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sexta-feira, 23 de março de 2018

Entrevista - Felipe Drugovich



Foto: Divulgação

Desde 1970, o Brasil tinha ao menos um piloto presente na Fórmula 1. Com a aposentadoria de Felipe Massa, o país fica sem um representante. Para a história brasileira na categoria e no automobilismo mundial no geral, surgem alguns nomes como futuros talentos. Um deles é Felipe Drugovich, nascido em Maringá e que, aos 17 anos, já corre na Europa em busca de um lugar ao sol no competitivo mundo do automobilismo. Confira a nossa entrevista com ele.

Você começou a sua carreira no kart aqui no Paraná? E o seu tio, o Oswaldo Drugovich Jr, bicampeão da Fórmula Truck, foi uma influência para você começar no automobilismo?

Felipe: Sim, minha primeira corrida de kart foi em Campo Mourão, perto da minha cidade natal, Maringá. Com certeza foi, e não somente ele como meus outros tios que sempre tiveram paixão pela modalidade.

E qual foi o apoio da sua família em  relação a seguir uma carreira nas pistas?

Felipe: O apoio da minha família foi e é uma das minhas maiores vantagens. Sempre me ajudam ao extremo em todas as ocasiões, mas nunca me pressionaram.

Você correu no Brasil e, em 2016, já foi para a Europa para correr nos monopostos. Como foi esse começo, e você acha que teve uma adaptação rápida na Europa em relação às diferenças com as categorias que você correu no Brasil?

Felipe: Eu comecei a correr na Europa de kart já em 2013 até 2015 e consegui bons resultados. Este período foi ótimo pra mim como adaptação para as competições europeias, assim, não começando o meu primeiro ano de carros em 2016 “do zero”.
 O automobilismo europeu é muito mais competitivo do que qualquer outro no mundo, e por isso quando comecei aqui, fiquei assustado pelo tanto que teria que melhorar. Mas na minha opinião foi a melhor coisa que aconteceu comigo, me fortaleceu absurdamente.

Foto: Divulgação

Tanto na Fórmula 4 Alemã quanto na italiana você obteve bons desempenhos, além do próprio MRF Challenge. Como você avalia essas participações?

Felipe: Com 17 vitórias em 2017 foi um ano excepcional, fui o piloto com mais vitórias nos campeonatos que disputei e conquistei o título do MRF challenge em 2018.

Você chegou a correr três etapas do europeu de Fórmula 3, que conta com nomes promissores, como o atual campeão Lando Norris, hoje piloto de testes da Mclaren. Seria essa a categoria ideal para seguir?

Felipe: Corri a ultima etapa (3 corridas) da FIA Formula 3 europeia e a ultima etapa da Euroformula Open em 2017. O FIA F3 é um campeonato muito competitivo, mas no momento estamos focados no Euroformula Open, que vou disputar este ano.

O Brasil ficará esse ano sem um piloto na Fórmula 1, o que não acontece desde 1970, e o Paraná, desde Ricardo Zonta, não tem um representante na categoria. Como você vê a realidade do automobilismo nacional e as chances dos pilotos brasileiros e paranaenses, de chegarem na maior categoria do automobilismo mundial?  E existe uma pressão para um sucesso dos pilotos brasileiros?

Felipe: A situação do automobilismo brasileiro, assim como a economia, é bem decadente no momento, não ajudando na ida de brasileiros pra F1, principalmente na parte financeira. O povo brasileiro sempre tenta colocar pressão ou colocar defeitos nos seus próprios representantes, principalmente depois do Senna, mas isto não me afeta de maneira alguma.

Foto: Divulgação

Nomes como Jaime Melo Jr e Augusto Farfus, se aventuraram no turismo europeu e conseguiram resultados expressivos. O turismo também é uma alternativa para você? Ou outras categorias, como a Fórmula Indy ou a própria Fórmula E também seriam opções?

Felipe: Meu alvo é chegar em alguma categoria de topo do automobilismo mundial, lógico, com a F1 sempre no lugar mais alto. Também existem ótimas categorias de fórmula que não sejam F1, como Formula E, Formula Indy e Super Formula e também em carros de turismo, como DTM, Super GT e WEC. Não ficaria nem um pouco triste em sentar em qualquer um destes carros, todas estas estão neste meu “alvo”

Existe algum piloto, do passado ou do presente, que te inspira ou é uma referência quando você corre?

Felipe: Logicamente, como a maioria dos pilotos, o Senna inspira a todos nós. Como piloto e pessoa.


terça-feira, 5 de setembro de 2017

Muffatão - História e Histórias de Pedro Muffato



Se você não é do Paraná ou não acompanha tanto o automobilismo, o nome de Pedro Muffato pode passar batido. No entanto, esse é um dos grandes nomes paranaenses das pistas e dos grandes incentivadores do automobilismo nacional. Toda essa participação e história valeu a produção de um livro, o "Muffatão - História e Histórias de Pedro Muffato", feito por Clóvis Grelak. 




Pedro Muffato nasceu próximo de Irati, no distrito de Água Clara, em 1942. Crescendo em uma família de comerciantes e trabalhando nos comércios de parentes, Pedro foi buscar em Cascavel a criação do comércio próprio. Em 1964, chegou ao município do oeste paranaense, onde indicaram a ele que seria um local próspero. 

Ali, em Cascavel, que a história nas pistas começou. A primeira prova registrada de Cascavel ocorreu em 1964, sem a presença de Muffato, que participou, a convite de amigos, da terceira edição, já em 1966. Naquela época, os pilotos corriam nas ruas da cidade mesmo, com poucas mudanças nos carros, que iam para as provas praticamente iguais aos veículos populares de qualquer cidadão. Tanto que, em uma prova, o piloto chegou a usar emprestado o carro da esposa de um dos amigos para não ficar sem correr. 

