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segunda-feira, 27 de junho de 2016

Copa América Centenário - O jejum e o bicampeonato



Salve Salve Nerds!


Foto: Divulgação

Nesse domingo a noite, Argentina e Chile jogaram para a segunda final consecutiva de Copa América entre as seleções. Os nossos vizinhos argentinos buscavam quebrar com o longo jejum de 23 anos sem títulos, enquanto os chilenos queriam repetir o título e mostrar que o primeiro não foi por acaso. 

A partida começou com a Argentina melhor, tomando mais a iniciativa do jogo e chegando com perigo já com Banega no primeiro lance. O Chile equilibrou as ações com um marcação forte no meio campo, evitando que os argentinos tivessem a bola chegando em Messi para a armação de jogadas mais perigosas. Já no início o destaque negativo da partida era o árbitro, o brasileiro Héber Roberto Lopes. O juiz não estava apitando com critérios muito plausíveis e vinha tornando o jogo nervoso.

Aos 20 minutos, Higuaín teve a grande chance argentina no jogo. Em passe errado de Medel, o atacante argentino avançou sozinho e, de cara para o goleiro Bravo, chutou cruzado para fora. Quando a Argentina era melhor e parecia próxima do gol, eis que Díaz foi expulso pelo Chile. O jogador chileno trombou com Messi e foi expulso por Heber Roberto Lopes, para revolta dos jogadores. Aos 33, Di Maria recebeu bem posicionado e testou o goleiro Bravo em forte chute. Em lance forte, Vidal e Mascherano se desentenderam e o juiz deu amarelo para os dois, tentando evitar que o jogo virasse uma briga generalizada. E, aos 41, Rojo fez forte falta em Vidal e ganhou o vermelho direto, times novamente com o mesmo número de jogadores em campo. Primeiro tempo de Argentina melhor, seis chutes contra nenhum do Chile no gol hermano.

Na segunda etapa, as chances foram menos intensas, mas Isla foi o primeiro a assustar mais o gol de Romero. A Argentina buscava as jogadas trabalhadas, mas não achava espaços na defesa adversária. Já a Roja apostava nos contra golpes e quase marcou com Vargas, que recebeu passe de Sanchez e obrigou Romero a fazer boa intervenção. Aguero entrou no jogo e conseguiu um lance perigoso, mas chutou muito forte e mandou por cima do gol.

O Chile foi perigoso com Beausejour tocando para Alexis Sanchez, mas o atacante chutou travado de frente pro gol. Logo em seguida, Messi avançou sozinho, encontrou espaço e chutou perto do gol com perigo.

Com o jogo empatado, prorrogação. Na primeira etapa, o primeiro lance de perigo foi aos oito minutos. Puch avançou na lateral esquerda e cruzou para Vargas, que cabeceou e Romero defendeu bem. A respostas veio com Messi, que cruzou certeiro para Aguero, o atacante cabeceou e Bravo fez uma defesaça. Na segunda etapa, nada de emoções e lances perigosos, todos no aguardo das penalidades.

Nos pênaltis, Vidal foi o primeiro no Chile e errou, parando em Romero. Messi foi o primeiro da Argentina e também errou, isolando a bola por cima do gol. Castillo fez para os chilenos e Mascherano para os argentinos na segunda rodada. Aránguiz e Aguero na terceira. Na quarta rodada, Beausejour fez para os chilenos e Biglia perdeu para os argentinos. Silva foi para a bola e não desperdiçou a penalidade, Chile bicampeão da Copa América!



 


Para fechar o pesadelo argentino, no final do jogo, muito abalado, Lionel Messi anunciou que deverá se aposentar da seleção argentina, já que essa foi a quarta final seguida que ele perdeu pela seleção. Lembrando novamente que a Argentina não é campeã no futebol profissional desde 1993, quando ganhou a Copa América diante do México. 

É compreensível o sentimento de Messi, já que a pressão dos argentinos sobre ele é enorme e uma certa sombra de tudo o que Maradona já deu pela seleção também o perseguem. Messi é o maior jogador do nosso tempo e essa desistência não apagará o que ele fez pelo futebol. No entanto, não parece a melhor atitude desistir de algo tão grande que é defender a sua seleção nacional. Ninguém é obrigado a vestir a camisa de sua seleção e de seu país, mas para alguém como Messi, que essa semana inclusive se tornou o maior artilheiro da Argentina, não parece algo tão interessante. 

Poderíamos falar que milhões de pessoas queriam estar no lugar de Messi, como protagonistas de uma seleção, e que ele está jogando tudo isso fora, mas também seríamos egoístas com ele. Como alguém que ama o esporte e acredita no quanto ele pode nos ensinar, como ele propõe superações de paradigmas e de desafios, acho que Lionel Messi pode ainda se levantar e buscar o que tanto sonhou, que é ser campeão pela seleção argentina. Torçamos para que ele mude de ideia e retorne, pois o futebol argentino e mundial perdem muito sem ele. 


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quarta-feira, 1 de julho de 2015

Copa América - Análise da Final



Salve Salve Nerds!


Copa América chegando na decisão, vamos falar do que esperar da grande final entre Argentina e Chile, além das partidas semifinais. Começamos pelas semifinais, que tiveram muitos gols:

Chile x Peru:

A seleção chilena, jogando em casa, recebeu o Peru, que pela segunda vez seguida esteve na semifinal da Copa América. O Peru começou melhor e criando mais, com a bola passando principalmente por Guerrero e Farfán. No entanto, a situação mudou quando Zambrano foi expulso e os peruanos ficaram com um a menos. O Chile ganhou espaço e começou a desperdiçar chances, duas delas com Valdivia.
Aos 41 minutos, bola para Vargas, que não desperdiçou e abriu o placar. Na segunda etapa, o Peru começou melhor e aos 15 minutos Medel desviou errado a bola e fez gol contra a favor dos peruanos. A resposta veio 3 minutos depois. Vargas, de novo ele, avançou da intermediária e arriscou um chutaço, de longe, para marcar e tomar a frente do placar novamente, 2 a 1. O Peru, meio desesperado, tentou um novo empate, mas foi seguro pela boa marcação chilena e a falta de organização nas jogadas. Final 2 a 1 e Chile na final.





