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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Champions, Libertadores e o Dérbi Centenário



Foto: Vitor Silva / SSPress/Botafogo


Esse meio de semana foi recheado de partidas importantes, tanto na Europa quanto por aqui. Começamos com a Liga dos Campeões, que teve rodada com média bem alta de gols. Além dos jogos da semana passada, com Benfica 1x0 Borussia Dortmund, Bayern de Munique 5x1 Arsenal, Real Madrid 3x1 Napoli e PSG 4x0 Barcelona, tivemos mais quatro jogos essa semana, que trouxeram mais uma enxurrada de gols.

Em Manchester, o City recebeu o Monaco. E os donos da casa saíram na frente. Sané tabelou com David Silva e cruzou para Sterling completar para a rede, 1 a 0 aos 26 minutos. Aos 31, Caballero não cobrou muito bem o tiro de meta e o Monaco tomou a bola. Fabinho avançou na lateral e cruzou para Falcão Garcia, sozinho, marcar de cabeça, 1 a 1. E aos 39, Fabinho lança Mbappé, chuta forte e marca o gol da virada do principado. Aos 4 minutos da etapa final, Falcão teve a chance de ampliar, mas perdeu o pênalti, quase recuando para Caballero.
Aos 12, Sterling tomou a bola e lançou Aguero, que na área chutou e Subasic aceitou, 2 a 2. Mas, dois minutos depois, el Tigre apareceu novamente. Falcão recebeu passe na entrada da área, driblou Stones e tocou por cobertura no goleiro Caballero, um golaço.
A resposta do City foi com outro belo gol. Escanteio cobrado por De Bruyne que Aguero pegou de primeira e de meio voleio mandou pro gol, 3 a 3. E aos 31, nova virada, mas dessa vez a favor do City. Stones, o perseguido pelos erros anteriores no jogo, apareceu bem na área em desvio de cobrança de falta e deixou o dele, 4 a 3. Em grande jogada coletiva do City, Aguero serviu Sané, que não perdoou e ampliou, final 5 a 3.




Em Portugal, o Porto recebeu a Juventus. O duelo estava equilibrado e com certa pressão portuguesa, mas, uma expulsão mudou tudo. Alex Telles, com duas faltas em dois minutos, foi expulso e deixou os donos da casa com um a menos aos 25 minutos da etapa inicial. A Velha Senhora cresceu na partida e vinha martelando a defesa lusa. Aos 26 da segunda etapa, Pjaca tocou para Dybala, que mandou passe para  Liechtsteiner, mas a bola desviou na defesa e voltou para Pjaca, que aproveitou e chutou sem marcação para fazer 1 a 0. 
Três minutos depois, Alex Sandro avançou na direita e cruzou para Daniel Alves, que dominou de peito e chutou para fazer o segundo dos italianos. Final 2 a 0. 



Em outro jogo com muitos gols, o Bayer Leverkusen recebeu o Atlético de Madrid. E os visitantes já começaram mais atentos. Tanto que, aos 16 minutos, Saúl avançou pela direita, puxou para o meio e acertou belo chute, tirando do goleiro Leno, 1 a 0 Atlético. Aos 24, bobeada impressionante da defesa alemã, com Dragovic cabeceando a bola para trás e deixando ela para Gameiro, que avançou, chamou dos marcadores e na entrada da área tocou para Griezmann, que fuzilou o gol, 2 a 0.
Na segunda etapa, logo aos dois minutos, Bellarabi apareceu na área em cruzamento rasteiro de Henrichs, mandando pro gol, 2 a 1. Aos 13, Gameiro deu uma caneta em Dragovic e sofreu pênalti. Ele mesmo cobrou e ampliou, 3 a 1 para os espanhóis. Nove minutos depois, aos 22, Brandt cruzou para a área e Moya espalmou para a frente, a bola bateu no zagueiro Savic e entrou, gol contra e 3 a 2 no marcador. O Leverkusen cresceu no jogo e fazia pressão sobre os visitantes, buscando um importante empate. Mas, a ducha de água fria chegou aos 40 minutos. Fernando Torres, El Niño, apareceu sozinho na área e cabeceou certeiro no canto para ampliar. Final 4 a 2 Atlético.