Animados pelo novo esporte e divertimento, os então pilotos amadores começaram a se organizar e criar mais provas, atraindo também pilotos de fora para correrem em Cascavel. Houve a construção do autódromo de Cascavel, que foi o quarto do Brasil, e após alguns anos o asfaltamento dele, tornando a pista apta a receber categorias maiores. 

No velho oeste paranaense, Pedro Muffato correu em várias categorias, desde a com carros populares, passando pelos de fórmula, com a Fórmula Super Vê, Fórmula 2, Fórmula 3 Sulamericana e até a Fórmula Truck. No total, até o lançamento do livro, em 2016, foram 415 corridas disputadas, o que somariam 8 anos consecutivos correndo todos os finais de semana. 


José Carlos Pace, o primeiro da esquerda, e Muffato, o terceiro


No caso da Fórmula Super Vê, que em 1980 acabaria após o patrocínio da Volkswagen terminar, o piloto paranaense foi um dos que ajudou a manter a continuidade da categoria. Muffato, além de um dos pilotos que corriam na Super Vê, foi também apoiador financeiramente e estrategicamente para ajudar a desenvolver um carro competitivo e assim seguir com a Super Vê, que foi então chamada de Fórmula 2 Brasil. 

Ele ajudou a trazer a tecnologia da Argentina e construiu o carro em uma fábrica em Cascavel. Era proibida a importação de carros e equipamentos de fora, então os mecânicos tiveram que aprender na marra a fazer os veículos baseados nos modelos argentinos. Depois ainda, foi feita uma F-2 Sulamericana, que aí teve participação principalmente de argentinos e brasileiros, mas contou com pilotos de várias nações. 

Pedro seguiu correndo nos carros de fórmula até o começo dos anos 90, chegando a dividir as pistas com pilotos como  o tricampeão de Fórmula 1 Nelson Piquet e até Hélio Castroneves, um dos jovens prodígios do começo dos anos 90 e que hoje está na Fórmula Indy. A carreira dos monopostos acabou com um grave acidente. Pedro se acidentou em 1996, quando corria na F-3 Sul-Americana, tendo múltiplas fraturas e ficando em estado grave. Foi levado até São Paulo, onde se recuperou e ali parecia ter abandonado as pistas. 

Muffato e o jovem Hélio Castroneves na F-3

Acabou que, quando estava apenas atuando como comentarista da ESPN Internacional nas provas da F-3 Sul-Americana, Muffato foi convidado, em 2002, pelo dono da Fórmula Truck, Aurélio Batista Félix, para correr em uma prova da categoria. O piloto foi correr em Londrina, mas o caminhão não estava em boas condições e depois de uma volta Pedro abandonou e pediu para ter um caminhão em melhor estado para poder ter mais condições de trabalhar. 

Acabou que as duas provas viraram quatorze anos de Fórmula Truck, com Pedro criando uma equipe própria e tendo chegado perto do título em 2006, mas ficando no quase por problemas nas provas finais. Com a crise começando na Truck em 2016, o piloto preferiu deixar os caminhões e dar ao menos uma pausa nas corridas depois de 50 anos de carreira. 

O livro também conta aspectos pessoais e várias histórias as quais poderíamos gastar um bom tempo aqui. Recomendo bastante o livro, que desvenda bem esse grande personagem que o automobilismo tem no país. Além da própria história do piloto, o livro acaba por contar muita coisa da história do nosso automobilismo nesses últimos 50 anos. 

Mais para o final do ano deveremos ter um material, feito com o próprio Pedro Muffato, que será publicado. 



terça-feira, 13 de setembro de 2016

Sete anos sem o tema da vitória



Salve Salve Nerds!



Treze de setembro de 2009, um domingo comum, mas que ainda hoje marca o automobilismo brasileiro na Fórmula 1. Este foi o dia da última vitória do país na categoria, com o triunfo de Rubens Barrichello no GP de Monza. Rubinho largou em quinto nessa prova e terminou em primeiro, dando a vitória de número 101 ao país na F1, a décima primeira dele. No pódio, estavam com ele o companheiro de Brawn GP Jenson Button e Kimi Raikkonen, na primeira passagem do piloto pela Ferrari.

Veja o final de prova, aos 6 minutos, a última vez que ouvimos o tema da vitória ao vivo:



Button era o líder da temporada com 80 pontos e terminou campeão, enquanto Rubinho era o segundo com 66 pontos e terminou em terceiro, sendo passado na tabela por Sebastian Vettel, então na Red Bull. Esta foi a última vitória brasileira na Fórmula 1.

A última sambadinha de Rubens no pódio - Foto: Gazetapress


Saindo um pouco da Fórmula 1, vamos recordar como estava o mundo e o esporte no ano de 2009. Naquele ano, Barack Obama assumia como presidente dos Estados Unidos. Como sabemos, esse ano ele deixa a presidência depois de dois mandatos. No dia 25 de junho, Michael Jackson viria a morrer, uma morte até hoje controversa e cheia de especulações sobre o rei do pop.

Foto: U.S Navy by Petty Officer 1st Class Leah Stiles
Ainda pelo mundo, houve a pandemia da chamada Gripe Suína, ou Gripe A, que se iniciou em uma mutação do vírus de um tipo de gripe de suínos que foi transmitida para humanos no México. O vírus se espalhou pelo mundo, causando mais pânico do que mortes em si, já que 18 mil pessoas vieram a óbito por causa da gripe A. No Brasil, muitas escolas e instituições chegaram a fechar, principalmente na região sul, com medo de transmissões da doença. O álcool em gel se tornou item quase obrigatório em estabelecimentos, para evitar o contágio da gripe.

