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quinta-feira, 5 de julho de 2018

Prévia das quartas de final da Copa



Chegamos na reta final da Copa do Mundo e os oito melhores da competição se enfrentam em confrontos equilibrados. Confira as prévias:

Uruguai x França

Foto: Twitter/FIFA

No confronto que envolve três títulos mundiais, um duelo que promete bastante na manhã de sexta-feira. De um lado está o Uruguai, com a melhor defesa da Copa junto ao Brasil, com a penas um gol tomado, diante de Portugal. Gimenez e Godin são talvez a melhor zaga desse mundial e dão enorme segurança para que o time jogue no resto do campo. O meio campo não é tão criativo, mas a função dele é conseguir que a bola chegue de algum modo em Suarez e Cavani, que é dúvida para o jogo de amanhã e não foi confirmado ou descartado ainda. A dupla de atacantes se entende muito bem e pode ser capaz de decidir o jogo a favor da celeste. A equipe não deverá dominar a partida e ser perigosa o tempo todo, mas a disposiçao tática e a vontade dos jogadores em campo dificilmente não são vistos. 

No outro lado, a França vem com uma equipe de grandiosos nomes e que até se imaginava melhor para uma próxima Copa do Mundo talvez. Quando foram testados e levaram a provisória virada da Argentina, souberam buscar o resultado e viraram com propriedade, mostrando poder de reação e que o time tem equilíbrio. Um dos pilares do time e que foi de grande importância no time foi o volante Kanté, que recupera as bolas no meio campo e ajuda no início das jogadas de ataque  dos franceses. Se diante dos nossos hermanos havia mais espaço para os contra golpes e jogadas em velocidade com Mbappé, diante dos uruguaios esse espaço deverá ser menor e, além disso, como já falado, a defesa celeste conta com peças mais qualificadas. Deverá ser um jogo de paciência entre as equipes, que não encontrarão facilidade e nem muito espaço. A França provavelmente tenha que propor mais o jogo e o Uruguai buscará esperar a hora de dar o contra ataque.

Brasil x Bélgica

Foto: Twitter/FIFA

Repetindo o confronto das oitavas de final de 2002, as duas seleções se encontram na Rússia. O Brasil vem com um time equilibrado. Levou apenas um gol, não sofreu muito com a defesa, sabendo controlar a presão inicial que sofreu do México, e reagiu na segunda etapa com o meio e o ataque trabalhando. Depois de Filipe Luis jogar, Marcelo retorna ao time e fica a preocupação dos espaços que podem ser deixados por ele, já que o lateral é mais ofensivo que Filipe Luis. Na frente, mesmo sem ainda ter marcado na Copa, Gabriel Jesus é bancado por Tite e segue titular ao lado de Neymar e Willian. A seleção deverá encontrar espaços no time belga, que quando vai ao ataque cede espaços grandes ao adversário, como visto diante dos japoneses. Portanto, as jogadas dos pontas brasileiros deverão ser importantes, além do fato de os defensores belgas não terem tanta velocidade. 

Falando nas forças belgas, do meio pra frente é um time com muito perigo. De Bruyne e Hazard vem sendo os articuladores do jogo, com apoio dos alas Carrasco e Meunier, e Lukaku é quem decide lá na frente. É uma equipe com muita qualidade nos passes e que tem muita criatividade. Apesar disso, na hora em que precisou decidir contra o Japão, o time buscou os tradicionais chuveirinhos na área para conseguir se salvar, com os gols de Vertonghen e Fellaini de cabeça. Se os belgas conseguirem controlar os ímpetos de ataque, já que chegam com muitos jogadores, poderá ter um jogo mais igual contra o Brasil. Porque se não conseguir realizar essa recomposição da defesa, ficará complicado para segurar o ataque brasileiro.

Rússia x Croácia

Foto: Twitter/FIFA

Jogando em casa e depois de ter eliminado de maneira surpreendente a Espanha, agora a Rússia encara a Croácia, que teve trabalho para eliminar a Dinamarca. Os russos vem com a filosofia de o que vier já é lucro, porque havia muita desconfiança na equipe e agora estão nas quartas de final da competição. A força da equipe se encontra no bom posicionamento defensivo, que conseguiu conter a Espanha jogando com a famosa linha de cinco jogadores na frente da área, além do inspiradíssimo goleiro Akinfeev. Falta criatividade e mais qualidade para o time, mas a Rússia joga apostando nos contra ataques e espaços deixados pelas equipes adversárias. Conforme apurado, os gols levados pelos russos foram todos vindos de jogadas de bola parada, que devem ser a fonte de preocupação dos donos da casa.

Já é clichê nessa Copa, mas a Croácia dependerá mais do que nunca de Rakitic e Modric para conseguir sair vencedora desse duelo. Os meias precisão trabalhar para arrumar espaços no ferrolho russo que deverá ser armado, num jogo que poderá ser parecido com o feito diante da Espanha. A diferença talvez se encontre na eficiência de Mandzukic nas jogadas pelo alto, que podem ser uma arma alternativa da equipe para furar o bloqueio adversário, além das jogadas pelas pontas com Rebic e Perisic. Os croatas deverão ter que propor o jogo e se controlar para não dar espaços aos contra golpes, já que contam com defensores não tão velozes.

Suécia x Inglaterra

Foto: Twitter/Federação Inglesa

Voltando para as quartas de final após 24 anos, a Suécia fará um duelo de estilos contra a Inglaterra, que não esperava muito dessa Copa mas agora se coloca como candidata ao título. A grande força da Suécia nesse mundial se encontra na defesa. O selecionado levou apenas dois gols e consegue neutralizar muito bem os adversários já no meio campo, com duas linhas de quatro jogadores que fecham os espaços. A fraqueza do time fica no ataque, onde Berg e Toivonen não conseguiram ainda ser eficientes e não acertaram a pontaria diante da Suíça. O nome que faz a diferença lá na frente é Forsberg, que chama as jogadas e cria espaços. Talvez, como ocorreu diante da Alemanha, os suecos consigam os espaços para os contra golpes, já que os ingleses deverão vir com tudo para tentar furar a defesa adversária.

Mostrando bastante qualidade e com um artilheiro em grande fase, a Inglaterra vem do sufoco contra a Colômbia para esse duelo. Jogando com dois alas/pontas, mais dois meias ofensivos e dois atacantes, os ingleses vem com uma armada toda pra cima dos suecos. Mesmo com todas essas opções e variações para o ataque, a maioria dos gols veio de bolas paradas ou dos pênaltis convertidos por Harry Kane. O time demonstrou muita qualidade e organização para aproveitar bem as bolas aéreas dos escanteios e faltas. Para esse jogo, o desafio será fazer o time encontrar espaços com bola rolando e não só pelo alto, já que os suecos tem uma defesa muito bem postada e com boa média de altura. Além disso, não poderão deixar os espaços para os contra ataques, já que ficará um espaço grande para essas jogadas dos suecos.

segunda-feira, 18 de junho de 2018

Favoritos começando a Copa com dificuldades



No final de semana de Copa do Mundo, tivemos a estreia de França, Argentina, Alemanha e Brasil. As campeãs mundiais não tiveram vida fácil contra Austrália, Islândia, México e Suíça, adversários teoricamente superáveis por seleções colocadas por muitos como favoritas para a conquista do mundial. A primeira fase serve para se classificar, não para apresentar logo de cara o melhor futebol, mas no caso dessa Copa, o equilíbrio nos jogos parece ser uma tônica. 