Em Sevilla, o time da casa recebeu o Leicester. A partida quase toda foi de domínio espanhol, com os ingleses buscando os contra golpes e Schmeichel sendo o grande jogador do jogo, com grandes defesas. E, aos 13 minutos, Schmeichel já precisou trabalhar. Joaquin Correa sofreu pênalti e ele mesmo cobrou, parando no paredão dinamarquês. Aos 24, Escudero fez bom avanço na lateral e cruzou para Sarabia cabecear certeiro, no canto, 1 a 0 Sevilla.
Os donos da casa seguiam dominando e chegaram a ter 71% de posse de bola. Aos 16 da etapa final, Jovetic recebeu lançamento, dominou no peito, limpou dois marcadores e tocou para Correa marcar, 2 a 0. Em um dos poucos lances no ataque, o Leicester soube aproveitar a oportunidade. Drinkwater fez cruzamento a meia altura para Vardy, que se esticou e marcou para os ingleses. Final 2 a 1 Sevilla.



Pela Libertadores, duas partidas emocionantes na volta da terceira fase eliminatória, com Botafogo e Atlético Paranaense decidindo suas vagas na fase de grupos e jogando fora de casa. O furacão visitou o Deportivo Capiatá no Paraguai, precisando vencer por qualquer placar, já que a ida foi 3 a 3 na Baixada. E o time paranaense se comportou bem, equilibrando as ações e chegando com certo perigo. Logo aos 11 minutos, escanteio cobrado, Paulo André desviou e Lucho Gonzalez apareceu para completar, 1 a 0. No final de jogo, com cinco minutos de acréscimos, o furacão tomou certa pressão dos paraguaios, mas conseguiu segurar e se classificar para a fase de grupos. A equipe estará no grupo 4, com Flamengo, Universidad Catolica e San Lorenzo.




Após vencer por 1 a 0 em casa, o Botafogo visitou o Olimpia precisando apenas de um empate. Mas, o alvinegro não fez boa atuação na partida. A equipe precisou das boas defesas de Helton Leite na primeira etapa para se manter viva na competição. No segundo tempo, o próprio Helton Leite acabou se machucando e saiu, dando lugar a Gatito Fernandez. O fogão vinha se segurando e conseguindo, mesmo sob pressão, manter o placar.
Até que aos 34 minutos, em jogada começada no toque de calcanhar de Roque Santa Cruz, a bola não foi bem tirada pela defesa botafoguense e sobrou para Montenegro, que não desperdiçou, 1 a 0. Com o resultado, a partida foi para os dramáticos pênaltis.
E aí brilhou a estrela de Gatito Fernandez, o goleiro reserva, que entrou na segunda etapa e pegou os dois primeiros pênaltis, cobrados por Ortiz e Mendoza. O Botafogo converteu as duas primeiras cobranças, com Camilo e Pimpão. Rodi Ferreira fez a terceira e Victor Luís fez para os brasileiros. Na quarta cobrança paraguaia, Benítez chutou, mas parou novamente no monstro Gatito Fernandez. Final 3 a 1 Botafogo nas penalidades e vaga na fase de grupos garantida.




Pelo Campeonato Paulista, Corinthians e Palmeiras fizeram o primeiro clássico comemorando o centenário da rivalidade entre as equipes. E o jogo teve muita pegada, faltas e polêmicas, ingredientes mais do que suficientes para um clássico. Quando a bola rolou em campo, o que foi pouco diante de tantas faltas acontecidas, o Palmeiras se saiu melhor. O lance capital da partida foi aos 45 minutos, quando Keno avançou e Maycon fez falta sobre ele. No entanto, o juiz errou e achou que Gabriel havia feito a falta, expulsando o jogador do Corinthians, que já tinha cartão amarelo. A equipe corinthiana e os dirigentes se revoltaram e o jogo ficou parado por vários minutos.
No segundo tempo, o Palmeiras teve mais espaço e chegou mais, deixando o Corinthians todo no campo defensivo. Porém, eram poucas as chances mais claras, o time não conseguia aproveitar a vantagem que tinha. A partida caminhava para um bom empate para o Corinthians. Até aos 42 minutos, quando Guerra errou ao se livrar da bola e perdeu para Maycon. O jogador tocou, Zé Roberto não conseguiu cortar e o passe chegou em Jô, que de frente para o gol não desperdiçou, 1 a 0 timão.





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quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Aprendam com o interior



Salve Salve Nerds!