Houve, inclusive, o famoso "jogo das máscaras" entre Santos e Coritiba, em Cascavel, onde os torcedores foram obrigados a usarem máscaras médicas para acompanharem o jogo.

Foto: Luiz Carlos da Cruz/UOL


Em outubro, o Rio de Janeiro foi escolhido como sede das Olimpíadas de 2016, vencendo na final Tóquio, Madri e Chicago. Como vimos, apesar dos problemas, os jogos aconteceram e tiveram um ótimo resultado esportivamente falando. No brasileirão, o Flamengo, comandado por Adriano e Petkovic foi campeão depois de uma arrancada no meio da competição e título no último jogo contra o Grêmio. De 2009 para cá, o Flamengo ainda não conseguiu emplacar uma campanha tão forte no brasileirão. Esse ano se assemelha bastante, inclusive.

Na Fórmula 1, nesse período, tivemos um tetracampeonato de Sebastian Vettel pela Red Bull, de 2010 até 2013, e agora um bicampeonato seguido, se encaminhando para tri, de Lewis Hamilton. Hegemonia total de Red Bull e depois Mercedes. Hegemonia tão grande que os dois venceram 69 das 115 provas disputadas até o fim da temporada 2015.


Nesse período sem vitórias brasileiras, sete anos exatos, tivemos até hoje um total de 133 corridas disputadas. Nessas 133 provas, tivemos como pilotos brasileiros nas pistas: Rubens Barrichello, Felipe Massa, Lucas di Grassi e Felipe Nasr. Os dois Felipes ainda seguem correndo. Além de Barrichello, que disputou até o final de 2009 uma temporada em nível maior, Massa foi o que chegou mais próximo de vencer provas nesse período. Correndo pela Ferrari e principalmente pela Williams, quando o time se reestruturou, teve algumas oportunidades de brigar pelo lugar mais alto do pódio. Porém, nos últimos dois anos não conseguiu render tanto ele quanto a própria equipe para que a vitória aparecesse.

Se formos falar no jejum de títulos, a fila brasileira é maior ainda na categoria. Esse ano completam-se 25 anos do tricampeonato de Ayrton Senna, em 1991.

Com a aposentadoria de Felipe Massa, ao final dessa temporada, não teremos mais um brasileiro em uma equipe de maior representatividade. Felipe Nasr, que está na Sauber, por enquanto não tem perspectivas de conseguir um carro mais competitivo. O problema se alastra mais ainda quando pensamos que a última vez que o país não teve um representante, pode acontecer em 2017 já que Nasr não está garantido na Sauber, foi na temporada de 1969. Fritz d'Orey correu até a temporada de 1959 e outro brasileiro voltou a correr pela F1 em 1970, com Emerson Fittipaldi. 

O problema da falta de vitórias não reflete apenas o retrato da qualidade dos brasileiros na Fórmula 1 ou a qualidade das equipes que eles estão ou estiveram nesses sete anos. O país vive uma crise no automobilismo, que vem se arrastando a alguns anos e prejudica a formação de novos talentos. A Fórmula 3 Sul-Americana acabou e virou Fórmula 3, apenas com pilotos brasileiros. Esta acaba sendo a única categoria de formação pós-kart que segue viva. Há a F4 Sul-Americana como substituta da antiga F3 como competição continental. Depois, os pilotos precisam ter dinheiro ou patrocinadores que invistam neles para já correrem em categorias europeias. É um salto muito grande e que poderia ser mais tranquilo caso houvesse um incentivo e uma formação maior por parte de quem é responsável pelo automobilismo brasileiro.

Muitos autódromos estão fechando ou foram demolidos, como no caso de Jacarepaguá, onde fica o atual Parque Olímpico no Rio de Janeiro. Isso também enfraquece a formação e manutenção de competições que revelariam talentos.

É bem provável que esse jejum se arraste por mais alguns anos pelo menos, e o país continue ouvindo o famoso tema da vitória apenas pelos players de música. Fica a nossa torcida e esperança de que essa realidade comece a mudar e o automobilismo seja tratado com mais seriedade.


Até mais!

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Pais e Filhos



Salve Salve Nerds!


Temos vários casos famosos de atletas que seguiram o mesmo caminho dos pais ou mães no esporte. Hoje, citaremos casos um pouco menos famosos ou menos conhecidos do público em geral. Confira:


Bruno Rezende



Começamos por Bruninho, o Bruno Rezende, filho de dois jogadores de vôlei, Vera Mossa e Bernardo Rezende, o Bernardinho, que já treinou a seleção feminina de vôlei e atualmente é treinador do time masculino. Vera Mossa atuou por equipes brasileiras e italianas de vôlei durante 21 anos, tendo conquistado como principais títulos um Sul-Americano de clubes. Defendeu a seleção brasileira em três Olimpíadas, 1980, 84 e 88 com um sexto lugar como melhor resultado em 88. 



Já Bernardinho é conhecido do público em geral. Ganhou tudo pela seleção masculina de vôlei e colocou o vôlei nacional em outro patamar desde a sua chegada. Antes, foi jogador da famosa geração de prata das Olimpíadas de 1984 em Los Angeles. Ganhou mais de trinta títulos como treinador, sendo um dos maiores treinadores de todos os tempos na história dos esportes. 