França

Foto: Twitter/FIFA

Os franceses vieram com a expectativa nos talentos de Mbappé, Griezmann e Pogba, que comandam uma seleção de jogadores com renome nos principais clubes europeus. No entanto, o que o time apresentou em campo foi aquém do imaginado. Se percebia pouca mobilidade dos jogadores para buscar mais a tabela e os avanços, fazendo com que o time apenas rodasse a bola a procura de espaços e não os criasse. Tanto que o time iniciou o jogo sem uma referência no ataque, com Griezmann sendo o homem centralizado, e depois colocou Giroud para tentar mais efetividade.

Diante da Austrália, que tem suas qualidades, mas no papel não superaria os franceses, o time campeão de 1998 ficou devendo e saiu com muito lucro com a vitória, porque pelo futebol não foi tão merecido o triunfo. Destaque também para o fator decisivo do VAR, que colaborou para a marcação dos dois pênaltis e a tecnologia da linha do gol, que confirmou o gol contra australiano. 


Argentina

Foto: Twitter/FIFA

Os hermanos encararam a Islândia na estreia e tiveram bastante dificuldade. Jogando sempre buscando Lionel Messi, a Argentina encontrou os adversários e estreantes na Copa jogando totalmente fechados e apostando no contra ataque. Como os lances procuravam excessivamente o camisa 10 argentino, os islandeses cercavam o jogador e evitavam que ele criasse mais perigo. Messi precisava começar, conduzir e chegar para finalizar as jogadas tamanha a dificuldade de jogo dos argentinos.

O time poderia ter dado até mais sorte, mas Messi perdeu o pênalti que daria a vitória. Nos números, a Argentina teve 27 chutes feitos, com 7 indo pro gol, enquanto a Islândia chutou 8 e mandou 2 pro gol. A posse de bola argentina foi de 77%, mas que não se converteu em perigo real aos islandeses pela verdadeira muralha defensiva que conseguiu ter sucesso em bloquear os adversários. Para os próximos jogos, a Argentina precisará jogar com os outros jogadores e não centralizar tudo em Messi, para que o 10 apareça no momento certo para decidir. 

Alemanha

Foto: Twitter/FIFA

Na estreia da atual campeã mundial, muitas surpresas e a vitória mexicana. Os alemães jogaram durante o tempo todo na base dos toques e procurando o melhor espaço para o chute, mas encontraram uma defesa mexicana bem postada e o goleiro Ochoa, que na seleção parece outro goleiro, salvando tudo. Foram nove chutes a gol alemães contra quatro mexicanos. O que os alemães não esperavam era o estilo de jogo do México, que conseguia ser perigosíssimo nos contra golpes, saindo com muita velocidade e encontrando a defesa alemã aberta, já que o time joga adiantado. 

Se os atletas mexicanos tivessem mais paciência e qualidade o placar poderia ter sido até maior, tamanha a quantidade de contra ataques e chances de gol perdidas. Muito se fala da efetividade alemã e da paciência para criar e encontrar o gol, não vimos isso acontecer de maneira concreta e poderemos ver alguma mudança no time para os próximos jogos, que precisarão ser vencidos caso a seleção queira passar de fase. 

Brasil

Foto: Twitter/FIFA

A seleção brasileira estreou ontem e fez dois tempos bem distintos. No primeiro, tinha o futebol que nos acostumamos na era Tite, com passes, chances boas criadas, criatividade e efetividade. A Suíça pouco conseguiu fazer diante do bom volume de jogo brasileiro. Mas, na segunda etapa, o espaço para o time suíço ficou maior e o adversário dos brasileiros começou a criar maior perigo, culminando no gol de Zuber. Após o gol, a equipe brasileira se transformou e ficou muito pouco criativa, jogando muito com Neymar, que chamava os lances para a individualidade e era parado pelos marcadores suíços, muitas vezes com falta. O atacante sofreu 10 das 19 faltas que a seleção sofreu no jogo. 

Além do abalo sofrido com o gol, Tite acabou tirando Casemiro para ele não levar outro cartão e colocou Fernandinho, além de colocar Renato Augusto e mais a frente, aos 30 minutos já, escalar Firmino. Principalmente Renato e Fernandinho foram opções que não colaboraram para que o Brasil tivesse mais volume e efetividade para buscar a vitória. Muito se criticou a arbitragem e que o VAR não teria sido chamado para os lances polêmicos, mas o Brasil ficou devendo em campo e a arbitragem não pode ser culpada pelo empate. 


sábado, 8 de julho de 2017

O que mudou para Brasil e Alemanha depois do 7x1



O fatídico dia - Foto: Reuters

Três anos atrás, no fatídico 8 de julho de 2014, o futebol via um dos episódios mais marcantes de sua história, com a destruidora goleada da Alemanha sobre o Brasil, o eterno 7 a 1. Nesses três anos que se passaram, bastante coisa mudou nos dois lados, que ficaram com legados positivos e negativos de todo esse episódio. Vamos para um retrospecto das duas seleções nessas três temporadas. 



Foto: CBF/Divulgação

O Brasil, depois da Copa, esteve em campo em 37 ocasiões, jogando pelas eliminatórias da Copa de 2018, Copa América Centenário e Copa América, além dos amistosos. Foram 22 partidas por competições e 15 amistosos, com 13 vitórias nos torneios oficiais e apenas uma derrota nos amistosos, para a Argentina. 

Em 2015, após campanha de duas vitórias e um empate na Copa América, a seleção foi eliminada nos pênaltis para o Paraguai, depois de um empate em 1 a 1 no tempo normal. Nas eliminatórias para a Copa, o time canarinho não teve um início bom e em três jogos ganhou um, empatou outro e perdeu o terceiro. Venceu depois o Peru, mas se complicou novamente com dois empates seguidos. Nessa queda, no meio do caminho houve a Copa América Centenário, onde mais uma vez a irregularidade apareceu. 

O escrete brasileiro fez apenas três jogos na competição, morrendo na fase de grupos ao empatar com o Equador por zero a zero, vencer o fraco Haiti por 7 a 1 e perder dramaticamente para o Peru por 1 a 0. Com a eliminação, a situação de Dunga ficou insustentável e ele foi demitido, sendo trocado por Tite. Sob o comando do novo comandante, a seleção mudou da água para o vinho, engatilhando oito vitórias seguidas nas eliminatórias e carimbando a vaga na próxima Copa, algo que vinha sob risco e ameaça antes da Copa América Centenário. 

Fica também o destaque para o título olímpico brasileiro, justamente sobre a Alemanha, mas com Rogério Micale sendo o treinador da equipe. 

Com Tite como treinador, o Brasil ganhou organização tática e conseguiu ver seus destaques jogando no melhor nível. Coutinho, Neymar, Daniel Alves, Marcelo e mesmo atletas contestados, como Paulinho e Firmino, quando entraram em campo cumpriram bem as funções e mostraram que quem joga mantém o bom nível de jogo da seleção. Mesmo a seleção desfalcada, com vários jogadores que atuam no Brasil e sem Neymar, deu trabalho para o quase time titular argentino na única derrota de Tite. 


Foto: Federação Alemã/Divulgação

No lado alemão, foram no total 38 jogos, apenas uma partida a mais que o Brasil. Desses 38 jogos, 13 foram amistosos, com cinco vitórias e cinco derrotas. Pelas eliminatórias da Eurocopa, em 10 partidas foram sete triunfos e na Eurocopa em cinco jogos foram três vitórias e uma derrota, na final para a França por 2 a 0.

Nas eliminatórias da Copa do Mundo, o time de Joachim Low fez seis partidas, saindo vencedor de todos, até pela chave ter as seleções de San Marino, Azerbaijão, Irlanda do Norte, República Tcheca e Noruega. 