Claudio Tencati, dos grandes responsáveis pelo acesso londrinense Foto: Roberto Custódio/JL
Por Lucas Boamorte

Frases como “ Não ignorem a sabedoria popular” ou “ vovó já dizia” são coisas que ouvimos no dia-a-dia. Ditos populares,  que se concentraram em outras localidades, e também em tempos que as formas artesanais eram mais fortes. Nada era tão mecânico, e os grandes centros não eram tão difundidos. Tempos que as pequenas cidades eram mais valorizadas, assim como os seus times de futebol. Podemos pensar que  isso não volta mais, entretanto, abrimos uma exceção, claro, para ele “o glorioso” esporte da massa.

Predominantemente, isso tem a ver com o capacidade financeira, os times dos grandes centros se tornaram uma hegemonia. Atlético-PR, Coritiba e Paraná, são os maiores clubes do estado. Entretanto, hoje não são mais expressivos  no cenário nacional. O Coritiba, maior campeão estadual, com 38 títulos, desde 1985 não fez grandes apresentações.
Considerando as últimas campanhas, a  decadência é vista. Coritiba nos últimos campeonatos luta para não ser rebaixado, Atlético-PR sempre ficando no meio da tabela, e o Paraná Clube não joga a série A desde 2007.

Mas, nos últimos tempos a capital perde força e o interior cresce. Por exemplo, nas ultimas edições os campeões foram Londrina e Operário. Dois times que através do planejamento estão colhendo bons frutos.

O Operário, atual campeão paranaense, começou seu planejamento um ano antes. Os dirigentes se articularam e conseguiram montar uma base, que conta com um plano de sócios que em 3 meses alcançou cerca de 2500 pessoas. Isso resultou no primeiro titulo estadual do “Fantasma”. A equipe fez uma boa campanha no brasileiro da série “D” , contudo a classificação não veio. Mas, aparentemente, o clube, depois da eliminação contra o Remo, irá manter seu planejamento.

Com dois acessos seguidos, o maior exemplo de força do interior  é o Londrina. Rebaixado para a segunda divisão estadual em 2011, o Tubarão se reestruturou, montou um bom elenco e manteve o planejamento. Que lhes rendeu um terceiro lugar no paranaense de 2013, um titulo estadual em 2014, mesmo ano que subiu para a série C. E agora o time está na segunda divisão nacional. 

Um dos segredos do Londrina deve ter sido algo que poucos times do Brasil fazem, manter o técnico. Claudio Tencati está a quatro anos a frente da equipe. Coincidência ou não essa estratégia tem trazido bons frutos. Agora eu pergunto: Em quatro anos, quantos técnicos os times da Capital tiveram? Pois é, acho que encontramos a resposta.

Complemento

O Trivela fez uma publicação falando dos treinadores de Londrina, Brasil de Pelotas e Ypiranga. Os três times subiram de divisão nesse final de semana, os dois primeiros para a segunda e o terceiro para a terceira divisão. Em comum entre as equipes é a permanência dos treinadores por períodos longos, todos estão há mais de dois anos em seus clubes. Claudio Tencati, treinador do Londrina, é o treinador há mais tempo em atividade em um time das quatro divisões brasileiras, com quatro anos no comando do time, como o Lucas citou. Portanto, planejamento e paciência no trabalho de bons profissionais podem render bons frutos.



Até mais!

terça-feira, 21 de abril de 2015

Vídeos da Semana



Salve Salve Nerds!



Terça-feira e nosso estagiário volta da pequena folga que teve nesse feriadão. Para voltar bem e com estilo, vamos com os principais vídeos esportivos da semana. Iniciamos com uma forma curiosa da torcida do Atlético Paranaense de protestar contra a má fase da equipe. O time perdia para o Rio Branco no torneio da morte do estadual por 3 a 0, então os torcedores colocaram duas crianças para jogarem na arquibancada e ficaram incentivando os dois meninos na brincadeira. Confira abaixo, via Trivela:
A partir de 3:10




A rodada do Campeonato Alemão foi um tanto estranha, com vários lances engraçados e inusitados. Por exemplo, tivemos um juiz dando um tapa no jogador, outro atleta esbarrando no treinador adversário, gol bizarro e gol anulado e validado no mesmo minuto. Confira nos vídeos abaixo via Brasil Mundial FC:










E no Snowboard, o britânico Billy Morgan fez uma manobra até então inédita, conhecida como 1800 "quadruple cork", que é girar cinco vezes no próprio eixo do corpo e ao mesmo tempo dar quatro mortais para trás. Veja essa manobra que é até complicada de ver em câmera normal de tão complexa. Confira via Terra:





Na semana passada, mostramos AQUI um vídeo estilo abertura do Game of Thrones sobre a briga dos times ingleses por vagas nas competições europeias. Nesta semana, o PSG produziu um vídeo do mesmo jeito para promover a luta da equipe pelo título nacional, contra os rivais Olympique de Marseille, Lyon e Monaco. Confira, via Trivela:






Exatos trinta anos atrás, Ayrton Senna vencia a sua primeira corrida na Fórmula 1. O piloto havia feito a pole position do GP de Portugal e ainda teve a chuva, que sempre o fez se destacar nas provas, como parte da primeira conquista na categoria. Confira no vídeo do canal oficial da F1 um pouco de como foi aquela prova memorável:



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Até mais!

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

A Volta Dos Que Não Foram



Salve Salve nerds!

Havíamos pedido um breve comentário do nosso amigo Diogo Galline sobre a classificação do Atlético Paranaense, mas ele mais do que gentilmente produziu um ótimo texto. A justificativa do comentário é o fato de ele, ontem, estar presente na Vila Capanema e ter acompanhado a verdadeira epopeia atleticana. Não teríamos a coragem de cortar/editar algo feito por um verdadeiro torcedor, então orgulhosamente apresentamos... A Volta Dos Que Não Foram: 

Lembro-me que certa vez, no auge dos meus 12 anos, estava eu na aula de Estudos Sociais (aquela disciplina que misturava história e geografia, com pitadas de conhecimentos gerais e notícias do Jornal Nacional) quando escutei a célebre frase de meu professor: “a questão entre judeus e palestinos é igual à volta dos que não foram!”. Por conta da idade, deixei a briga dos dois povos de lado e me fixei na frase ‘a volta dos que não foram’.  “Como assim alguém volta, se sequer partiu? Se não foi, então não retorna! Que papo estranho!”. E desde então empurrei a dúvida, junto ao seu notório significado ainda desconhecido, para debaixo do tapete. Todavia, quis a vida que, após mais de 15 anos, a frase finalmente revelasse o seu sentido. E da maneira mais sofrida possível! 
A compreensão plena veio durante a partida decisiva entre o meu estimado Atlético Paranaense contra o simpático Sporting Cristal, valendo vaga na Taça Libertadores. Digo simpático pelo simples fato dessa equipe ter surgido a partir de uma associação entre um time amador com uma cervejaria. Futebol e cerveja, que combinação imbatível! Mas enfim, retornando à partida e a frase... Bastava ao Atlético uma vitória, simples, magérrima, de qualquer placar. Meio a zero já era suficiente! Pensando bem, meio a zero não, já que precisávamos de uma diferença mínima de um gol! Uma a zero era suficiente. Sim, possível era. Mas quase não foi!
Esforçando-se ao máximo para sair de algo que lhe era seu de direito (quem acompanhou a campanha do Furacão em 2013 vai concordar comigo!), o time foi ao limbo por, pelo menos, duas vezes nessa memorável noite! Limbo, isso mesmo! Ao marcar o natural primeiro gol, com a bela cabeçada de Manoel aos 15 minutos do segundo tempo, o time decidiu por tornar a decisão ainda mais dinâmica, permitindo um gol de empate com cara de impedimento. Soma-se ao drama o fato de os dois times estarem se estranhando desde o apito inicial do árbitro paraguaio (para o quê?), o que havia culminado até aquele momento em duas expulsões (ainda teríamos duas outras, uma delas bastante fundamental ao resultado da partida!). 
Um a um. Jogo morno. Atlético desenfreado em busca do resultado positivo. A técnica foi deixada de lado e, ouso dizer, que o técnico também. Aliás, técnico? Segue partida até 49, mas a cada minuto gradativamente o público deixava o puxadinho de nome Capanema. Opa, um minuto a mais de acréscimo, por conta do delay peruano. Drama de um provável e melancólico fim. Entristecíamos ao lembrar do fato de até o Paraná Clube ter passado da pré-libertadores. Sentíamo-nos pleno corinthianos, diante do todo-poderoso Tolima. Sentia. 
Até que de repente, não mais que de repente, a gurizada recém-promovida ao time principal em um jogo decisivo (vulgo fogueira) segue com a bola em direção à meta. Goleiro pega a primeira. Pega a segunda. Pega a terceira. Epa! Mas esse não é o goleiro! É o zagueiro do time peruano que, desprovido da mesma classe de Suarez, na Copa de 2010, retira desesperadamente a bola daquele que seria o gol que levaria o jogo às penalidades. Mais um vermelho e mais um gol de EderShow. Goleiro de um lado, bola do outro. É... Além da classe, o zagueiro peruano também não herdou a sorte uruguaia de Suarez.
A partir dessa primeira ida ao purgatório, os gurus de plantão fariam a seguinte análise “agora ficou fácil para o Atlético! O time entra motivado nos pênaltis!”. Pré-visões... Previsões! Assim como a temperatura de 35ºC do dia contrariou todas as expectativas da fria cidade de Curitiba, as previsões de uma disputa tranquila e favorável ao Furacão passaram bastante longe. E assim como o João de Santo Cristo, conhecemos o inferno pela segunda vez. Em quatro cobranças rubro-negras, dois erros. Do lado peruano, as três primeiras convertidas com sucesso. Nesse espaço-tempo, sentimos o calor de Hades: em duas cobranças do Sporting, bastavam aos peruanos ou acertar uma delas ou defender o último tiro atleticano. Simples... Como amar!
Mas eis que a vida nos surpreende, mostrando que o futebol é, ao lado do amor e do clima curitibano, improvável e imprevisível! Uma defesa inspiradora do goleiro brasileiro, seguida de um gol de categoria rubro-negro e uma cobrança peruana ao melhor estilo Roberto Baggio que mais parecia um field goal recolocaram pela segunda vez o Atlético na disputa! Despedimo-nos do capiroto e voltamos ao mundo real com força e rejuvenescidos!
Depois de duas rodadas de cobranças alternadas, todos os quinze mil torcedores puderam pressentir em seus âmagos que o pênalti de Pedro Aquino seria o último do Sporting, o último do jogo, o último daquele sofrimento chamado pré-libertadores. A mística de seu nome nos dizia inconscientemente isso, uma mistura de Pedro Oldoni com Anderson Aquino. E o resultado foi justamente esse. Bola na trave. Fim de sofrimento. Libertadores, aí vamos nós!
Voltamos à Libertadores! Com drama! Sofrido! E voltamos de um lugar que, por duas vezes nessa memorável noite de quarta-feira, não fomos! Atlético: a volta daquele que não foi!