Robert Lewandowski

Foto: AFP  / Christof Stache


Todos conhecemos o Lewandowski artilheiro no Borussia Dortmund e Bayern de Munique, mas poucos sabem que ele é filho de atletas. Sim, Robert é filho de Krzysztof Lewandowski, que foi judoca e jogador de futebol profissional. Não há registros da carreira dele disponíveis na internet, mas com certeza influenciou o garoto Robert. Já a mãe, Iwona, foi jogadora profissional de vôlei e após se aposentar virou vice-presidente do Partizan Leszno. Isso influenciou a irmã de Robert, Milena, que joga vôlei e defende a seleção polonesa. Até a mulher de Lewandowski, Anna Stachurska, é esportista, luta Karatê.

Stephen Curry



O astro do Golden State Warriors e melhor jogador de basquete do momento também tem suas origens ligadas ao esporte da bola laranja. Stephen é filho de Dell Curry, que jogou entre os anos 80 e 2000 na NBA, nos times do Utah Jazz, Cleveland Cavaliers, Charlotte Hornets, Milwaukee Bucks e Toronto Raptors como ala-armador. Nunca foi campeão da NBA, mas individualmente foi destaque, eleito como o sexto homem do ano em 1994 e se aposentando como o maior pontuador da história do Charlotte Hornets com 9839 pontos.
O irmão de Stephen, Seth, também joga basquete e é armador do Sacramento Kings. Ambos usam a camisa 30 que o pai Dell também usava.
Como bônus, veja um comercial dos anos 90 com Stephen e Dell Curry:




Thibaut Courtois



Courtois é outro jogador com os pais atletas. Porém, ele não seguiu o mesmo caminho deles exatamente. Os pais dele, Gitte e Thierry, jogaram vôlei profissionalmente na Bélgica e a irmã, Valérie, é líbero da seleção belga. Ele chegou a treinar vôlei, mas acabou se decidindo pelo futebol. Estreou aos 16 anos como profissional na Bélgica, dois anos depois foi vendido ao Chelsea, foi emprestado ao Atlético de Madri e atualmente está no clube londrino depois de voltar do empréstimo. 

 Martine Grael

Foto: Fred Hoffmann/ CBVela

Filha de Torben e sobrinha de Lars Grael, Martine tem no sangue a herança da vela brasileira. Com apenas 24 anos, ela já é campeã mundial da classe 49er FX e vice-campeã panamericana ao lado de Kahena Kunze, que curiosamente é filha de um campeão mundial de vela também, Claudio Kunze. O pai de Martine, Torben, competiu em nada menos que cinco jogos olímpicos seguidos. Ganhou dois ouros e dois bronzes na classe Star e uma prata na Soling. Foi também tetracampeão mundial em 78, 83, 87 e 90, pelas classes Star e Snipe. Martine é uma das esperanças de medalhas para o Brasil nos Jogos Olímpicos esse ano e o pai, Torben, se aposentou das Olimpíadas, disputando apenas algumas provas da chamada Vela Oceânica. 

Max Verstappen

Foto via F1

O garoto revelação da Fórmula 1, Max Verstappen, tem familiares sobrando como inspiração para ter seguido a carreira de piloto. Começando pelo pai, Jos Verstappen, que esteve durante oito temporadas na Fórmula 1 e teve passagem discreta, mais famoso pelos acidentes que causava do que pela qualidade da direção. A mãe de Max, Sophie Kumpen, correu de Kart quando mais jovem. O tio do garoto, Anthony Kumpen, correu no turismo temporadas FIA GT e disputou as 24 Horas de Le Mans. E o avô do menino, Paul Kumpen, competiu em provas de endurance. Ou seja, não faltaram corridas para Max assistir e se inspirar nos parentes. Tanto que aos 17 anos já foi para a Fórmula 1 e deu conta do recado na Toro Rosso. 

Lembrou de algum exemplo de filhos de atletas que não colocamos aqui? Deixe nos comentários que faremos outro post com mais exemplos de herança esportiva. 

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quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Trocando de Esporte



Salve Salve Nerds!


Já falamos aqui de várias histórias do esporte, de superação, desafios, títulos e tantas outras coisas. Hoje, falaremos de atletas que não se contentaram em praticar e serem profissionais em apenas um esporte, quiseram insistir em algo mais. São vários os exemplos, vamos citar aqui alguns e deveremos fazer uma segunda parte semana que vem com os restantes. 

Barthez:

Fabien Barthez foi goleiro de futebol de 1990 até 2007, com passagens memoráveis pelo Mônaco, Olympique de Marselle, Manchester United e seleção francesa, onde foi campeão mundial em 1998. Mas, além de toda essa vida nos gramados, Barthez resolveu se aventurar no automobilismo. O francês se aventurou na classe amadora da FIA GT Series, que é o campeonato mundial de carros de turismo. Como piloto não foi tão brilhante, mas foi campeão do campeonato francês de turismo em 2008. 



Michael Jordan:

Michael Jordan é o maior jogador de basquete da história, com um talento e técnica impressionantes. Ganhou dois títulos olímpicos e seis NBAs. Quando estava no auge, em 1992, resolveu se aventurar no beisebol, que era o sonho do recém-falecido pai do jogador. Jordan jogou no Birminghan Barons, uma equipe da liga menor de beisebol que era afiliada do Chicago White Sox. O jogador não teve um grande aproveitamento e acabou voltando para o basquete em 1995. 


Falcão:

O maior atleta da história do futsal, Falcão, já deixou as quadras para praticar outro esporte. No ano de 2005, ele foi contratado pelo São Paulo para defender o time nos gramados. O jogador ficou por alguns meses no time e até foi relacionado para a disputa da Libertadores do mesmo ano, porém com problemas de adaptação e com o treinador Emerson Leão, Falcão resolveu voltar ao futsal. 