Na recente Copa das Confederações, que participou por ser a última campeã mundial, a Alemanha levou um time com quase todo o elenco abaixo dos 23 anos. Procurando dar espaço aos jovens e testar nomes que podem ser chamados para o mundial do ano que vem, Joachim Low viu o time chegar, tirar os adversários e conseguir superar, com certa dificuldade e pressão, o favorito Chile. Foram quatro vitórias e um empate, justamente com os chilenos na fase de grupos. 

O que podemos destacar da Alemanha é o planejamento realizado pela federação local e como ele consegue ser muito bem aplicado no time. Nos amistosos, principalmente, são usados jogadores diferentes para serem testados, tanto que os resultados mostram um aproveitamento relativamente baixo da seleção, cinco vitórias em treze jogos. Nas competições oficiais, foram 20 vitórias em 25 partidas. 

Todo o trabalho de base vem também surtindo efeito, com o time quase sub-23 levando a Copa das Confederações e, dois dias antes, o sub-21, que tinha desfalques com jogadores que estavam na Copa das Confederações, levando a Eurocopa diante da Espanha. Está certo que a Copa das Confederações não tinha um nível tão elevado, porém eram as seleções principais de Chile, Portugal e México que estavam presentes e duas delas não conseguiram superar os jovens alemães no confronto direto. 

Se formos ver nome por nome de Brasil e Alemanha hoje, chegaremos a conclusão que a seleção brasileira tem time melhor. Na hora que as equipes entram no gramado, o planejamento e todos os anos de preparação nem sempre serão os fatores que levarão um time ao triunfo. Portanto, mesmo com toda a desorganização do futebol brasileiro, Tite conseguiu achar talentos e reestruturar o Brasil para se colocar no nível das grande seleções novamente. 

Para os alemães, o planejamento começado em 2002 continua depois do 7x1 mais forte do que nunca, trabalhando na formação de jogadores e integrando base e time principal, seguindo para hoje termos atletas com potencial para três ou mais Copas despontando com muita qualidade. É um time preparado para ser campeão mundial novamente, com a já citada organização, aplicação tática, jogando nos erros adversários e aproveitando as oportunidades que tem no jogo de forma cirúrgica.

No lado brasileiro, a transformação da base foi muito pequena. A integração das seleções não acontece realmente e a reestruturação acontece mais pelas mãos de Tite do que um trabalho mais planejado. O treinador chama jogadores mais jovens e reveza o elenco nos amistosos para dar chances a mais gente. A seleção principal que vemos sim mudada, com cada um cumprindo a função que foi pedida e assim fazendo o talento também sobressair, para poder quem sabe levar o Brasil de volta ao topo do mundo. 

Um parâmetro para as condições em que estão as duas seleções poderá ser visto ano que vem, com o embate entre os dois esquadrões em amistoso a ser realizado em solo alemão. Com pouco menos de um ano para a Copa do Mundo, podemos estar imaginando muitas coisas que poderão soar absurdas na Copa da Rússia, mas o momento nos diz que essas são duas das melhores seleções a serem batidas.

quarta-feira, 29 de junho de 2016

Os convocados olímpicos



Salve Salve Nerds!

Micale, o comandante olímpico - Imagem: Reprodução/CBF


Nessa manhã de quarta-feira, o treinador Rogério Micale anunciou os convocados para os Jogos Olímpicos, que acontecem daqui 37 dias no Rio de Janeiro. Vamos a lista:

Goleiros: Fernando Prass e Uilson
Zagueiros: Luan, Rodrigo Caio e Marquinhos
Laterais: William, Douglas Santos e Zeca
Meias: Thiago Maia, Rodrigo Dourado, Fred, Rafinha e Felipe Anderson 
Atacantes: Neymar, Douglas Costa, Gabigol, Gabriel Jesus e Luan

Imagem: CBF
Imagem: CBF
Imagem: CBF
Imagem: CBF

Imagem: CBF
Imagem: CBF
Imagem: CBF
Imagem: CBF
Dentre os chamados, os três acima dos 23 anos são Neymar, já confirmadíssimo na lista, Fernando Prass, convocado pela primeira vez na carreira para a seleção, e Douglas Costa. Prass foi chamado também porque o goleiro Ederson, do Benfica, não foi liberado pelo time e assim não haviam nomes fortes com menos de 23 anos para serem titulares. Douglas Costa ganhou espaço com a não liberação de jogadores pelos clubes, como Miranda e Thiago Silva.

Da pré-lista, William, do Chelsea, também ficou de fora. Valdívia e Vitinho, do Internacional, eram outros jogadores sub-23 cotados para atuarem pela seleção, mas o primeiro provavelmente ficou de fora muito por conta de lesão sofrida em que se recuperou durante seis meses. Vitinho tinha concorrentes fortes, só poderia tirar Luan entre os atacantes. Fabinho, do Mônaco, era um dos laterais cotados e dos favoritos a estar entre os 18, mas não se sabe se ficou de fora por critério ou porque o time não o liberou.


Analisando a equipe que poderia ser titular, poderíamos jogar com:

Goleiro: Fernando Prass - O jovem Uilson não está no nível do arqueiro palmeirense e não atua muito pelo Atlético Mineiro.

Zagueiros: Marquinhos e  Rodrigo Caio. Marquinhos é dos grandes zagueiros brasileiros e Rodrigo Caio é do elenco comandado por Micale no mundial sub-20.

Laterais: William e Zeca. William é o único dos três convocados que é lateral direito, enquanto Zeca é o melhor esquerdo.

Meias: Rafinha, Felipe Anderson e Fred. O meio, com três jogadores, teria Rafinha mais recuado e Felipe Anderson jogando com Fred na ligação.

Atacantes: Neymar, Gabigol/Gabriel Jesus e Douglas Costa. Neymar jogaria numa ponta, enquanto Douglas Costa iria na outra. Ficaria a dúvida entre escalar Gabigol ou Gabriel Jesus, pois os dois estão em excelente fase.

Como o elenco é limitado, 18 nomes apenas, todos deverão estar em campo durante os Jogos, pois o desgaste é grande em apenas duas semanas com partidas em sequência. Fica a grande expectativa pelo título que falta para a seleção. Vemos melhores condições que em outros anos em que a preparação foi atrapalhada, mas também não tivemos essa seleção jogando muitas partidas junta nesse período de preparação. 

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Até mais!

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Por que a maioria das jovens promessas não chega à seleção canarinho?



Por João Vitor Rezende

Veremos essa cena mais vezes? (Foto: Jamie McDonald/Getty Images)
A cada dois anos, os novos craques e as eternas promessas disputam o Mundial Sub-20. Nos últimos sete torneios, chegamos cinco vezes nas semifinais. Dois títulos, 1 vice, 1 bronze e estamos na véspera da final na Nova Zelândia. No mesmo período, duas Copas América e três Copas das Confederações consecutivas. Desde 2003, cinco troféus e pouca satisfação para o torcedor. Nenhuma Copa do Mundo. Nem mesmo a tão sonhada conquista olímpica veio. Poucos jogadores formados nessas competições chegam a seleção principal. Por que isso acontece?

Pra não ir muito longe, vamos fazer um pequeno filtro. Abaixo, alguns dos nomes revelados nos últimos três mundiais disputados de 2007 a 2011 (Brasil não se classificou em 2013). Entre os que deram certo, alguns nomes que já tiveram aparições na seleção principal e outros que ainda estão na esquadra nacional.

Os que deram certo: Luiz Adriano e Marcelo em 2007. Rafael (goleiro do Napoli), Souza, Giuliano, Douglas Costa e Alex Teixeira em 2009. Em 2011, o elenco que gerou mais nomes para a seleção principal. Nomes como Danilo, Juan Jesus (atualmente na Internazionale, já teve chances com Mano Menezes), Alex Sandro, Casemiro, Fernando, Willian, Oscar e Coutinho, estão ou estiveram presentes nas últimas listas.

