carreira no Vasco, mas acabou saindo e hoje está no Brasiliense. Ainda não chegaram perto do que os pais fizeram, mas Romarinho já fez o pai chorar na final do campeonato Brasiliense.





Internacionalmente, outros dois que são ídolos tanto no Brasil quanto no Uruguai são Pablo e Diego Forlán. O pai defendeu a seleção uruguaia e o São Paulo, onde foi grande ídolo entre 1970 e 1976.  Jogou as copas de 66 e 74. O filho começou carreira no próprio país, e na europa fez mais história no Atlético de Madrid, onde foi ídolo. Hoje joga pelo Internacional e vem fazendo a diferença no seu clube. Pela seleção fez história na copa de 2010, quando foi o melhor jogador da competição e levou os uruguaios para as semifinais. Este ano voltou a ter grandes atuações, e parece levar novamente a celeste olímpica para um bom mundial ano que vem.



Essas são algumas das histórias que o esporte traz entre pais e filhos, e mais uma vez desejamos a todos os pais de vocês, nerds, um ótimo dia e que sempre sejam lembrados, não apenas hoje.

Até mais!
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