Foto: Paulo Pinto/AE


Marion Jones:

A americana Marion Jones foi uma das maiores corredoras da história, com recordes nos 100 metros rasos e conquista de três ouros e dois bronzes nas Olimpíadas de 2000. Porém, em 2007, Marion revelou ter usado esteróides para aumentar o desempenho nas pistas, o que lhe custou as medalhas e o banimento do atletismo. Fora do atletismo, Jones tentou carreira no basquete, chegando a disputar duas temporadas da WNBA pelo Tulsa Schock, sendo dispensada. 

Foto: Sue Ogrocki/AP

Alessandro Zanardi:

Alessandro Zanardi foi piloto, com passagem pela Fórmula 1 e dois títulos na Fórmula Indy. Em uma prova da Indy, em Lausitz, ele sofreu um gravíssimo acidente, que quase lhe custou a vida e infelizmente a perda das duas pernas. Com um carro especial, chegou a disputar categorias de turismo, porém realmente se reencontrou no esporte no ciclismo. Nas paraolimpíadas de 2012, em Londres, Zanardi foi campeão na prova de contrarrelógio. Ele agora planeja vir ao Rio para buscar o bicampeonato e não planeja abandonar o ciclismo, mesmo com propostas de volta para as pistas. 





Semana que vem voltaremos com a segunda parte do post, mais cinco atletas que resolveram mudar de esporte. Vote no Nerd Esporte no prêmio Top Blog 2015. Na edição 2013/2014 ficamos entre os 100 melhores blogs de esporte do Brasil. Portanto, pedimos a sua ajuda para conseguirmos um bom resultado novamente. 

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quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Gonchi



Salve Salve Nerds!





Hoje falaremos de um piloto que não foi campeão de nenhuma das principais categorias do automobilismo, mas que fez história e marcou muitos pilotos e envolvidos por onde ele correu. Traremos a história do piloto Gonzalo Rodriguez, apelidado de Gonchi, que recentemente teve um documentário lançado no Netflix sobre a sua vida nas pistas.

Gonzalo nasceu no Uruguai, em 1972, na cidade de Montevidéu. Desde novo, Gonchi gostava de velocidade, muito por influência do pai, que foi piloto também. Tentou o motociclismo por alguns anos, mas seguiu para o Kart com 13 anos. Venceu o campeonato uruguaio de Kart por três vezes, em 1985, 86 e 89. Em 1988 foi para o mundial de Kart, tendo feito a melhor volta da prova e sendo destaque, porém abandonou com problemas. Nessa mesma prova estavam Rubens Barrichello, David Coulthard e Giancarlo Fisichella, todos futuros pilotos da Fórmula 1.

Ainda no Uruguai, correu na Fórmula 4 uruguaia por algumas provas, vencendo duas e ficando em segundo em outras duas. Passou pela Fórmula 3 sul-americana e pelo campeonato uruguaio de turismo, onde foi campeão em 1991, igualando o feito do próprio pai, que havia sido campeão. Em 1992, foi para a Espanha buscando crescer na carreira pela Europa. Fez algumas provas e depois já estreou na Fórmula Renault, ficando em terceiro lugar com uma vitória. Gonchi era um tanto arrojado, então se envolvia em muitos acidentes, o que prejudicava resultados melhores. Era um Maldonado gente boa.

Andou ainda mais uma temporada na Fórmula Renault, ficando em terceiro novamente, e andou na Fórmula 3, no GP de Macau, o qual vários pilotos de várias categorias corriam, inclusive da Fórmula 1, mas não foi tão bem e até causou um acidente. Na F-3, sua glória ocorreu em Silverstone, quando venceu brilhantemente a corrida. Não conseguiu melhores resultados e em 1997 se encaminhou para a F-3000 europeia.

Sorrisão

Correu um ano em uma equipe menor e não teve boas corridas. Em 1998, foi para a Astromega, uma equipe maior, onde ganhou em Mônaco com grande vantagem sobre o segundo colocado. Ganhou também em Spa-Francorchamps e Nurburgring, os outros circuitos da F1 na F-3000. Brigou pelo título com Nick Heidfeld, futuro F1, e Jason Watt.

Entre a Fórmula 1 e a CART, atual Indy, Gonzalo acabou recebendo antes a proposta da Penske para correr nos Estados Unidos duas provas. Teve dificuldades com o carro, para se adaptar, mas conseguiu um décimo segundo lugar e marcou um ponto na etapa de Belle Isle. Para a etapa seguinte, corrida em Laguna Seca. Desde os primeiros treinos, Gonchi reclamava dos freios e inclusive quase bateu em uma curva por falha deles. No treino de sábado, quando ia fazer a curva "Corkscrew", Gonchi não conseguiu controlar o carro sem freio e com o acelerador travado, escapando da pista, subindo um barranco e capotando violentamente. O carro terminou de cabeça para baixo e Gonchi não resistiu aos impactos do acidente na coluna, morrendo na hora.

A comoção foi enorme no Uruguai, com milhares de pessoas seguindo o carro fúnebre por Montevidéu. Ali morria a esperança uruguaia de sucesso novamente no automobilismo.

Documentário:

Gonzalo e a irmã, Nana -  Foto via gonzalorodriguez.org


O documentário sobre Gonzalo Rodriguez é incrível. Os familiares e amigos de infância dele relatam desde o começo de sua carreira até a sua morte, de como ele era muito alegre. A irmã e um amigo próximo são os que mais falam. A alegria de Gonchi era contagiante, até porque o sorriso dele era quase sempre presente.