Apenas listar os nomes que deram errado não foi suficiente. Os flops são tantos que dá até pra fazer uma seleção. Confira a raspa do tacho entre os últimos ex-selecionáveis:
Goleiros: Muriel e Felipe (ex-Santos) - os dois de 2007;
Defensores: Frauches, Toloi, Bruno Uvini, Bruno Bertucci, Douglas (sim, o Doug do Barça), Eduardo Ratinho e Galhardo;
Meio-campistas: Boquita, Leandro Lima, Wellington Junior (ex-Botafogo), Alan Patrick, Ji Paraná (jogava no Internacional em 2007), Tchô (também em 2007) e Maylson (estava no Grêmio em 2009).
Atacantes: Ciro, Henrique (ex-São Paulo), Willian José, Negueba, Jô e Diogo.

Além destes, outros nomes que têm destaque em times brasileiros, mas não despontaram como era esperado: Cássio e Renato Augusto no Corinthians; Anderson na época no Grêmio e hoje no Inter; Pato, Alan Kardec e Ganso no São Paulo e o contestado Dudu no Palmeiras.

Apenas 15 jogadores subiram para a seleção principal. Citando apenas os convocados para a Copa América, o número cai pra cinco (Danilo esteve na lista mas se lesionou). 21 listados entre os que "floparam", fora outros não lembrados e os que estão jogando no país e não deram tão certo assim. Além disso, o planejamento das seleções de bases por muito tempo foi deixado de lado, não formamos técnicos e gestores.

E o principal: não temos paciência. É difícil cultivar um trabalho desta forma. Muitas vezes, o treinador da seleção principal assumia as inferiores no período próximo a Olimpíada, e com isso gastava algumas datas para amistosos com um trabalho que não deveria ser seu. Os jovens atletas não se reuniam, não jogavam juntos, não tinham entrosamento. E quando tinham a oportunidade de jogar juntos, sentiam a pressão de defender a seleção canarinho com a obrigação excessiva.

Quando a seleção com idade olímpica começou a se reunir, o técnico é demitido poucos dias antes do Mundial e com a convocação já feita. Sim, Gallo é um treinador mediano e com currículo fraco. Mas deixaram pra corrigir o erro em um momento pouco oportuno. Sorte que Rogério Micale está dando certo e está dando a palavrinha mágica que todos os cartolas da CBF amam: resultado. Enquanto estiver assim, está ótimo. Quando o resultado deixar de vir, será difícil manter. Espero queimar minha língua com isso.

Deste Mundial da Nova Zelândia, o Brasil pode ver em breve alguns jogadores com destaque. Jean, Jorge, João Pedro, Danilo, Boschilia, Marcos Guilherme, Gabriel Jesus, Alef, Jean Carlos, Malcom, Judivan. Andreas Pereira parecem ser nomes promissores para o próximo ciclo. Parecem, pois nessa idade tudo é incógnita. Danilo, Jean Carlos e Andreas já estão fora do país, outros como Marcos Guilherme e Malcom podem ir em breve. Temos de torcer para que tenham rodagem e voltem para vestir a amarelinha.

A safra é boa, mas já tiveram melhores. O que não é de se espantar, pelo panorama do futebol brasileiro. Quantos destes que brilham em 2015, estarão em 2018, em 2022 ou 2026? Pergunta difícil de ser respondida. Se nem os dirigentes colocam a mão no fogo por nossos atletas, por que eu colocaria?

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Mundial de Basquete - Brasil x Sérvia



Salve Salve Nerds!



Segunda partida brasileira no mata-mata da Copa do Mundo de Basquete, ou Mundial de Basquete. Desta vez, o Brasil encarou a Sérvia, seleção que já havia enfrentado na fase de grupos. No primeiro quarto o jogo foi equilibrado, porém com leve vantagem da Sérvia, que tinha Teodosic inspirado e marcando 8 pontos em 5 minutos de jogo. No lado brasileiro, Marquinhos e Anderson Varejão foram os maiores pontuadores, com 7 e 8 pontos. A diferença era de 4 pontos apenas, 21 a 17, porém a defesa brasileira dava espaços principalmente pelas laterais. No começo do segundo quarto Alex acertou duas bolas de 3 pontos e o time parecia acertado, estava na frente no placar e por alguns minutos se manteve assim. Porém, Teodosic e Bjelica infernizaram a defesa brasileira novamente, marcando de todos os jeitos possíveis e colocando a Sérvia novamente a frente no marcador. Fechando a primeira etapa, 37 a 32 para os sérvios, com 16 pontos de Bjelica. Outro fator negativo para o Brasil eram as faltas, fazendo a seleção alcançar as 5 bem mais rápido que em outros jogos devido ao nervosismo. No terceiro quarto, o mal que acometeu a seleção em vários jogos neste mundial, um apagão geral e erros bobos em lances teoricamente fáceis. O ápice do nervosismo ocorreu em falta de Varejão, que originou outras faltas por reclamação de Marquinhos e Thiago Splitter. Assim, a Sérvia teve incríveis 6 lances livres para Teodosic cobrar e converter todos. Com os lances livres acertados, a diferença disparou para 16 pontos. A equipe brasileira se desestabilizou totalmente em quadra, errando passes, jogadas, arremessos, tentando a todo modo acertar as cestas de 3 pontos, porém errando tudo. Do outro lado, Teodosic e o restante da Sérvia jogava com frieza e aproveitou para fechar o quarto com impressionantes 22 pontos de vantagem, 66 a 44.
O último quarto seguiu no mesmo massacre, com as bolas sérvias caindo, mesmo em arremessos de longe que seriam muito arriscados para tentar em um jogo normal. A nossa seleção já estava nocauteada, não havia muito o que fazer. Final 84 a 56 e o sonho brasileiro de lutar por uma medalha no mundial se encerra precocemente. Logicamente, vale lembrar que esta seleção precisou praticamente pagar a FIBA para jogar a competição, pois não se classificou de maneira direta, então já foi uma campanha surpreendente, até se comparada as últimas participações em mundiais. Outra seleção favoritíssima e que ficou de fora ontem também foi a Espanha, que mesmo jogando em casa perdeu para a França por 65 a 52. Agora as semi finais serão Estados Unidos x Lituânia e França x Sérvia.
Confira abaixo os melhores momentos do jogo do Brasil contra a Sérvia:




Até mais!

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Mundial de Basquete - Brasil x Egito



Salve Salve Nerds!



Última partida brasileira na primeira fase, com classificação carimbada e tranquilidade diante da fraca seleção egípcia. O começo de jogo já foi arrasador, 13 a 0 com Varejão sendo o destaque. Falando no aproveitamento, de 18 arremessos 13 entraram, de 10 lances livres 9 entraram. Todos esses números refletiram no placar elástico já no primeiro quarto, 37 a 10. No segundo quarto os passes funcionaram como nunca e o aproveitamento do ataque era de 74%. Leandrinho caprichava nos arremessos de 3 e já era o cestinha do jogo com 13 pontos. Final de primeiro tempo 67 a 23. No terceiro quarto, Magnano poupou o time, que também ficou menos ligado, dando espaço para o Egito marcar mais pontos e acertar mais arremessos de 3 pontos, coisa rara anteriormente. Assim, a parcial terminou 25 a 24 para os egípcios e 91 a 48 no total. No último quarto o time reascendeu e viu seus arremessos de 3 caírem com Marcelinho Machado, acertando 3 e marcando 16 pontos no total. Leandrinho, cestinha da partida com 22 pontos, marcou 6 apenas no último quarto. Final 128 a 65.
Confira abaixo em vídeo os melhores momentos desta partida:




Na próxima fase o Brasil encara a rival Argentina, tentando dar o troco do Mundial de 2010, onde na mesma fase foi eliminado. A equipe cresceu ao longo da competição e joga com um estilo muito forte, tanto que venceu Sérvia e França, duas boas seleções europeias. Porém, diante da Espanha vimos que é preciso melhorar um pouco mais para se sonhar com algo maior. A grande diferença para este jogo é se conhecer muito bem o adversário, que já enfrentamos e além do mais temos um treinador de lá. Então, domingo saberemos se o Brasil venceu ou não a Argentina, logicamente ficamos na torcida pela nossa seleção.