Diogo Galline





Até mais!

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

As Copas



Salve Salve nerds!




Decisão na Copa do Brasil, e na Copa Sul-Americana (agora aprendi finalmente que é com - ) semi final brasileira. Iniciamos pela Copa Sul-Americana, com a segunda partida entre Ponte Preta e São Paulo. Na primeira partida os campineiros não tomaram conhecimento do tricolor e venceram por 3 a 1. O segundo encontro foi equilibrado no começo, e com o São Paulo enfrentando dificuldades para realizar jogadas mais perigosas na defesa ponte pretana.
A Ponte jogava com o regulamento embaixo do braço, não dando chances ao adversário e jogando no contra ataque em busca de um gol para fechar o caixão tricolor. Em um primeiro tempo bem morno e parado, eis que no final, aos 42 minutos, Uendel cruzou rasteiro na área, Rodrigo Caio cortou. No rebote Leonardo chutou e de novo o zagueiro cortou, porém na volta da bola Leonardo não desperdiçou e abriu o placar em Mogi Mirim.
Na segunda e decisiva parte do jogo para o time de Muricy, mudanças com a entrada de Luís Fabiano e Welliton, assim com 3 atacantes para realizar o milagre da classificação. No entanto, o meio campo não trabalhava nada bem, e as jogadas não aconteciam. Desesperado com o pouco tempo para marcar os gols, o São Paulo errava muitos passes, enquanto a equipe campineira tocava com calma e só não marcou mais gols porque os atacantes estavam com a pontaria não tão boa.
Apenas aos 38 minutos Luis Fabiano fez o gol para o São Paulo, o que não evitou a festa da Ponte, que em sua primeira participação em uma competição internacional está na decisão!
Veja os gols, no replay:




  