Vários pilotos e dirigentes também participam, como Hélio Castroneves, que correu com Gonchi em algumas das categorias de base e na CART. Juan Pablo Montoya, um dos grandes amigos dele, também comenta por várias ocasiões. Ele havia pedido para que aparecesse outro piloto de ponta na CART, que andava um tanto carente de pilotos habilidosos, sendo assim que Gonchi foi chamado.
Uma triste coincidência é que Justin Wilson, falecido recentemente em uma prova da Indy, também aparece falando, e sobre o acidente.

Charlie Whiting, diretor de provas da Fórmula 1, também falou sobre Gonchi e de um episódio dos mais divertidos. No final do ano na Fórmula 3000, Gonchi foi premiado com um boné especial de piloto mais vezes advertido pelos comissários de prova. Ele fez piada e levou na brincadeira a premiação extra.
Christian Horner, que era piloto na época, também fala do estilo de corrida do uruguaio e do quanto ele marcou quem estava a sua volta com o carisma que tinha. E o próprio Gonchi aparece com falas de entrevistas, desde o começo, no Uruguai, até a CART, um dia antes do falecimento.

Enfim, é um belo documentário, que está disponível no Netflix e acredito que em breve deverá estar a venda. Confira o trailer abaixo:





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segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Combo de Final de Semana



Salve Salve Nerds!

Está de volta (pela primeira vez no ano) mais um.... Combo de Final de Semana!

Iniciamos os trabalhos com o UFC on Fox 14. No evento organizado na Suécia, a luta principal foi entre o americano Anthony Johnson e  o sueco Alexander Gustafsson. E o fator casa pouco ajudou para Gustafsson, que apanhou muito de Johnson e perdeu por nocaute técnico ainda no primeiro round da luta. Com a vitória, Johnson é o próximo a desafiar John Jones caso não ocorram mudanças de calendário com o recente caso de doping de Jones. O relato completo desta e das outras lutas do evento você confere no post do Arthur AQUI.








Seguimos os trabalhos para falar do Aberto da Austrália de Tênis, o Australian Open para os íntimos ou falantes da língua inglesa. Vamos para alguns resultados das oitavas de final do torneio. Novak Djokovic teve dificuldades para passar por Gilles Muller, de Luxemburgo. O sérvio número 1 do ranking da ATP venceu o primeiro set por 6/4 e os dois seguintes por 7/5, com muito equilíbrio até que Djokovic mostrasse toda a sua força e talento para fechar o jogo após os empates em 5/5 nos sets. 
O atual campeão do torneio, Stanislas Wawrinka, teve muito trabalho para eliminar o espanhol Guillermo Garcia-Lopez. O suíço venceu por 7/6, 6/4, 4/6 e 7/6 de novo. Quem teve facilidade foi Rafael Nadal, que passou pelo sul-africano Kevin Anderson em parciais de 7/6, 6/1 e 6/4. 
Nas duplas, o brasileiro Marcelo Melo e sua dupla Ivan Dodig, da Croácia, fizeram história e pela primeira vez passaram para as quartas de final do Australian Open. A dupla começou perdendo para Jamie Murray e John Peers por 6/7, para virarem o placar com parciais de 6/2 e 6/4. 
No feminino, Serena Williams venceu a espanhola Garbine Muguruza por 2 sets a 1, apenas com dificuldade no primeiro, que perdeu por 6/2, mas virou com 6/3 e 6/2. Victoria Azarenka, outra favorita, acabou perdendo para Dominika Cibulkova por 2 sets a 1, parciais de 6/2, 3/6 e 6/3. Quem passeou até agora foi Maria Sharapova, que passou pela não tão boa tenista Shuai Peng, da China, por 2 sets a 0, 6/3 e 6/0, o famoso pneu. 
Revelação do torneio, a canadense e bela Eugenie Bouchard suou um pouco para eliminar a romena Irina Camelia-Begu por 2 sets a 1, parciais de 6/1, 5/7 e 6/2. Ela agora faz o duelo das musas contra Sharapova. 
Esse é um resumo bem superficial dos jogos do final de semana, para mais detalhes confira AQUI.

Das quadras para os campos, onde o futebol vai voltando antes dos estaduais. Pela Copa São Paulo de Futebol Júnior, decisão entre Corinthians e Botafogo de Ribeirão Preto. O jogo foi equilibrado e com chances não muito claras, com maior posse de bola do timão do que do time do interior paulista. E em falha do goleiro Talles no chute de Maycon, com uma bela caçada de borboletas do arqueiro, o timão fez o gol do título. Esse é o nono título do Corinthians na Copa São Paulo, sendo que o time ainda venceu em dezembro o Brasileiro sub-20 e ano passado o Campeonato Paulista também. Vejamo se revelações da equipe serão aproveitadas no time principal, já que revelar jogadores é o propósito maior da Copinha. 
Abaixo o frango do goleiro:


Falando dos profissionais, na Arena da Amazônia o Flamengo venceu o São Paulo na decisão do Torneio de Manaus. O jogo foi bem ruim e com poucas chances criadas pelas equipes, além do fato de as chances ainda serem desperdiçadas pelos atacantes. E foi um zagueiro que tirou o jogo do zero a zero. Samir apareceu na área e fez um belo gol, o gol do "título' flamenguista diante dos tricolores. Confira abaixo o gol:


No Estádio Olímpico Regional, o Colosso do Oeste, o templo do esporte, o FC Cascavel recebeu o Grêmio para mais um amistoso de pré-temporada. O tricolor gaúcho não jogava na cidade haviam mais de 30 anos. O jogo começou equilibrado e com chances criadas nos dois lados. Os gaúchos não conseguiam se impor e fazer a bola chegar nos atacantes Barcos e Marcelo Moreno. Até que no meio da primeira etapa começou a chuva, que prejudicou mais ainda o jogo. No final da primeira etapa, Marquinhos cortou o zagueiro gremista e acertou um chutaço, no ângulo, com a perna direita, sendo que ele é canhoto, sem chances para Marcelo Grohe, 1 a 0 Cascavel. No segundo tempo a chuva diminuiu e o Grêmio foi pra cima, mas conseguiu o empate apenas com uma ajuda forte do bandeirinha. Impedido, Lucas Coelho fez o gol de empate, mas o bandeirinha não percebeu a irregularidade e o lance seguiu. Final 1 a 1. 
Veja os gols:



Em mais um jogo no Brasil, o Shakhtar Donetsk encarou desta vez o Cruzeiro. E o time ucraniano não conseguiu segurar a vitória após abrir o placar com Alex Teixeira, vendo o time celeste empatar o jogo em 1 a 1 com gol do jovem Judivan. Confira os gols:


Para fechar, tivemos o começo do campeonato "americano" de Endurance, a United SportsCar. Ficou entre aspas "americano" porque participam pilotos do mundo inteiro e não é tão restrito como a Nascar, que privilegia o público local praticamente. E se a fase não foi das melhores na Fórmula Indy, Tony Kanaan comemorou a vitória do seu carro nas 24 Horas de Daytona. O carro do brasileiro ainda tinha como pilotos Scott Dixon, também da Indy e parceiro de Kanaan lá, e da Nascar Jamie McMurray e Kyle Larsson. A equipe dominou a prova e teve mais trabalho com um Safety Car que saiu restando oito voltas e que colocou em disputa Scott Dixon e Sebastian Bourdais. Mas, Dixon administrou bem e levou o carro para a bandeirada em primeiro lugar. Bourdais tinha dois brasileiros como parceiros de time: Christian Fittipaldi e João Barbosa. Em terceiro ficou a equipe de Ricy  e Jordan Taylor. Maiores informações da prova e dos outros brasileiros que participaram dela você confere AQUI. 



Até mais!

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Youtube Esportes



Salve Salve Nerds!



Você já deve ter acessado o youtube alguma vez e tentado procurar um conteúdo diferente para assistir com relação ao esporte, mas nem sempre encontrou algo diferente do normal que é exibido na televisão. Por isso, tentaremos trazer algumas dicas de canais no maior site de vídeos do mundo que possam lhe agradar.

Desimpedidos:


É o canal ao qual sempre colocamos os gols da rodada do Campeonato Brasileiro. Além das narrações do narrador virtual do Google, o Desimpedidos trás ainda um vídeo semanal com Felipe Andreolli falando de lances futebolísticos, sejam melhores gols de bicicletas até faltas mais fortes cometidas. Há também um tutorial de futebol freestyle, recentemente vídeos do Partido da Zueira, com candidatos do universo futebolístico concorrendo às eleições. No sábado há um vídeo onde os editores e apresentadores dos vídeos da semana comentam a repercussão deles e o resumo do brasileirão. Confira abaixo um dos vídeos com Felipe Andreoli:




Acelerados:


Falamos agora de automobilismo, com um canal recentemente criado mas que já tem vários vídeos muito bons e bem produzidos. Este é o Acelerados, um canal que testa carros com Rubens Barrichello e conversa com Luciano Burti sobre os automóveis que ele usava no dia a dia. Além disso, há especiais falando de histórias até então esquecidas do automobilismo brasileiro e desafios para testar pilotos e máquinas. Veja a história do campeão do antigo Campeonato Brasileiro de Marcas de 1992 no vídeo:



Falha de Cobertura:


Outro canal que fala sobre futebol, o Falha de Cobertura trás análises de jogos no futebol nacional e internacional, porém com bom humor e com apresentadores personagens, que dão o tom humorístico e falam do futebol de uma maneira diferente, não tão séria mas ao mesmo tempo não esquecendo de falar dos resultados e destaques da rodada. Vale a pena conferir e se divertir com as piadas e trapalhadas dos apresentadores:





Há também os canais oficiais de várias categorias, que disponibilizam ao menos os melhores momentos de partidas e campeonatos. Começamos com o dos Jogos Olímpicos ,que trazem os destaques das últimas competições que organizam, sejam Jogos de Inverno, Verão, Universitários e etc. Há também especiais produzidos sobre competições mais antigas realizadas pelo Comitê Olímpico.




A NBA também conta com seu espaço no youtube, lá coloca os melhores lances das temporadas, os melhores lances por equipes na temporada, homenagens a atletas aposentados, entrevistas e muito mais. Para você que é fã da maior liga de basquete do mundo é uma boa oportunidade de matar a saudade na inter temporada:




O Baseball é pouco difundido no Brasil, porém em outros países é um esporte muito popular e que atrai muitos fãs. No canal da Major League Baseball é possível, além de ver lances de atletas e equipes, acompanhar hangouts e conversas mais descontraídas sobre o esporte, algo pouco visto e feito por grandes entidades do esporte. Confira:



Como são muitas categorias e devemos provavelmente ter esquecido de canais que difundem o esporte, deverá haver um post semana que vem acrescentando mais dicas. Portanto, se você conhece algum canal que não foi citado, seja um canal normal ou oficial de uma categoria poderá nos responder nos comentários ou nerdesporte@gmail.com


Até mais!

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Vídeos da Semana



Salve Salve Nerds!