Até mais!

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Mundial de Basquete - Brasil x Espanha



Salve Salve Nerds!



A seleção brasileira de basquete ontem jogou a sua terceira partida no Mundial, também a mais desafiadora delas contra umas das favoritas ao título junto aos Estados Unidos, a Espanha. No primeiro quarto, a seleção não se encontrou em quadra, errando muito e dando espaços aos avanços espanhóis. Novamente os lances livres foram de um aproveitamento horrível, 29%, além da inspiração de Pau Gasol, que só no primeiro quarto fez 12 pontos dos 30 marcados pela sua seleção. Um dos poucos destaques brasileiros foi Marcelinho Huertas, com 6 pontos anotados. Final de primeiro quarto 30 a 14. No segundo quarto os brasileiros acordaram, Leandrinho fez 5 pontos e o Brasil chegou a estar vencendo por 7 a 0. A seleção espanhola começou a segurar o jogo e Pau Gasol se desentendeu várias vezes com os brasileiros, principalmente com Anderson Varejão. A arbitragem também não colaborava, cedendo à pressão dos espanhóis em lances polêmicos. No final de quarto a seleção diminuiu o ritmo e viu novamente a Espanha se distanciar no marcador, 18 a 15 para o Brasil no segundo quarto e 45 a 32 no jogo para os espanhóis.
O terceiro quarto, que prometia pelo placar mais próximo até o momento, acabou sendo todo do time da casa, que teve Paul Gasol mostrando todo o seu repertório. O pivô da Espanha não era bem marcado e aparecia livre para acertar arremessos de 3 pontos, enquanto os pivôs brasileiros foram anulados e assim o Brasil viu o placar se tornar elástico, 61 a 40 e no final 66 a 47. Mesmo perdendo de um placar complicadíssimo de reverter, Rubén Magnano não poupou os seus titulares, porém viu que sua equipe precisa melhorar bastante, já que Paul Gasol continuou com muito espaço e alcançou os 26 pontos no jogo. O Brasil tem suas qualidades e tem potencial para brigar entre os 8 no mínimo, porém se quiser sonhar com algo mais terá que batalhar, pois no primeiro teste de fogo não conseguimos ter um rendimento bom. Final 82 a 63.
Confira abaixo, em vídeo, os melhores momentos da partida:




Voltamos em breve com o resultado das próximas partidas brasileiras no Mundial. Não deixe de compartilhar este e outros posts do Nerd Esporte, isso nos ajuda muito na divulgação do nosso trabalho e faz o blog cada vez melhor. Obrigado!



Até mais!

domingo, 13 de julho de 2014

Copa do Mundo - Dia 31



Salve Salve Nerds!



Voltamos aqui, agora para falar do jogo da seleção brasileira contra a Holanda. Em Brasília, 17 horas, dois minutos depois, Robben arrancou da intermediária e na entrada da área foi derrubado por Thiago Silva. O árbitro marcou pênalti, errado, mas deu apenas amarelo para o capitão brasileiro em uma jogada clara de gol. Na cobrança, Van Persie cobrou forte, alto e no canto e não deu chances para Júlio Cesar defender, 1 a 0. Falando da equipe, as mudanças pareceram não surtir efeito, mesmo com Jô no lugar do distante Fred e o meio reforçado por Paulinho, Fernandinho, Oscar e Willian, além de Ramires no lugar de Hulk. A equipe jogava como time pequeno, desorganizado, sem estrutura, sofria para chegar ao ataque e dava espaços ao ataque holandês, que nem sentiu muito a falta de Sneijder, que sentiu lesão muscular no aquecimento. Não demorou para outro golpe holandês se manifestar, eis que no cruzamento para a área, David Luiz cortou para frente ao invés de cabecear a bola para fora ou para o lado, sendo assim, ela sobrou para Blind, que pôde dominar, pensar e chutar para o gol, 2 a 0 Holanda. 
O restante de primeira etapa seguiu com uma equipe perdida e outra buscando o gol, mesmo um tanto apressada para resolver as jogadas. A seleção canarinho criou chances, porém o último passe não acontecia, o posicionamento e os toques errados prejudicavam uma reviravolta no placar. Na segunda etapa o mesmo, porém com a Holanda cozinhando o jogo e se dando por satisfeita com o resultado. Felipão colocou Hernanes e Hulk para acordar a equipe, nos lugares de Paulinho e Ramires, porém pouco mudou, a bola não chegava no ataque com qualidade, Jô precisava recuar para tentar participar de alguma coisa no jogo. Em dois lances, a seleção reclamou de penalidades que para os dirigentes com certeza prejudicaram a seleção mais do que o péssimo futebol apresentado. Na primeira, tentativa de cruzamento e o zagueiro holandês bloqueou a bola, que bateu no peito dele e depois na perna, sendo que foi pedida mão do atleta. Na outra, Oscar se jogou pedindo pênalti em dividida com o zagueiro. Para fechar o nosso caixão, Wijnaldum recebeu cruzamento rasteiro e livre na área completou para o gol, 3 a 0 Holanda. 
Após a partida, vergonhosamente a nossa seleção não ficou em campo para a premiação aos holandeses, que receberam as medalhas de bronze. Na entrevista coletiva, Felipão colocou seu cargo à disposição, dizendo que se o presidente da CBF quiser, ele continua, se não, por ele tudo bem. Além disso, falou que o time não jogou mal hoje e não reconheceu o trabalho que deveria ter sido mais planejado e pensado. 
Levamos 10 gols em duas partidas, 14 durante toda a Copa, um recorde negativo. Apenas Brasil, Coréia do Sul e Arábia Saudita levaram mais do que 12 gols em uma Copa do Mundo. 
Os gols:



Melancólico! Brasil se despede da Copa com... por LANCETV

Cillessen à vontade ontem

Até mais!

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Copa do Mundo - Dia 27 a 1




Salve Salve Nerds!