No Maracanã lotado, 68 mil torcedores acompanharam a decisão, destes, 60 mil eram flamenguistas, e empurraram o rubro negro carioca pra cima do Atlético Paranaense. Jogo tenso e nervoso para as duas equipes, e principalmente para o furacão, que parecia ter sentido a pressão do estádio e errava muitos passes. Além do nervosismo, Everton, suspenso, foi substituído por Felipe, porém o jovem meia não correspondeu nem um pouco às exigências de uma partida como essa e falhava muito na marcação do meio campo flamenguista.
Com o meio e a criação de jogadas comprometidos, o time paranaense pouco fez no primeiro tempo, apostando muito em Marcelo, que era bem marcado. No lado do Flamengo quem estava inspirado era Luiz Antonio, que chutou obrigando boa defesa de Weverton, logo no começo de jogo. Com o meio truncado, as chances eram poucas, no entanto a vantagem dos cariocas os fazia poder esperar por mais oportunidades no futuro.
Além de outras finalizações, Luiz Antonio protagonizou o lance mais perigoso do primeiro tempo, quando cobrou falta e a bola caprichosamente bateu na junção da trave com o travessão, para delírio da torcida. Vagner Mancini arriscou para o segundo tempo e colocou Dellatorre no lugar de Felipe, para melhorar a armação de jogadas. Jaime de Almeida colocou Diego Silva para reforçar o meio, e nem precisava, pois o time paranaense estava apagado e pouco fazia.
Achando enfim o espaço que queria, o Flamengo apostou nos contra ataques em cima do desesperado Atlético, que se lançou ao ataque em busca do gol. Hernane quase marcou um golaço, ao mandar um voleio incrível para defesa de Weverton. Mas, o gol não demorou para vir, e em jogada de Paulinho, dando drible no zagueiro, o passe veio rasteiro para Elias, livre na área, chutar e carimbar a faixa de campeão, 1 a 0.
Ainda tentando empatar e assim levar o jogo para as penalidades, o espaço só aumentava na defesa atleticana. Com isso, em outra jogada de Paulinho, a bola sobrou para Hernane, meio de voleio, meio caindo, chutar e marcar o segundo gol, para euforia e comemoração dos torcedores e jogadores.
E assim terminou, 2 a 0 Flamengo, que quando ninguém acreditava em uma possível ida para a Libertadores, hoje vê uma equipe organizada por Jaime de Almeida. Para consolo atleticano, a vaga deverá vir pelo brasileirão.
Os gols e a festa:








Infelizmente não houve tempo hábil para falar da Liga dos Campeões, mas você confere AQUI como foi a rodada.


Até mais!

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Análise Analítica da Copa do Brasil



Salve Salve nerds!




Semana que vem, quarta-feira, teremos a grandiosa final entre dois rubro negros do futebol brasileiro. O Atlético Paranaense, campeão nacional e vice da Libertadores, e o Flamengo, seis vezes campeão nacional e uma vez continental e mundial.
Mas, para essa decisão nada disso entra em conta, ou muito pouco. Vamos agora para a análise das campanhas desses dois grandes times:


Recém voltando da segunda divisão, o Atlético abriu mão do campeonato estadual, e o disputou com o time sub 20/23. Foi vice-campeão, mas preservou os titulares para o restante da temporada, além de revelar jogadores para o elenco profissional. Assim, o furacão paranaense fez justamente sua primeira partida oficial no ano, com a equipe titular, na estreia da Copa do Brasil.
A primeira partida foi contra o Brasil de Pelotas, e havia toda a desconfiança de como o time jogaria, se não seria um desastre ter deixado de lado os principais atletas do elenco no estadual. Os paranaenses não tiveram das melhores atuações, porém foi o suficiente para sair de Pelotas com 1 a 0, gol de Elias. Na volta quem apareceu foi o maestro e um dos destaques do então acesso a série A do time, Paulo Baier. O veteraníssimo meia entrou, marcou um gol e deu passe para o gol de Everton. Final 2 a 0 no Ecoestádio.
Segunda fase e pela frente o América de Natal. Em um estádio preparado as pressas para a partida, e com algumas partes inacabadas, o furacão não tomou conhecimento do adversário, e atropelou o América como se não houvesse amanhã. Com direito a dois gols do artilheiro Éderson, o Atlético goleou o time potiguar por 6 a 2, e nem precisou de jogo de volta em Curitiba.
Próxima fase e novo adversário nordestino, desta vez o Paysandu. Na partida de ida o rubro negro segurou o ímpeto da massa do papão, e saiu satisfeito com o empate por 0 a 0 em Belém. A volta foi no mais novo alçapão atleticano, a Vila Capanema. Com a Arena da Baixada em reformas para a Copa do Mundo, o estádio do Paraná Clube se tornou uma opção para públicos maiores e em um local melhor para a torcida. O novo alçapão deu resultado, e Paulo Baier, no primeiro tempo, juntamente com Marcelo, na segunda etapa, mataram o jogo. O Paysandu descontou com Zé Antônio, o que não adiantou muito. 
Se havia uma asa negra, no caso alviverde, no caminho atleticano em Copas do Brasil, este é o Palmeiras. Nos últimos anos o alviverde se acostumou a eliminar o adversário do Paraná, e novamente os dois se encontraram. A primeira partida foi movimentada, e o Palmeiras chegou ao gol com Vilson. Mas, o Atlético jogou muito melhor e desperdiçou chances claras de gol.
O trunfo rubro negro era a Vila Capanema, e na volta a partida foi um show, um show do time da casa. Sem dar espaços ao Palmeiras, os atleticanos foram totalmente para cima e bombardearam a defesa paulista. O primeiro gol saiu com Éderson, no final do primeiro tempo, e depois Paulo Baier ampliou, além de novamente Éderson completar a classificação e fim do tabu.
Quartas de final e agora o grande adversário era o Internacional. Primeira partida em Novo Hamburgo, mas quem se sentia em casa era o Atlético. Não demorou muito e Paulo Baier, em cobrança de falta, marcou para o furacão. O jogo seguia tranquilo, mas Otávio salvou o Inter da derrota e levou o time ao empate. A segunda partida foi tensa, com os colorados pressionando muito e tentando o gol salvador. Se segurando, o Atlético conseguiu manter o placar zerado, e assim se classificou por ter marcado fora de casa.
Se já bastava um gaúcho, eis que o Grêmio apareceu no caminho. O primeiro jogo da semi final foi na Vila Capanema lotada, mas os torcedores viram um jogo feio, truncado e sem muita criatividade dos dois lados. O Grêmio não contava com Kléber, Barcos e outros desfalques, se recolhendo mais ainda na defesa. Em lance iluminado de Éderson, o atacante cruzou, e Dellatorre cabeceou para marcar, e garantir o gol da vitória. Em Porto Alegre a pressão era enorme, e os tricolores tentaram, e tentaram e chutaram, mas pararam em Weverton, o goleiro que fez milagres e garantiu o time da baixada na sua primeira final de Copa do Brasil em 89 anos de história.