Argentina x Paraguai:

Ontem, segunda partida semifinal com a surpresa Paraguai e a favoritíssima Argentina. Os hermanos começaram melhores e pouco eram ameaçados pelos paraguaios. Aos 14 minutos, Rojo aproveitou sobra de bola no escanteio e mandou pro gol. A Argentina seguia em cima e com ampla posse de bola, mais de 60%. Em bom passe de Messi, Pastore recebeu e só precisou tocar para o gol, 2 a 0 aos 26 minutos. Os argentinos seguiam dominando, mas, em um contra golpe, Lucas Barrios, que entrou no lugar do machucado Roque Santa Cruz, marcou e diminuiu a vantagem.

No entanto, a reação paraguaia acabou no primeiro minuto da segunda etapa, com Di Maria marcando. Cinco minutos depois, Messi fez uma jogadaça, driblou três adversários, tocou para Pastore, que perdeu o gol feito, a bola sobrou para Di Maria, que só tocou pras redes. Em cruzamento de Di Maria, Aguero mandou de cabeça e ampliou o marcador, 5 a 1. Para fechar o caixão, Messi tocou para Higuaín, que marcou e fez o 6 a 1. O sétimo, para homenagear o Brasil, quase saiu, mas ficou nisso.
Falando da Argentina, uma atuação impressionante de Messi, lembrando o jogo contra o Manchester City pela Liga dos Campeões, quando fez excelente partida mas não marcou gol. Os hermanos já tinham o melhor time no papel, mas apenas agora confirmaram toda a qualidade em campo e na prática com um atuação de gala e eficiência do ataque.






Análise da Final:

O confronto entre Chile e Argentina é realmente entre as melhores seleções da competição. O Chile teve boas atuações desde a primeira fase, goleando a Bolívia por 5 a 0 e tendo como única atuação não muito boa o empate em 3 a 3 com o México B. Na fase seguinte, venceu o Uruguai com a expulsão de Cavani depois da dedada, até passar pelo Peru ontem. Os chilenos tem o melhor ataque da competição, com 13 gols e tiveram Valdívia sendo o maestro do time, além de Vargas, Sanchez e Vidal fazendo a diferença. Não digo que são favoritos, mas deverão dar bastante trabalho para a Argentina até por buscarem esse título inédito e em seus domínios.
A Argentina teve atuações medianas e jogou apenas o suficiente para se classificar. Empatou com o Paraguai e venceu por 1 a 0 Uruguai e Jamaica. Nas quartas de final, passou pela Colômbia com dificuldades, pois não conseguiu aproveitar as chances criadas e parou em Ospina, o goleiro colombiano. Nos pênaltis, os hermanos venceram por 5 a 4. Na partida de ontem, enfim, um bom futebol apresentado. Messi conseguiu ter espaço para jogar e orquestrar a seleção. Di Maria conseguiu também fazer boas jogadas, coisa que não fez nos jogos anteriores. Minha ideia é a de que os argentinos conseguirão enfim acabar com o jejum de 22 anos sem títulos no time profissional, apesar da provável pressão que encontrarão da torcida chilena.


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domingo, 29 de junho de 2014

Copa do Mundo - Dia 17



Salve Salve Nerds!



Começo de oitavas de final da Copa das Copas e muita emoção. Duas partidas entre sul-americanos que fizeram história. Confira, no replay:



Muita expectativa quanto a esta partida, já que o Brasil não apresentou um futebol tão convincente nesta Copa, enquanto o Chile parecia em um melhor momento, depois de passar no grupo vencendo a Espanha. A nossa seleção começou melhor, jogando em cima e não dando espaço para os contra golpes chilenos e o toque de bola rápido dos atacantes. O Chile seguia recuado, via o Brasil ocupar espaços e tentar chegar para chutar, porém as finalizações vieram apenas de longe. Na cobrança de escanteio, Thiago Silva desviou para o outro zagueiro, David Luiz, atrapalhar o jogador chileno e ele mandar a bola pro fundo do gol, 1 a 0. Seguíamos melhores, mesmo sem aquele futebol envolvente, porém sem ameaças dos adversários. O perigo era maior pois os laterais avançavam muito e outros jogadores precisavam chegar para tirar a bola dos chilenos. Em bobeada impressionante de Hulk, recuando a bola muito fraco para trás, Vargas interceptou e tocou para Sanchez chutar da entrada da área, 1 a 1. O Brasil quase virou com Neymar cabeceando e Fred, que chutou muito mal quando a bola sobrou pra ele de cara para o gol. Na segunda etapa, logo aos 5 minutos, Hulk recebeu bom lançamento, dominou de braço, segundo o juiz e marcou o gol, que pelo domínio duvidoso foi anulado. Abrimos um parentese especial com relação ao árbitro, que estava em uma péssima atuação, marcando qualquer contato entre os jogadores e deixando de marcar contatos maiores e faltas claras. 
Felipão tirou Fred e colocou Jô para tentar resolver o problema dos gols, porém não via que o meio campo é que estava perdido, não o ataque. Aranguiz tentou estragar a festa brasileira, mas Júlio Cesar defendeu. Em lance que poderia custar caro, Jô perdeu um gol depois de ótimo lançamento de Hulk, pois perdeu o tempo da bola e chutou o ar. Hulk parecia um dos únicos em campo que estavam atuando bem, muito diferente do primeiro tempo, onde errou no gol sofrido pelo Brasil. O atacante tentou dois chutes e parou em Bravo, o goleiro que fez grandes defesas na partida. Os 90 minutos não foram suficientes, pedindo a prorrogação, que teve a seleção canarinho melhor durante todo o tempo, mas pecando no último passe, o time estava nervoso e não produzia o suficiente. Tivemos algumas chances brasileiras, com Hulk desafiando novamente Bravo inclusive, mas o grande susto foi no último lance do segundo tempo, quando Pinilla chutou a bola na trave e quase matou todos do coração. 
Nos pênaltis, David Luiz cobrou e converteu. Júlio Cesar pulou bem e defendeu a cobrança de Pinilla. Na segunda rodada, Willian tirou do goleiro, porém mandou pra fora e Alexis Sánchez parou em Júlio Cesar. Marcelo cobrou na terceira rodada e converteu, enquanto Aranguiz também marcou, deixando o arqueiro brasileiro parado. Hulk começou a quarta rodada e cobrou muito mal, no meio, nas pernas de Bravo. Díaz converteu e empatou a série em 2 a 2. Na última cobrança brasileira, Neymar não desperdiçou e marcou. A última cobrança chilena tinha Jara contra Júlio Cesar, que pulou errado e viu a bola bater na trave, para classificar no sufoco a nossa seleção, 3 a 2. Final incrível, quase morremos do coração mas o Brasil segue vivo na Copa das Copas.
Os gols e pênaltis:



Que sufoco! Julio Cesar brilha e Brasil vence... por LANCETV



A bola que não entrou





No segundo confronto entre sul-americanos, o Maracanã recebeu Colômbia e Uruguai. O time celeste tentava superar a perda de Suárez, suspenso, enquanto a Colômbia queria manter o bom desempenho dos 3 jogos da fase de grupos. A partida começou disputada e pegada, porém com impressionante posse de bola colombiana, que chegou a 71%. A seleção de Valderrama avançava bastante com Cuadrado, que distribuía o jogo da equipe e buscava os laterais e James Rodriguez, o 10 colombiano. Os uruguaios estavam fechados em campo, tendo que apelar para os chutões como forma de tirar a bola da defesa. A marcação era forte em Cavani, o centro-avante celeste, que pouco conseguia jogar. Eis que, no bate rebate na intermediária, um jogador colombiano cabeceou a bola para James Rodriguez, que dominou no peito e mandou de primeira, no ar, um chute sem chances de defesa para Muslera, que golaço, 1 a 0. 
O time celeste acordou após o gol, chegando mais e conseguindo colocar a bola para Cavani, que inclusive cobrou falta perto do gol. Ospina, muito seguro no gol colombiano, fez bela defesa no chute de González e que Cavani, impedido, atrapalhou a visão do arqueiro. No segundo tempo, o Uruguai começou melhor, conseguindo chegar a linha de fundo e criando o que pouco fez na etapa anterior. Quando conseguiu sair do aperto, a Colômbia avançou bem com Armero, que viu os companheiros na segunda trave, cruzou precisamente e Cuadrado desviou para o meio, onde James Rodriguez, novo artilheiro da Copa, completou para o gol, 2 a 0. Após o segundo tento marcado, os colombianos seguraram mais o jogo, tocando a bola e fazendo a alegria da torcida, que voltou a gritar "olé", mesmo quando a bola retornava até o goleiro Ospina. Rodríguez tentou diminuir o sofrimento uruguaio com forte chute de longe, que Ospina salvou. Na melhor chance uruguaia da partida, Máxi Rodriguez recebeu, ficou na diagonal cara a cara com o goleiro e acabou chutando em cima dele. Cavani tentou chutando rasteiro, Ospina pegou no canto, não era o dia da Celeste, que viveu o seu próprio Maracanazo. Final 2 a 0 e os colombianos agora tem o time da casa pela frente, um jogaço que promete.
Os gols:



James faz dois, é artilheiro e Colômbia elimina... por LANCETV



Até mais!

terça-feira, 24 de junho de 2014

Copa do Mundo - Dia 12



Salve Salve Nerds!



Décimo segundo dia de atividades em gramados brasileiros e começo da terceira e última rodada da primeira fase da Copa do Mundo. Veja como foram os 4 jogos de fechamento dos grupos A e B:






Em Curitiba, Austrália e Espanha fizeram o jogo dos eliminados, em ritmo de amistoso. No jogo, a Austrália começou pressionando mais os espanhóis, tentando surpreender e querendo ao menos sair com pontos do mundial. Os espanhóis começaram a se soltar e trabalhar mais a bola, porém sofriam com a forte marcação australiana, que não poupava nas divididas. Na primeira chance mais clara, Torres recebeu, tocou para Alba e ele chutou contra o gol de Ryan, que salvou. A torcida fazia festa, mas em campo os jogadores erravam muitos passes, não produzindo jogadas mais aguçadas.
Quando Juanfran conseguiu avançar até a linha de fundo, cruzou rasteiro para a área e Villa fez bonito, tocou de letra para a rede, 1 a 0. A Austrália tentou reagir, mas quem quase marcou de novo foi o ataque espanhol, Koke chutou de longe e Ryan desviou para fora. Na segunda etapa, australianos tentaram mudar a tática no ataque, no entanto a Espanha fazia marcação adiantada, evitando os avanços do time da Oceania. Villa, autor do gol, foi substituído para a entrada de Juan Mata. O atacante saiu emocionado, pois deve ter sido a sua última participação em Copas do Mundo. Em chance isolada, Mckay chutou para o gol de Reina, sim, Casillas ficou de fora, e mandou por cima. Os australianos sentiam a falta de Cahill para chamar a responsabilidade no jogo, muito perdidos no ataque.
Em grande jogada de Iniesta, com visão apurada do lance, o meia tocou precisamente para Torres que recebeu de frente para o goleiro e não desperdiçou, 2 a 0. O jogo seguiu dominado pelos espanhóis, que enfim faziam uma partida com atitude no jogo. Aos 36 minutos, Juan Mata recebeu cruzamento para chutar por baixo das pernas do goleiro Ryan, 3 a 0. Mata quase marcou o seu segundo gol, mas se o time australiano não estava tão bem, o goleiro do time ainda rendia e defendeu o chute. E final de Copa do Mundo para as duas equipes! Espanha e Austrália vão juntas para casa!
Os gols:



Espanha goleia a Austrália e Villa se emociona... por LANCETV






Em São Paulo, na Arena Corinthians, Holanda e Chile fizeram o jogo valendo a liderança do grupo B. Começo de jogo bem estudado, Holanda não atacando com tudo e Chile buscando espaços no bom esquema tático adversário. Na primeira oportunidade da partida, Mena cruzou bola para Vargas, que cabeceou mal para fora. O Chile conseguiu os espaços e a posse de bola, fechando a Holanda mais na defesa. Sneijder, que não está tão ativo nesta Copa, arriscou e Bravo precisou defender em dois tempos para garantir o lance salvo. Aranguiz invadiu a área holandesa e Blind foi pra cima dele com um carrinho, o chileno caiu pedindo pênalti duvidoso.
Era lá e cá, Robben cobrou falta e De Vrij cabeceou para fora, mas logo depois os chilenos tentaram e reclamaram novamente de pênalti, desta vez em Sanchez. Robben, o destaque holandês na Copa junto com Van Persie, que suspenso não jogou, avançou e cortou para o meio em chute que passou perto do gol. Em uma daquelas chances que não podem ser desperdiçadas, Gutierrez subiu sozinho para cabecear na área holandesa e mandou por cima do gol. Na segunda parte, Holanda no comando do jogo, com avanços bem mais frequentes do que os chilenos. Em bela jogada, Sanchez mandou a bola por baixo das pernas do marcador e chutou para o gol, mas o goleiro defendeu.
Depois dos pedidos dos torcedores, Valdívia entrou na equipe chilena. Depay tentou de longe o chute para o gol de Bravo, que espalmou para escanteio. Robben cobrou preciso o escanteio e Leroy Fer cabeceou no canto, sem chances para Bravo, 1 a 0. O golpe final chegou com Robben, que avançou e cruzou na medida para Depay chutar e marcar o segundo gol, 2 a 0. Final 2 a 0 e Holanda primeira colocada do grupo B.
Os gols holandeses:



Holanda vence o Chile e mantém 100% de... por LANCETV





Falamos agora da terceira partida brasileira nesta Copa. O jogo contra Camarões prometia ser calmo e mais tranquilo que os outros dois, porém o nervosismo atrapalhou bastante. O Brasil chegou primeiro em tentativa de cruzamento de Daniel Alves, que sobrou para Fred e o atacante rolou para Luiz Gustavo quase marcar. As laterais não eram bem cobertas por Daniel Alves, principalmente e Marcelo, o que proporcionou avanços camaroneses perigosos e cruzamentos na área. Nyom, que havia se desentendido com Neymar anteriormente, perdeu a bola para Luiz Gustavo, que avançou e cruzou rasteiro na área para o mesmo Neymar, aparecendo entre dois zagueiros, completar para o gol, 1 a 0.
Empolgado, Neymar pegou uma sobra de bola no ar e mandou um belo chute, que Itandje (Mr. T) salvou com bela defesa. Em seguida, Fred tentou novamente um gol deitado, de cabeça, mas não chegou a tocar na bola. Camarões começou a aproveitar as avenidas das laterais e chegou com perigo, Thiago Silva salvou uma das chances desviando a bola no chute camaronês. Com mais perigo ainda chegou Matip, que cabeceou no travessão, para susto geral da nação. Depois de mandar na trave, Matip mandou pro gol. Nyom passou por Daniel Alves e cruzou rasteiro na área para Matip empatar, 1 a 1. Quando Camarões parecia perto até de virar a partida, Marcelo fez boa jogada, tocou para Neymar, o atacante limpou o zagueiro e chutou no canto, sem chances para Mr. T, 2 a 1. Quarto gol de Neymar na Copa, artilheiro isolado.
Hulk, bem perdido em campo, chutou de longe, sua especialidade, dando trabalho para Itandje defender. Pra fechar o primeiro tempo com chave de ouro, Neymar fez espetacular jogada, com direito a drible desconcertante, toque de letra e tudo. No fim, a bola chegou em Hulk, que chutou horrivelmente e estragou o que seria um golaço coletivo. Mal na primeira etapa, Paulinho saiu e deu lugar para Fernandinho. O segundo tempo começou com o Brasil em cima, Fred testou Itandje de longe e deu trabalho, Neymar em falta obrigou o goleiro camaronês a fazer a famosa ponte para tirar a bola do gol. Em boa jogada, Fernandinho lançou o novo ponta David Luiz, que viu Fred na área e cruzou a bola, o atacante cabeceou e assim marcou o seu primeiro gol na Copa, 3 a 1.
O jogo ficou mais cadenciado e calmo para o Brasil, dando a Felipão a chance de testar novamente Ramires no lugar de Hulk. Outro que entrou foi Willian, depois de Neymar sentir a perna em uma falta e também por ter um cartão amarelo e assim estar pendurado. Na boa jogada de Oscar e Fred, Fernandinho apareceu como o elemento surpresa para completar chutando e marcando o quarto gol brasileiro. Fechando, Willian quase deixou o dele também. Final 4 a 1 Brasil, que ganhou algum ânimo contra a pior equipe da Copa mas precisa corrigir os seus laterais. Outro bom fator foi a entrada de Fernandinho, melhor que Paulinho, bem apagado nesta Copa do Mundo. A nossa seleção agora enfrentará o Chile no sábado.
Os gols:



Avante! Brasil goleia Camarões e pega Chile nas... por LANCETV






No jogo que quase nenhum brasileiro assistiu, nem o estagiário, Croácia e México jogaram pela segunda vaga do grupo A. Os croatas começaram até melhores, com mais posse de bola e criando oportunidades de gol. Em chegada de Olic cabeceando, Aguilar salvou antes da chegada do atacante Mandzukic para completar ao gol. A resposta mexicana veio na tabelinha de Peralta com Herrera, que mandou um chutaço na trave. Depois de receber lançamento e ficar cara a cara com o goleiro Pletikosa, Peralta escorregou e perdeu a chance de marcar. A Croácia acordou e voltou a criar, mas nada próximo do susto que levaram nos ataques mexicanos. Jogo nervoso, depois de dividida os jogadores das duas equipes se desentenderam.
Na segunda parte, jogo muito equilibrado e parado no meio, muitos desarmes e passes errados das duas equipes. Buscando a ofensividade, o treinador mexicano tirou Giovani dos Santos e colocou Chicharito para centralizar mais o ataque. Aos 18 minutos, a polêmica da partida. Depois de cruzamento rebatido pela defesa croata, a bola sobrou com Guardado, que chutou e a bola bateu na mão de Srna na área, mas o juiz não marcou nada e gerou revolta dos mexicanos presentes. Esta Copa já viu belos gols, mas quase viu um gol olímpico. Guardado cobrou muito bem o escanteio e a bola passou pelo goleiro Pletikosa, no entanto o zagueiro Corluka tirou e evitou o golaço.
Não muito depois, Aguilar recebeu bom passe e chutou, mas Pletikosa fez um milagre defendendo com o pé. Na base da insistência, enfim o gol, Herrera cobrou escanteio e Rafa Marquez cabeceou no chão. Pletikosa não alcançou o suficiente e a bola entrou, gol do México, 1 a 0. A porteira se abriu, porque 3 minutos depois Peralta cruzou e Guardado chutou com categoria para ampliar, 2 a 0. Rebic, o inimigo dos caminhoneiros, fez ótima jogada e chutou tirando a bola do goleiro Ochoa, mas, em cima da linha, Moreno tira a bola para o México. Em outro escanteio, Rafa Marquez desta vez apenas desviou a bola para ela chegar na segunda trave em Chicharito, que completou para a rede, 3 a 0. O gol de honra croata veio do belo toque de calcanhar de Rakitic para Perisic, que chutou forte e sem chances para Ochoa. Final 3 a 1 México, classificado e agora enfrentará a Holanda domingo.
Los golos:



México vence a Croácia e pega a Holanda nas... por LANCETV









Até mais!

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Copa do Mundo - Dia 7



Salve Salve Nerds!

Primeira semana da Copa das Copas terminada, continuando o começo da segunda rodada de jogos nos grupos.


O primeiro jogo resgatou o espírito desta Copa do Mundo, muitos gols e emoção. Holanda e Austrália fizeram uma partida inesperada no Beira-Rio, mas muito boa. O começo teve a Austrália apertando a defesa adversária, que ao contrário do que fez diante dos espanhóis, não avançou na marcação por pressão. Os jogadores holandeses estavam pouco inspirados e a torcida, além de apoiar a equipe mais fraca tecnicamente, se irritou com os erros da laranja mecânica. Robben era quem tentava chamar a responsabilidade nas suas arrancadas.
Em um jogo morno, eis que na arrancada, Robben deixou Wilkinson para trás, avançou até entrar na área e tocar tirando do goleiro, 1 a 0 Holanda aos 19 minutos. No lance depois, uma resposta rápida australiana. Com lançamento perfeito de Mcgowan para Cahill, que de primeira chutou na entrada da área e marcou um golaço, 1 a 1. A virada quase veio tão rápida quanto o gol do empate, mas Bresciano isolou uma sobra de bola e o gol não veio. O zagueiro holandês Indi acabou batendo a cabeça no gramado depois de disputa aérea pela bola, o jogador desmaiou e precisou ser atendido fora de campo.
Se o jogo tinha emoção, na segunda etapa as duas seleções não decepcionaram. Bozanic avançou e tentou cruzar de dentro da área a bola para o companheiro, mas acabou batendo na mão do zagueiro Janmaat, pênalti. Na cobrança, Jedinak não desperdiçou e mandou a bola para as redes, 2 a 1 Austrália. Se quando os australianos marcaram, a resposta veio rápida, o mesmo aconteceu agora com a Holanda.
Três minutos depois, Van Persie recebeu livre, na medida quando a defesa australiana fazia uma linha de impedimento e chutou forte sem chances para defesa do goleiro, 2 a 2 e novo empate. Se imaginávamos que a Austrália estava abatida pelo gol tomado, nos enganamos, o time da Oceania fazia uma incrível partida e quase empatou com Leckie depois do jogador tentar marcar de peito. O troco chegou no lance seguinte, com Depay recebendo na intermediária, 34 metros do gol, chutando no cantinho, fora do alcance do goleiro australiano, mais uma virada no placar, 3 a 2 Holanda.
Depois da virada, aos 23 minutos ainda, a Austrália sentiu enfim o gol tomado e não conseguiu mostrar perigo para a defesa holandesa. O time europeu também não correu muito atrás de ampliar o placar, tirando Van Persie da partida inclusive. Final 3 a 2, Holanda classificada e Austrália eliminada apesar do ótimo futebol apresentado nas suas duas partidas.
Os gols:



Jogo emocionante: Holanda vira sobre Austrália... por LANCETV






Segundo jogo do dia, jogo valendo tudo para a Espanha contra o embalado Chile, que tinha o apoio da maioria no estádio. Já na primeira oportunidade chilena, Vargas chutou, a bola desviou e assustou Casillas, passando próxima da trave. As duas equipes conseguiam chegar ao campo de ataque, porém os espanhóis sofriam com a marcação forte feita pelos chilenos, que jogavam como se fosse a última partida de suas vidas. Já melhor em campo, o Chile tratou de começar os trabalhos, em bela jogada do ataque entre Aranguiz e Vargas, o ex-atacante do Grêmio limpou a defesa e marcou, 1 a 0, para delírio de brasileiros e chilenos.
Mesmo levando o gol, a Espanha seguia no seu famoso jogo Tik-Taka, com seus toques de bola sendo vaiados pela torcida chilena e que não davam resultados muito positivos até então. Em uma das poucas chances na partida, Diego Costa recebeu próximo ao gol e chutou com a bola batendo na rede pelo lado de fora. Quando tinha a bola no ataque o time espanhol, além de ter a marcação cerrada, encontrava dificuldades até para dominar a bola, muitos erros bobos de domínio. O jogo estava meio calmo, parado, até que em cobrança de falta de Sanchez, o goleiro Casillas rebateu a bola para frente e na sobra ela ficou com Aranguiz, que fuzilou o gol, sem chances de defesa do espanhol, 2 a 0. Depois do gol, no finalzinho do primeiro tempo, os torcedores já davam gritos de "eliminado" para os jogadores espanhóis.
Na segunda etapa, os espanhóis voltaram mais acordados, já conseguindo de cara um escanteio e a presença mais tempo no campo de ataque. Em uma das melhores chances, cruzamento de bicicleta de Diego Costa na área e a bola sobrou para Busquets, que quis chutar de primeira mas mandou uma bela canelada de frente para o gol. A Espanha seguia nos toques imprecisos de bola e Vicente del Bosque trocou Diego Costa por Fernando Torres, aliás, Copa para ser esquecida por Diego. Em nova jogada rápida do ataque chileno, chute de Mena que virou cruzamento e chegou do outro lado para Isla, de carrinho, perder ótima chance. Vargas em seguida perdeu outra oportunidade cabeceando cruzamento para fora. Passados dos 30 minutos, o goleiro Bravo, especulado inclusive no Barcelona, começou a mostrar seu cartão de visitas. Em chute de Cazorla o goleiro chileno precisou se esticar para salvar. Pouco depois, Iniesta chutou no ângulo, um chutaço, mas Bravo estava lá para salvar.
Para fechar a partida com chave de ouro, Valdívia entrou no lugar de Vargas no Chile. Aos 42 minutos, já na bacia das almas, no desespero, Cazorla cobrou falta no canto e Bravo novamente trabalhou. O juiz, não se sabe de onde, tirou 6 minutos de acréscimos, mais 6 minutos de agonia espanhola diante da festa chilena. Antes de mostramos os gols, veja abaixo como ficou a página da Wikipedia da seleção chilena:




Agora sim, os gols:



Chile vence e elimina Espanha no Maracanã... por LANCETV



Fechando a conta, última partida do dia entre Camarões e Croácia, diretamente interessando ao Brasil. A partida começou com Camarões chegando mais, porém faltando a última conclusão, vale lembrar que Eto'o ficou no banco, poderia ter ajudado no ataque. Jogo nervoso desde o começo, Mandzukic e Mbia já se desentenderam antes de cobrança de falta. Quando Camarões estava até melhor e pressionando mais, a Croácia foi atrás do prejuízo. Em cruzamento, a bola ficou com Perisic, que serviu Olic, que passou por trás do zagueiro e mandou pro fundo das redes, 1 a 0. Empolgada com o gol, a Croácia quase ampliou com Perisic, que cabeceou e Itandje salvou.
A resposta camaronesa não acontecia, as tentativas que ocorriam eram pouco efetivas, muitos chutes sem direção do ataque. Os africanos voltaram a ter espaço para jogar, enquanto os croatas se contentavam com o resultado positivo. Mas aí, Song resolveu acabar com as esperanças camaronesas de vitória na partida, depois de dar um soco nas costas de Mandzukic, cartão vermelho para ele. No segundo tempo, mal tivemos o começo e Itandje saiu errado com a bola, ela sobrou com Perisic, que arrancou da intermediária para chutar e marcar o gol, 2 a 0.
Logo após, Mandzukic recebeu ótimo passe do brasileiro naturalizado croata Sammir, mas na hora de chutar, cara a cara com Itandje, perdeu um gol feito. Em uma das poucas chances dos africanos, Nounkeu chutou e a bola passou perto do gol, nada muito perigoso. No entanto, o domínio era total da Croácia, que mantinha a maior posse de bola e tinha espaço para jogar, até por ter um jogador a mais em campo. Aos 16 minutos, Mandzukic foi mais alto que a defesa e cabeceou para fazer 3 a 0 Croácia. A seleção do leste europeu novamente se contentou com o bom resultado, dando espaço para avanços de Camarões, que não tinha qualidade suficiente para assustar e arriscava os chutes de fora da área.
Em outro ataque croata, Kovacic serviu Eduardo da Silva, o outro brasileiro naturalizado, que chutou e Itandje defendeu, porém no rebote Mandzukic não desperdiçou e marcou o segundo dele no jogo, o quarto da partida. Na pressão croata, eis que Camarões apareceu e quase fez o tento de honra com Moukandjo, que recebeu a bola após boa jogada de Salli e chutou pra lua. Fominha, Rebic avançou e tinha espaço para tocar a bola ao companheiro livre na área, mas preferiu chutar e não obteve sucesso. No último lance de impacto, Webo cabeceou livre e obrigou Pletikosa a fazer uma defesaça com a bola batendo depois na trave, antes de sair. Final 4 a 0 e Croácia decidindo a vaga na próxima fase com o México e Camarões eliminado da Copa das Copas.
Os gols:



Com dois de Mandzukic, Croácia goleia Camarões por LANCETV



Até mais!

sábado, 14 de junho de 2014

Copa do Mundo - Dia 2



Salve Salve Nerds!



Segundo dia de jogos na Copa do Mundo, a #CopaDosNerds aqui no Nerd Esporte. Ontem, tivemos 3 partidas que movimentaram as atividades, sendo a primeira delas entre México e Camarões.