Ontem tivemos o primeiro jogo das semi finais entre Brasil e Alemanha, então corta pra imagem:



Mineirão lotado, mais de 50 mil presentes para uma semi final entre dois gigantes do futebol. O começo de partida até foi equilibrado, com o Brasil tentando alguma coisa, porém ficou apenas nisso. O termo blitzkrieg nunca fez tanto sentido em uma partida de futebol. Os alemães passaram seus panzers por cima da defesa brasileira, que estava mais desatenta e desorganizada que em todos os jogos desta Copa. Era o primeiro adversário campeão mundial a ser encarado e o Brasil parecia uma seleção qualquer, sem a grandeza que conquistou ao longo dos anos. A torcida até começou animada, mais até do que em outros jogos, porém o time não correspondia, os pontas não conseguiam fazer jogadas, o meio novamente não produzia, Oscar ficava isolado. Na frente a bola nem chegava em Fred, que assistia o massacre dos adversários, 5 gols em menos de 30 minutos de partida. Foram tantos gols que o narrador nem percebeu ou evitou falar para não constranger Ronaldo, antigo detentor do recorde de gols em Copas, quando Klose fez o décimo sexto gol dele em Copas. Além dele, Muller fez o primeiro, Kroos fez dois e Khedira um. A maioria dos gols surgiu em falhas defensivas, falhas grotescas, em que os alemães conseguiam tocar a bola entre si até chegarem de cara com Júlio Cesar, que sozinho não conseguia resolver.
No intervalo, talvez, os alemães perceberam o feito que estava acontecendo, pareciam não acreditar que estavam goleando a seleção que todos um dia se inspiraram no futebol. O jogo ficou mais cadenciado, mas o Brasil seguiu nocauteado, desnorteado em campo, sem reação para a chuva de gols da primeira etapa. Ainda houve tempo para mais dois gols de Schurrle e o de honra, marcado por Oscar. Porém, já era o fim, uma humilhação enorme para o futebol brasileiro, que mostrou suas fraquezas nesta partida. Logicamente toda goleada esconde as qualidades de uma equipe, porém será que realmente jogamos como uma verdadeira equipe nesta copa? Dependíamos de Neymar para buscar as jogadas, ele se contundiu e o time declinou mais ainda. Provavelmente não venceríamos com ele em campo, talvez fosse igual com ele, portanto aí deveria existir uma mudança, uma reformulação.
A seleção é a ponta do futebol, o final do processo, mas se o meio e o começo do caminho estão com problemas o final será prejudicado. Ainda não temos um futebol brasileiro realmente profissional, enviamos nossos jogadores para o exterior e lá eles precisam continuar a sua formação, o que é lamentável. Não existe um trabalho para formar jogadores na base de clubes e em conjunto na seleção, para que no futuro tenhamos um time que se conhece e jogue junto há mais do que os 4 anos entre as Copas, ou nem isso. Vejamos a seleção alemã, a base da equipe se conhece a mais de duas Copas e boa parte veio das categorias de base, além de quase todos atuarem na Alemanha. As nossas equipes tanto nos campeonatos nacionais quanto na seleção vem se formando de uma hora para outra e se desfazendo mais rápido ainda, pois não se pensa a longo prazo. Enfim, o Brasil perdeu e não foi uma simples derrota, espero, como torcedor, que possamos tirar lições e aprender com os 7 gols levados.
Os gols:



Humilhação! Alemanha esmaga Brasil com goleada... por LANCETV




Até mais!

terça-feira, 8 de julho de 2014

Copa do Mundo - Análise e Palpites das Semi Finais



Salve Salve Nerds!



Chegamos nas semi finais da Copa do Mundo, a reta final da Copa das Copas com dois jogaços entre Brasil e Alemanha e Holanda contra Argentina. Primeiramente, vejamos se nossos comentaristas acertaram o que poderia acontecer nas quartas de final:




França x Alemanha

O Arthur acertou quando disse que a marcação sobre Valbuena e Benzema seria o decaimento francês. Os alemães conseguiram marcar e fizeram o gol cedo para controlarem a partida. Neuer estava inspirado e nos poucos lances franceses apareceu para salvar a pátria.

Colômbia x Brasil

Nos seus comentários, o João imaginava a Colômbia jogando o seu futebol pra cima e com toques rápidos, porém o Brasil foi muito bem e marcou forte James Rodriguez e Cuadrado, as cabeças pensantes desta seleção colombiana. Mesmo assim, no final a seleção se segurou em campo após levar gol de pênalti de James.

Argentina x Bélgica

Sobre esta partida, João Vitor imaginava a Bélgica com um meio campo forte, já que Hazard, Mertens e De Bruyne atuaram muito bem diante dos Estados Unidos. Contra os hermanos foi o contrário, atuaram apagados e pouco fizeram, o time não era criativo em campo. A equipe argentina mostrou o seu poder de ataque, também algo comentado, mas também conseguiu recuperar a defesa, criticada diante da Nigéria. Os argentinos marcaram cedo e puderam administrar o resultado sem dificuldades, pois mesmo perdendo a Bélgica só começou a reagir no final de jogo, não havendo tempo suficiente para empatar ao menos.

Holanda x Costa Rica

Tendo que propor o jogo, a Holanda teve algumas dificuldades diante de uma seleção recuada e muito boa defensivamente. Robben não tinha espaço para seus avanços e os contra ataques eram poucos. A Costa Rica apostou totalmente nos contra golpes, chegando a assustar em alguns momentos, porém o seu destaque foi o goleiro Navas, que na segunda etapa fez verdadeiros milagres quando a Holanda conseguiu realmente fazer pressão. Por fim, a aposta de Louis Van Gaal no goleiro reserva Krul acabou rendendo a classificação nas penalidades.


Seguimos agora para falar do que esperar nas duas partidas das semi finais. Desta vez, os nossos comentaristas dirão o que poderá acontecer nas duas partidas. Confira:

BRASIL X ALEMANHA




João Vitor

Ouvi dizer que o meio-campo da Alemanha não marca, e que o Brasil poderia tirar proveito disso. Será? Mas se a seleção brasileira levou 4 gols até agora, e os alemães 3, qual das defesas é mais eficiente? Mas quando os defensores vão pro ataque, a vantagem muda de lado. Dois gols de Hummels, contra 1 de Thiago Silva e 2 de David Luiz (um deles bem duvidoso). Se fala tanto em Neymar, meio-campistas, Klose, mas os protagonistas desse jogo prometem ser goleiros, zagueiros e laterais, na sua praia, ou se aventurando na área adversária.

João

Um jogo pra reeditar a decisão de 2002, mas lá tínhamos uma equipe talvez mais confiável para o Brasil e uma Alemanha menos organizada, mesmo tendo Ballack, Kahn, Schneider e Klose. De Ronaldo iríamos com Neymar, porém agora temos que acreditar na força coletiva desta seleção. Um time que jogou muito para o artilheiro brasileiro e que agora precisará buscar novos meios de chegar ao gol. Independente do esquema de jogo que Felipão utilizará, a equipe precisará trabalhar melhor o meio campo, para tentar vencer os meias alemães, que conseguem rodar a bola e manter a posse de bola com o time. Será uma grande partida, com os alemães jogando como habitualmente nesta Copa e o Brasil precisando jogar como uma seleção pentacampeã.

Arthur

Apesar de perder Neymar, o Brasil ainda possui a confiança de se jogar em casa, os germânicos já perderam vários jogadores nesta copa e possuem até mais desfalques nesta semi final.A defesa alemã é sólida, tem bons passes, o ataque peca pelo pouco volume de jogo, mas o grande destaque desta seleção alemã  é a qualidade do meio de campo. O Brasil pode congestionar o meio com três volantes e com isso barrar o ataque alemão e sair na velocidade.
Mais esperanças do que nunca em Fred e no ataque brasileiro, acredito que sem Neymar se retira um pouco da pressão nos jogadores e os deixa mais soltos, com muito sofrimento e com meio gol de pênalti o Brasil passa.



ARGENTINA X HOLANDA



João Vitor

Holanda e Argentina vão provar que técnico sim, ganha jogo. Como Van Gaal ganhou, quando substituiu Cillessen por Krul antes dos pênaltis contra a Costa Rica, e deu certo. A missão agora, é parar o melhor do mundo. Mas Messi estará sem Di Maria ao seu lado, que desfalcará sua seleção pelo menos na semifinal. Aí entra, Alejandro Sabella. O treinador argentino vai ter que quebrar a cabeça pra fazer a Argentina jogar sem o craque do Real Madrid, e sem sobrecarregar Messi. No último jogo, Higuain decidiu. Lavezzi precisa ser mais eficiente, pois a laranja tem sede, gana e loucura, pra tentar colocar seu nome entre os vencedores da Copa do Mundo.