O Flamengo iniciou sua trajetória, a sua lenda do herói, no Pará. Contra o Remo, havia ainda muita desconfiança sobre o time carioca, pois foram precocemente eliminados no estadual, e tinham atuações desastrosas. A partida contra os paraenses não foi boa também, mas Rafinha salvou o time e marcou belo gol, dando ao 1 a 0 um grande valor.
Na volta, em Volta Redonda, eis que surgiu o artilheiro do ano, o atleta decisivo nos momentos mais difíceis, ele Hernane. Mostrando a que veio, o atacante marcou singelos 3 gols contra o Remo, algo que não acontecia no time carioca haviam mais de dois anos. Com essa atuação meteórica de Hernane, o Flamengo se embalou. 
Ainda no Nordeste, o rubro negro carioca foi ao encontro do Campinense, na Paraíba. Mesmo melhor em campo, o Flamengo tomou um susto, e levou um gol do Campinense, anotado por Jeferson Maranhense. Quem garantiu a virada foi Renato Abreu, que nem atua mais pelo clube, e que marcou na ocasião dois gols de falta. Em Juiz de Fora, o jogo de volta para os dois. Novamente o placar foi 2 a 1, com gol contra paraibano, e empate paraibano, mas com golaço de virada, de Elias. 
Terceira fase, e o Nordeste novamente no caminho flamenguista. Contra o ASA de Arapiraca, o clube carioca não estava bem, e passava dificuldades. Eis que, arriscando, Mano Menezes colocou o jovem Nixon no segundo tempo. E o atacante não desperdiçou a oportunidade, dando passe para Marcelo Moreno, além de ampliando ele mesmo marcando o segundo gol.
A volta, sim, em Volta Redonda, foi tranquila, e Elias marcou ainda no primeiro tempo, obrigando o adversário a marcar 3 gols para se classificar. O ASA empatou, porém Marcelo Moreno virou o placar e deu mais uma vitória ao Flamengo.
Oitavas de final, e um dos grandes confrontos da competição até ali, Cruzeiro e Flamengo. Jogo equilibrado entre os dois, mas em casa o Cruzeiro tinha leve domínio do jogo. Ainda no primeiro tempo, Willian marcou para o time celeste, e Everton Ribeiro fez uma pintura, um golaço, e ampliou a vantagem. Quando tudo parecia tranquilo, Dedé tratou de colocar drama e emoção ao confronto, e bobeou mortalmente dando o gol para Carlos Eduardo. Assim, na volta, no Maracanã, o Flamengo precisaria apenas vencer por 1 a 0 para se classificar.
Com um Maracanã lotado, o Flamengo dominou as atitudes da partida, e não parecia estar enfrentando o que seria o nosso virtual campeão nacional. Vários lances polêmicos marcaram a partida, principalmente prejudicando o Flamengo. A classificação parecia estar escapando, mas Elias, que era dúvida por estar machucado, mesmo não estando 100%, foi para o jogo e marcou, na bacia das almas, o gol da vitória, e da vaga. 
Nas quartas de final, um clássico carioca contra o Botafogo de Seedorf. O primeiro encontro foi marcado pelo equilíbrio, com o Flamengo dominando a primeira etapa, e o Botafogo a segunda. André Santos marcou para os flamenguistas e Edilson empatou, deixando a decisão para o segundo confronto no Maracanã. Se o equilíbrio havia marcado o primeiro jogo, o artilheiro depois da reforma do Maracanã apresentou seu cartão de visitas ao rival. Hernane, mais do que inspirado, marcou os 3 primeiros gols do rubro negro, e Léo Moura ampliou para 4 a 0 a goleada que afundou o rival na competição.
Semi final e confronto contra o Goiás, do rechonchudo Walter. O atacante havia prometido deitar e rolar contra o adversário carioca, mas... nem teve condições físicas de entrar em campo, por estar lesionado. Sem esse trunfo, o Goiás não conseguiu atuar bem em seus domínios, e o Flamengo venceu por 2 a 1, com gols de Paulinho, ainda no primeiro tempo, e Chicão, para a virada no placar, aos 40 do segundo tempo. Vitor havia empatado para os goianos na primeira etapa.
O Maracanã estava lotado, e a torcida não parava de entoar os gritos ao Flamengo. O time era melhor em campo, comandava as atitudes, e mesmo assim levou o gol do Goiás, marcado por Eduardo Sasha. Se achavam que o gol abalaria as estruturas rubro negras houve engano, pois o time continuou martelando a defesa goiana. Hernane e Elias, ainda no primeiro tempo, viraram o jogo, e assim tranquilizaram os torcedores. No final houve tempo para deitar e rolar no gramado do estádio.


Para o confronto entre os dois, vemos um Flamengo especialista em mata-matas, e principalmente na Copa do Brasil. O time está em sua sexta final, e empurrado pela torcida sabe que pode assim chegar a Libertadores. Não tem o melhor elenco, mas Elias, Hernane e o incentivo do técnico Jayme tem dado força a equipe para ser campeã.
No lado atleticano, também não há grandes destaques individuais, mas a equipe é muito bem armada por Vagner Mancini, que consegue equilibrar a defesa com o ataque, e principalmente o contra ataque, com toques rápidos e precisos. Vagner trouxe jogadores desacreditados, promessas da base, e acreditou em Paulo Baier, que estava sendo deixado de lado. As apostas deram certo, e o time é vice líder do brasileirão, e finalista da Copa do Brasil, retrospecto invejável e que mostra o poder de planejamento da instituição quanto a preservação dos titulares no início da temporada.
Com duas equipes fazendo a diferença em seus domínios, a final deverá ser decidida nos detalhes e em um lance individual ou falha individual. É complicadíssimo se prever o campeão, mas por decidir em casa o Flamengo pode levar vantagem, caso consiga segurar o furacão na Vila Capanema. Enfim, nada de profecias, rs.


Até mais!
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