Na novíssima Arena das Dunas, em Natal, a drenagem trabalhou e se mostrou eficiente frente ao dilúvio que caiu por lá. Já na partida, o México começou melhor e pressionando a equipe africana, que não parecia muito inspirada. As oportunidades de ataque mais claras vinham dos mexicanos, com poucas subidas camaronesas, sendo que o lance de maior perigo foi um chute de Eto'o que resvalou na trave, e só.
No lado mexicano, foram DOIS gols mal anulados, os dois marcados por Giovani dos Santos. No primeiro, o toque foi feito em posição legal, mesma linha da bola, mas o bandeirinha viu impedimento e no segundo após cobrança de escanteio, a qual desconsidera impedimento assim como cobranças de lateral, a bola sobrou para Giovani dos Santos marcar e o tento ser anulado. Assim foi o primeiro tempo, dominado pela arbitragem e pelos mexicanos.
Na segunda etapa, logo aos dois minutos Giovani dos Santos lançou Peralta, que cara a cara com o goleiro Itandje perdeu a oportunidade. O México seguia forte e pressionando os africanos na defesa, porém a chance perigosa aconteceu do lado camaronês, com Assou-Ekotto cobrando falta rente a trave. Três minutos depois, como resposta, Giovani dos Santos recebeu novamente cara a cara com o goleiro Itandje, o goleirão defendeu, mas no rebote Peralta estava alerta e marcou, 1 a 0. Depois do gol a partida caiu em qualidade, já não estava aquelas coisas, mas ali o México se contentou com o resultado e Camarões atacava sem eficiência. Apenas aos 45 minutos do segundo tempo, Moukandjo recebeu cruzamento de Assou-Ekotto e cabeceou no canto para boa defesa de Ochoa. Final 1 a 0 e México será o próximo adversário do Brasil no grupo A.
O gol:






Na segunda partida do dia, não apenas um jogo, um espetáculo, 90 minutos que vão para a história do futebol mundial. A Espanha começou melhor contra a Holanda, tentando o seu famoso estilo baseado na posse de bola, que até funcionou no primeiro tempo, 62% contra 38%. Aos 7 minutos Robben recebeu boa bola, mas acabou perdendo a chance cara a cara com Casillas, que esperou o chute do meia para se movimentar depois. Em campo, Diego Costa pouco fazia, além de ser vaiado pelos torcedores por sua escolha de defender a seleção espanhola.
O jogo seguia equilibrado, com avanços maiores por parte da Espanha e pouca bola no pé holandês. Eis que ele, Diego Costa, cavou vorazmente um pênalti, mais cavado que o do Fred, marcado pelo juizão. Na cobrança, Xabi Alonso converteu e abriu o placar. Depois do gol tomado, a Holanda acordou, avançando meio sem rumo para o ataque, com cruzamentos sem endereço e jogadas pela lateral atrapalhadas. Aos 42 minutos, David Silva recebeu de Iniesta grande passe e tentou por cobertura, mas o goleiro Cillessen defendeu.
No minuto seguinte, contra golpe holandês e cruzamento açucarado para Van Peixe, digo, Persie, que deu um peixinho e enganou Casillas, empatando o jogo. E assim terminou a primeira etapa, empatada. A chuva que caiu lavou a alma dos jogadores holandeses, que entraram com a faca nos dentes no segundo tempo. Começo de segunda etapa nervoso, mas mais aberto do que o primeiro tempo. Logo aos 7 minutos, em sua jogada tradicional, puxando a bola para o meio e chutando com a perna esquerda, Robben tratou de virar o placar. Holanda ganhou confiança no jogo e foi pra cima dos espanhóis, que erravam passes de tão nervosos que estavam.
Van Persie, impedido, mandou um chutaço no travessão, provando que aquela partida seria diferente. A Espanha colocou mais um atacante no esquema tático para tentar uma reação, mas Torres e Pedro pouco produziram e Diego Costa saiu vaiado. Em escanteio, Casillas perdeu a briga pelo alto e a bola passou, sobrando para De Vrij colocar de cabeça para o fundo das redes, 3 a 1 Holanda. Minutos depois, Van Persie marcou mais um depois de lambança incrível de Casillas, que perdeu a dividida com o atacante e o viu marcar sozinho o gol, 4 a 1.  Impedido, David Silva marcou para os espanhóis logo depois, mas o gol foi anulado acertadamente. Espanhóis reagiram cobrando falta com Sergio Ramos e com Torres pedindo pênalti inexistente, mas nada muito perigoso.
O herói Van Persie foi substituído aos 33 minutos, mas no minuto seguinte Robben não perdeu tempo e venceu Sergio Ramos na corrida, limpou Casillas do lance e mandou para as redes, era a goleada se consolidando, 5 a 1. Depois do quinto gol ainda houveram mais chances para os holandeses, que erraram no último passe, até porque 5 a 1 já estava bom também. Final de jogo, goleada magistral holandesa, um jogo para a história do futebol, um show, algo sem palavras para descrever, como diria Luciano do Valle.
O espetáculo:











Terceiro jogo do dia com Chile e Austrália em Cuiabá. Parecia uma partida sem muitas expectativas, mas logo de cara os mais de 20 mil chilenos presentes no estádio trouxeram um novo ânimo ao jogo, inclusive cantando o hino ao estilo dos brasileiros que cantaram mesmo após o corte da Fifa. Na partida, jogo começou com chilenos empolgados e australianos recuados e jogando como time pequeno. Chile começou buscando espaço na defesa adversária, que tinha quase o time todo segurando. Os nosso quase vizinhos contavam com a presença de Valdívia e Aranguiz, do Palmeiras e Internacional e de Vargas, ex-Grêmio.
Eis que em uma bobeada da defesa oceânica e quase perda de gol dos chilenos, Alexis Sanchez marcou para o Chile aos 10 minutos. Dois minutos depois, a bola sobrou na entrada da área depois de muita confusão e gol perdido, mas Valdívia não perdeu e mandou bom chute sem chances de defesa para o goleiro, 2 a 0.
Com o gol marcado, a torcida até começou os gritos de "olé", havia o domínio total dos chilenos na partida e a goleada parecia próxima. A pressão seguia na defesa australiana, o time não passava do meio campo. Para surpresa de todos, aos 34 minutos, boa jogada lateral australiana e cruzamento para Cahill, que subiu mais do que a defesa adversária e marcou o gol, 2 a 1. Três minutos depois, Cahill quase empatou o jogo, porém Bravo salvou.
Na segunda etapa, a Austrália voltou com atitude, querendo buscar o empate. Ele quase chegou quando Cahill, impedido, marcou de cabeça aos 7 minutos. Três minutos depois outro lance australiano, Leckie cruzou e Bresciano mandou um belo chute de primeira, salvo mais uma vez por Bravo. A resposta uruguaia também quase veio com um gol, quando Sanchez tocou para Vargas na pequena área, o atacante chutou e o zagueiro Wilkinson salvou em cima da linha literalmente, com direito a recurso tecnológico da Fifa provando que a bola passou perto de entrar.
A Austrália seguiu tentando, quase sempre com Cahill e quase sempre nas jogadas aéreas. O Chile não sofria perigo e também não criava, também vendo os australianos sentirem câimbras e não poderem trocar jogadores, pois já havia trocado os 3 jogadores. De tão cansados, os oceânicos não conseguiam nem pressionar os adversários e o habitual chuveirinho de final de partida nem chegou a acontecer. Para fechar, Beasejour aproveitou o cansaço e no rebote do goleiro mandou um chute bem colocado, para fazer 3 a 1 e terminar a partida. O próximo jogo do Chile é contra a Espanha e o da Austrália contra a Holanda.
Os gols:





Amanhã nós voltamos com o que aconteceu nos 4 jogos de hoje. Se você ainda não está participando da nossa promoção valendo um PES 2014 novinho para PS3, não perca tempo e clique AQUI para saber como participar!


Até mais!

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Copa do Mundo - Grupo B



Salve Salve nerds!

Antes de tudo, agradecimentos especiais pelo post de ontem, que teve recorde expressivo de views em algumas horas depois de postado. Agradecimento de novo novamente pela enésima vez, pois acho que não cansarei disso, aos bravos torcedores que aceitaram o pedido de deixar seus comentários sobre o ano de suas equipes. Valeu galera!

Seguindo o barco, falamos semana passada do Grupo A, e hoje tratamos do segundo grupo da Copa 2014. O Grupo B é composto por Espanha, Holanda, Chile e Austrália. As favoritas Espanha e Holanda deverão, na normalidade das coisas conseguir as duas vagas. O que complica é o fato de se enfrentarem logo na primeira partida, podendo dar chances ao Chile que deverá vencer a Austrália e se animar na briga pela classificação. Mas, se imprevisível não aparecer teremos as duas potências europeias na segunda fase, uma delas jogando contra o Brasil. Vamos para a análise de cada seleção:

Espanha:



A seleção do felipão espanhol, Vicente del Bosque, vem para o Brasil buscando recuperar a moral perdida na Copa das Confederações este ano diante da nossa seleção. Além da moral ele trará Diego Costa, o brasileiro artilheiro que aceitou convite para defender a roja. Todos sabemos os destaques deste timaço, Casillas no gol, um dos melhores do mundo na posição. Na defesa Sérgio Ramos, Piqué, provavelmente Puyol e Jordi Alba. O meio de campo tem os craques Iniesta e Xavi, além de Xabi Alonso, Juan Mata, Busquets, David Silva, Jesús Navas e outros. No ataque Fernando Torres, mesmo perdendo muitos gols, David Villa e Diego Costa, dois que vão bem com as redes ultimamente, além de Pedro Rodríguez, do Barcelona.
Todos esses talentos ainda tem um estilo de jogo dominador, tocando a bola e decidindo quando lhes convém decidir, segurando o jogo quando é preciso e sem desespero, sempre com calma. Até por isso o susto tomado contra o Brasil foi tão grande, pois o forte esquema tático não funcionou contra os canarinhos, que conseguiram marcar os craques espanhóis e não deram muito espaço para os toques fulminantes.
Claramente são um dos favoritos para chegar longe na competição, por todos os talentos individuais, mas ainda precisam inovar um pouco mais para realmente voltarem a serem imbatíveis.


Holanda:



A seleção tri-vice do mundial tenta chegar mais uma vez. Porém, agora chega como bem menos favorita do que na última Copa. O time comandado por Sneijder, Van Persie e Robben não vem apresentando um bom futebol recentemente. Apesar de nos clubes esses atletas serem os melhores, na seleção parece que não estão se entendendo. É inegável a qualidade desta seleção, porém não é possível acreditar que chega longe na competição se não acordar para o bem maior que é a conquista da Copa do Mundo, do que pensar nos interesses individuais.
O grande salto seria não pegar o Brasil na fase seguinte, para poder ir mais longe e quem sabe elevar o moral, não o cosmo do seu coração, para continuar o sonho holandês.  


Chile:


A seleção chilena vem como zebra para passar em um grupo com duas potências europeias. O time que tem Valdívia, Vargas, além de Alexis Sanchez do Barcelona, Vidal e Isla, da Juventus, entre outros, não consegue também ter uma equipe sólida para brigar por algo mais. Tem uma grande força no meio de campo, porém a defesa não é eficiente e o ataque conta apenas com o talento de Alexis Sanchez e do desacreditado Vargas, o que não é o suficiente.
É bem complicado imaginar o Chile passando de fase, pois encontrará seleções com nível maior e mesmo se passar para a fase seguinte não deverá sobreviver a ela. Portanto, não devemos criar falsas esperanças nos torcedores hermanos aqui do sul do mundo. Engraçado pensar nisso, mas o Chile sempre participa das Copas do Mundo, sempre ficando no meio do caminho, o que deve ser um tanto desanimador para qualquer equipe.


Austrália:



Os amigos cangurus novamente estão na Copa do Mundo. Resolveram mudar de federação, migrando da Oceania para a Ásia, pois assim garantem vaga direta, ao invés de precisar disputar uma repescagem contra uma seleção mais forte.
Os Aussies não tem tradição no futebol, tem poucos ou nenhum atleta conhecido do grande público. Como exemplo temos os goleiros Langerak, do Borussia Dortmund e Jones, do Liverpool. Os dois estão em equipes grandes, porém são reservas, então é como se de nada adiantasse para eles estar nestas equipes. Os outros estão em times menores, ou asiáticos, o que também não é referência. Portanto fica a experiência que esses jogadores terão de participar de uma Copa do Mundo e todas as coisas boas que ela proporciona, pois passar da fase de grupos é quase impossível.

Semana que vem o Grupo C! E não esqueça de votar no Nerd Esporte no prêmio Top Blog 2013, basta clicar no banner do lado direito do blog e seguir as instruções do site. Obrigado!


Até mais!
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