João

Nesse outro duelo de gigantes, a Holanda quer chegar a sua quarta decisão de Copa, a segunda seguida, querendo quebrar a escrita de jogar como nunca e perder como sempre. As apostas da partida ficam em Messi e Robben, porém ambos deverão ser muito bem marcados e os coadjuvantes deverão fazer a diferença. Nesse aspecto, a Argentina perde bastante, já que Di Maria se lesionou e era o principal destaque além do camisa 10. A seleção holandesa tem Sneijder e Van Persie para suprir e a Argentina aposta na volta de Higuaín, que andava apagado, além de Lavezzi e uma possível aparição de Aguero. A camisa argentina pode pesar, além da torcida que deverá estar presente. Vejamos se a Holanda consegue se focar e ir novamente para a decisão.


Arthur

Umas das piores seleções argentinas de todos os tempos é ao mesmo tempo uma das mais eficientes, enquanto a Holanda que chegou com tudo parece que perde sua força a cada rodada, o melhor ataque da primeira fase não é mais um bicho de sete cabeças e ainda enfrenta agora o Messi em doses homeopáticas que ainda tem o poder de ser um craque e decidir o jogo em apenas um lance, como vem fazendo nesta copa. Mesmo sem Di Maria e Aguero ainda acredito que os Hermanos possuem um ataque capaz de penetrar a quase retranca holandesa e se defender com as calças na mão segurando um placar de 1 a 0 muito apertado até o fim.

Nos vemos amanhã, com o resultado do jogo do Brasil.

Até mais!

sábado, 5 de julho de 2014

Copa do Mundo - Dia 23




Salve Salve Nerds!



Primeiras duas partidas das quartas de final, com dois jogos bem diferentes no quesito emoção. Confira:


No Maracanã, Alemanha e França fizeram o duelo europeu valendo vaga na semi-final e a Alsácia-Lorena. O jogo era no ritmo alemão, com muitos passes e França assistindo, pouco efetiva e apática. Os franceses tinham o seu jogo centralizado em Benzema, que era o jogador com a iniciativa de chutar a gol, tanto que foi dele o primeiro chute francês na partida. Quando a França tentava equilibrar o jogo, falta para a Alemanha. No cruzamento de Kroos, Hummels subiu mais que todos e mandou pro fundo do gol, 1 a 0. Se o estilo alemão já é de toques de bola, o tiki-taka com blitzkrieg, depois de marcar a partida ficou bem morna. Em jogada de Griezmann, toque para Valbuena, que chutou forte para a defesa de Neuer, na sobra Benzema desperdiçou. Pogba procurou, já no final do primeiro tempo, o jogo com Benzema, que não perdeu tempo e chutou para boa defesa de Neuer, o goleiro linha alemão. Na segunda etapa, alemães cozinhando o jogo e franceses jogando sem animação, pareciam se contentar por ter chegado onde alguns nem acreditavam que chegasse. Eram poucas as oportunidades criadas por ambas as equipes, apenas chutes isolados e cabeçadas sem direção. Muller, em jogada individual, quase marcou, chutando e fazendo a bola passar tirando tinta da trave de Lloris.
O treinador francês fez mudanças, colocando Remy e Koscielny, porém demorou até que o time criasse novamente com Benzema. O atacante limpou Lahm mas parou no bloqueio da zaga na finalização. No avanço de Ozil pela lateral, cruzamento rasteiro, corta luz de Muller e chute muito fraco de Schurrle para defesa do goleiro Lloris com o pé. No último minuto de partida, Benzema enfim conseguiu o espaço que precisava para chutar bem, porém parou em Neuer, que com um braço, sem pular, rebateu a batida e salvou a Alemanha. Final 1 a 0.
O gol:



Alemanha vence a França e vai a 13ª semifinal... por LANCETV









No Castelão, mais um teste pra cardíaco para os brasileiros contra a Colômbia. O começo de partida foi com a nossa seleção jogando pra cima, o time marcava por pressão, sem espaços aos adversários. Já em cobrança de falta, Neymar cobrou perto do gol e assustou Ospina. No bom escanteio cobrado por Neymar, a bola passou por toda a zaga e sobrou na outra trave para Thiago Silva empurrar de joelho pro gol, 1 a 0. A resposta colombiana veio 4 minutos depois, Cuadrado recebeu na entrada da área e chutou obrigando Júlio Cesar a defender com a ponta dos dedos. O Brasil seguiu melhor na partida, muito melhor nos avanços e na cobertura da defesa, Maicon atuava muito bem e não deixava uma avenida na lateral. Na tabela entre Neymar e Hulk, o atacante verde chutou e obrigou Ospina a trabalhar no gol colombiano. James Rodriguez estava desaparecido no jogo, muito bem marcado, principalmente por Fernandinho, que junto com Paulinho e Oscar fizeram o meio campo existir nesta partida. Já aos 27 minutos, uma chance mais clara, Marcelo fez ótimo passe para Hulk, que finalizou pra cima de Ospina, que espalmou bem. Em nova tentativa cobrando falta, Neymar novamente ficou próximo do gol colombiano. No segundo tempo a partida ficou morna, o Brasil segurava mais as suas ações e jogava com o resultado que tinha. A Colômbia começava a tentar preparar mais jogadas, porém ainda muito parada e sem os seus principais jogadores tão inspirados. Em falta boba, evitando o tiro de meta de Ospina, Thiago Silva ganhou um cartão amarelo e está suspenso da próxima partida da seleção.
Logo após, gol colombiano depois de confusão na área, porém foi anulado devido a impedimento dos atacantes colombianos no começo do lance. Falta da intermediária para o Brasil, cobrança relativamente distante. David Luiz correu e cobrou com perfeição, no canto, quase no ângulo, sem chances para Ospina, 2 a 0. Neymar, livre, arriscou chute e a bola foi tirada no golpe de vista de Ospina. No bom passe de James Rodriguez na entrada da área, Bacca aproveitou a chegada de Júlio Cesar e facilitou o acontecimento da penalidade. Na cobrança, James Rodriguez não perdoou, marcou, 2 a 1. A equipe brasileira entrou em desespero e Felipão colocou Ramires no lugar de Hulk e Hernanes no de Paulinho. Os colombianos jogaram em cima do desespero brasileiro, a pressão era grande restando 10 minutos para o fim. Zuñiga, em joelhada criminosa, tirou Neymar do jogo, sabendo-se depois que havia fraturado uma das vértebras e sendo assim cortado da Copa. No lugar do atacante entrou Henrique. O final foi de muita tensão, com 5 minutos de acréscimos e muitos chutões brasileiros pra afastar a bola da defesa. Final 2 a 1, e agora sem Neymar enfrentaremos a Alemanha.
Os gols:



Brasil vence Colômbia e vai para semifinal sem... por LANCETV






Até mais!

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Copa do Mundo - Análise e Palpites das Quartas



Salve Salve Nerds!




Hoje a Copa volta, ainda bem, já estávamos morrendo de abstinência. Como preparação, trazemos novamente o nosso time de comentaristas especializados para falarem do que esperar das partidas nas quartas de final, além da seleção das oitavas e se acertaram os palpites dos confrontos. Veja no replay:







Começamos com o que os nossos amigos apostaram que aconteceria nas oitavas de final.

Arthur

Brasil e Chile: Passa Brasil

Uruguai e Colômbia: Passa Colômbia

França e Nigéria:  Passa França

Alemanha e Argélia: Passa Alemanha

Holanda e México : Passa Holanda

Costa Rica e Grécia: Passa Costa Rica

Argentina e Suíça : Passa Argentina

Bélgica e Estados Unidos: Passa Bélgica

João

Brasil e Chile: Passa Brasil (mesmo com torcida do Mick Jagger)

Uruguai e Colômbia: Passa Uruguai nos pênaltis

França e Nigéria: Passa França

Alemanha e Argélia: Passa Alemanha

Holanda e México: Passa Holanda

Costa Rica e Grécia: Passa COSTA RICA!

Argentina e Suíça: Passa Argentina

Bélgica e Estados Unidos: Passa Bélgica

João Vitor

Brasil e Chile: Passa Brasil

Uruguai e Colômbia: Passa Uruguai (teve uma visão da classificação e mudou o palpite)

França e Nigéria: Passa França

Holanda e México: Passa Holanda

Costa Rica e Grécia: Passa Costa Rica

Argentina e Suíça: Passa Argentina

Bélgica e Estados Unidos: Passa Bélgica

O Arthur cravou todos os resultados, já que o único que divergia era no jogo do Uruguai contra a Colômbia, onde os colombianos venceram e ele acertou. Os nossos outros dois apostadores falaram que o Uruguai passaria, mesmo sem Suárez, o que não aconteceu. Todos tiveram a coragem de apostar no esquadrão da Costa Rica, que passou poucas e boas contra os gregos, mas se classificou.

Agora, trazemos a seleção dos destaques destas oitavas de final, principalmente com os goleiros, porém um deles foi o destaque, inclusive sendo cotado para um cargo político-ministerial em seu país. Nas outras posições não foi tão simples a escolha, como podemos ver na diferença de escalações.





João Vitor

Goleiro: Howard
Defensores: Kompany, Van Buyten, Mertesacker
Meias: Lahm, Di Maria, De Bruyne, James Rodriguez
Atacantes: Schurrle, Shaqiri, Huntelaar

Arthur

Goleiro: Júlio Cesar (é nóis frangueiro), Howard(mitou)
Defensores: David Luiz, Marcos Rojo, Djourou
Meias: James Rodriguez, Robben, Feghouli, Valbuena
Atacantes: Shaqiri, Messi, Lukaku.

João

Goleiro: Howard (Craque Nerd Esporte da Rodada)
Defensores: Armero, Kompany, David Luiz
Meias: Robben, James Rodriguez, Di Maria, Hazard
Atacantes: Lukaku, Messi, Shaqiri

Seleção unificada:

Goleiro: Howard (Não poderia ser outro)
Defensores: Kompany, David Luiz e Van Buyten
Meias: Robben, James Rodriguez, Di Maria e De Bruyne (fez gol e deu assistência)
Atacantes: Lukaku, Messi, Shaqiri (setor mais complicado para escalar nesta rodada sem tantos gols de atacantes)


Seguimos agora com o que esperar dos 4 confrontos de hoje e amanhã. Começamos com França e Alemanha, o primeiro jogo dos 4, com comentários do Arthur:




A Alemanha sofreu muito para vencer a Argélia, e a França também sofreu, menos é verdade, para passar pela Nigéria. O sistema defensivo dos dois times para mim é a principal diferença técnica entre as duas seleções, o sistema ofensivo das duas vem sendo muito positivo, mas a França ainda depende muito de Benzema para avançar até o gol, enquanto os germânicos possuem um bom meio de campo e bons laterais que apoiam o ataque. Com uma defesa mais sólida a Alemanha na minha visão entra em vantagem, se houver boa marcação sobre Benzema e Valbuena o ataque francês simplesmente não cria chances. Passa Alemanha.




Um confronto complicado para o Brasil, que pega o melhor adversário até agora na Copa do Mundo. A Colômbia é uma equipe rápida, com um futebol dinâmico e que não tem medo de jogar pra cima, tendo o apoio de James Rodriguez e Cuadrado, que também chegam bem ao ataque. O que ajuda o Brasil é o fato de os colombianos não jogarem recuados, pois vimos muita dificuldade da seleção em passar por retrancas, facilitando os contra golpes e o jogo dos meias, tão desaparecidos contra o Chile. Assim como os outros 3 jogos, é complicado dizer qual o favorito, apesar da melhor fase colombiana, com 4 vitórias em 4 jogos da competição. Passa o Brasil, apesar da pressão psicológica de jogar em casa, evidenciada na última partida contra o Chile.




Texto do João Vitor. O duelo entre os alvicelestes e os diabos vermelhos irá parar a capital federal neste sábado. A Bélgica sonha com a semifinal para no mínimo igualar o 4° lugar da "velha" geração belga de 1986. A Argentina sonha com o tri, o primeiro Mundial da era pós-Maradona.
O desgaste das duas equipes é praticamente o mesmo, pois seus últimos jogos foram no mesmo dia, na última terça-feira, e decididos na prorrogação. Suíça e EUA foram adversários duros, apesar de serem inferiores. Mas porque Argentina e Bélgica tiveram tanta dificuldade para passar de fase? O que esperar dos pretendentes à semifinal?
Messi e companhia não passaram com tranquilidade pelo ferrolho (nem mais tão ferrolho assim) suíço. Sempre conhecida pela sólida defesa, a Suíça passou a ser ofensiva nessa Copa, e deu trabalho para a frágil zaga argentina, um ponto a ser explorado pelos belgas. Messi, continua aparecendo nas horas certas, como na jogada para o gol de Di Maria, melhor jogador hermano na Copa. Mesmo com o jogador do Real Madrid, o meio-campo é um problema, pois não consegue armar jogadas, não tem um criador, alguém com capacidade de conduzir a Argentina. Papel que acaba sobrando para o sobrecarregado Messi.
A Bélgica fez sua melhor atuação entre os 4 jogos, mas não contava com Howard em um dia inspirado no gol durante o tempo normal. A meiuca finalmente funcionou, De Bruyne e Hazard convenceram, e até Witsel, ao meu ver um volante limitado, fez uma boa partida, apoiando bem, mas não se esquecendo da marcação. Kompany e Van Buyten fizeram grande partida, assim como o seguro goleiraço Courtois. Até parece que os vermelhos não tem ponto fraco. Mas as laterais, principalmente o lado direito deixam a desejar. Alderweireld é fraco no apoio, e não marca com eficiência, e Vertonghen não é um bom nome.
É outro jogo com cara de prorrogação, mas com muitos gols. Duas seleções ofensivas, com ataques poderosos, e defesas opostas, a ótima defesa da Bélgica e a fraquíssima defesa da Argentina. A superioridade do meio-campo dos europeus em relação ao dos sul-americanos, é outro fator que pode jogar a favor dos belgas, na minha opinião favoritos no confronto, podendo disputar um clássico contra a Holanda na semifinal. Passa Bélgica.





Um jogo entre Davi e Golias, com exceção de que a Costa Rica já provou ser um time equilibrado e de qualidade. A equipe de Campbell, Bryan Ruiz e o milagreiro Navas chega sonhando alto, algo comum numa Copa onde já sobreviveu ao grupo com 3 campeões mundiais. Tecnicamente, podem ter mais facilidade do que contra a Grécia, pois deverão jogar esperando o adversário, apesar de não ser uma qualidade holandesa propor o jogo. O jogo rápido poderá funcionar melhor e deverá haver mais espaço para o ataque criativo costarriquenho. No outro lado, a seleção 3 vezes vice mundial chega com um ataque matador e principalmente com Robben em ótima fase. O meia trás a velocidade que o time necessita, além da equipe contar com Sneijder, Van Persie e outros destaques com poder de fogo. Por um lado espero a Holanda para uma possível semi final contra a Argentina e por outro a Costa Rica conquista a minha torcida pelo seu carisma e por tudo o que já surpreendeu. Passa Holanda.

Ficamos por aqui e os comentaristas voltam na próxima fase, prevendo os finalistas....

Até mais!
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