Chegamos com os principais vídeos da semana relacionados ao esporte, aqui, para nossa alegria. Começamos mostrando uma corrida normal, tudo correndo bem, pilotos brigando por posição, até que um deles utiliza de um artifício nada esportivo, digamos, confira:
Assista a partir de 44 segundos




Novak Djokovic estava concedendo uma entrevista coletiva durante o US Open, até que resolveu chamar um novo talento da música, uma menina de 9 anos que ele conheceu e deu a chance de ela cantar uma música. Veja se ela não tem futuro na música:




Se no Brasil temos Galvão Bueno ou mesmo Silvio Luiz com seu estilo irreverente de narrar, o que dizer deste narrador italiano? Veja a reação de Tiziano Crudeli ao gol do Milan, marcado por Honda:



Agora, vamos conhecer o Deivid da Bundesliga, o cara que consegue perder gols inacreditáveis tão claros quanto o mestre dessa arte. Na escala de gols perdidos, de 0 a 10, ele chega a 9.9999. Veja abaixo para confirmar o que estamos dizendo sobre o Deivid belga, Bernard Malanda:



O vídeo é do começo do ano, mas vale a pena conferir esses jogos esportivos que foram falados no Canal Nostalgia. Entre eles estão o Top Gear e International Super Star Soccer!


Não deixe de compartilhar este e outros posts do Nerd Esporte, isso nos ajuda muito na divulgação do nosso trabalho e faz o blog cada vez melhor. Obrigado!

Até mais!

terça-feira, 27 de maio de 2014

Vídeos da Semana



Salve Salve Nerds!



Novamente estamos aqui, agora trazendo os principais e mais marcantes vídeos da semana. Começamos com a Copa do Mundo em Lego. Já falamos aqui destas produções cinematográficas de momentos marcantes da maior competição do futebol retratados em lego. O canal Brick Sports publicou ontem mais montagens com direito a um gol histórico do Brasil na Copa de 70. Na playlist também há a famosa briga entre Zidane e Materazzi. Veja abaixo:



Seguimos agora com um comercial argentino para a Copa do Mundo deste ano. Aquela empresa de refrigerantes resolveu comparar as fases da vida com as partes do jogo de futebol, além da tradicional paixão argentina pelo esporte. Confira no replay:



O Impedimento selecionou outros comerciais sul-americanos feitos para a Copa do Mundo, que você confere AQUI.

Fechamos agora com uma trapalhada que poderia ter custado vidas. Antes de uma prova da Fórmula Renault, estava na pista um caminhão guincho, retirando um carro de outra categoria que estava ali batido. No mesmo momento, estava iniciando-se a corrida da Fórmula Renault 2.0. Veja o que quase aconteceu abaixo:





Até mais!

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Animes Esportivos Parte 2



Salve Salve nerds!

Estamos de volta, agora com a segunda parte dos Animes Esportivos! Uma produção de Diego Leds, e publicada por nós aqui. Caso queira ver a parte 1 com mais animes clique AQUI. Se você já conferiu, veja agora mais animes dessa seleção de qualidade.

Dia no Ace
Um anime sobre Baseball, conhecido também como Ace of Diamond, como sempre, um clichê de animes esportivos, Sawamura Eijun é jogador do clube de baseball do colégio, por ser um excelente jogador, ele é convidado a participar de uma escola de elite, aonde começa sua aventura.
É um anime novo, está sendo lançado novos episódios semanalmente, mas pelo que já percebi, é repleto de comédia e desafios, particularmente achei muito bom e estou acompanhando o anime, compensa até mesmo pra quem nem sabe o que é baseball.















Yowamushi Pedal
Um anime muito interessante, sobre ciclismo, de início, o personagem principal Sakamichi Onoda é um Otaku, que queria entrar para o clube de Anime do colégio, mas esse clube não existia mais, após um tempo então ele se junta com novos amigos em um clube de ciclismo.
O personagem é muito tímido no começo do anime, mas vai se desenvolvendo e se aprofundando cada vez mais no mundo das bicicletas, ele passa por um duro treinamento para competir e acaba por descobrir seu próprio talento na bicicleta. A história é bem divertida, porém ainda não assisti, mas já tive indicações sempre falando muito bem desse anime, ele está na lista de espera hehe.
É um anime bem recente e ainda está em lançamento, iniciou em Outubro desse ano, mas já tem alguns fansubs traduzindo ele.







Speed Racer
Este é um clássico dos clássicos, chamado de Mach Go Go Go no Japão, ficou conhecido no ocidente como Speed Racer, e passou na Televisão brasileira nos tempos antigos. Trata-se de um anime de corridas, aonde o personagem principal, o Speed, dirige o carro criado por seu pai, chamado Mach 5, que é um carro fodástico.
O anime é antigo, dos anos 60, mas é muito divertido, fez parte da minha infância,  as corridas eram emocionantes, mas irreais, pistas em penhascos, montanhas, florestas e todos os locais inimagináveis para se fazer uma corrida, já o Mach 5, era equipado com botões no volante, que acionavam certas parafernálias, como por exemplo: pular, cortar arvores, correr embaixo d’água entre outras coisas bizarras.
A trama também é emocionante Speed participa de um campeonato de corridas, aonde os outros pilotos são bastante peculiares, inclusive um em especial, o Corredor X, que sempre ajuda Speed em momentos de tensão, ele usa uma máscara e possui um grande segredo em relação a Speed. O anime ficou mundialmente conhecido devido a ótima trilha sonora que foi introduzida pelos americanos, e por ser transmitido em TV aberta. Além dos vários episódios, recentemente foi lançado um filme em Live Action sobre Speed Racer, não gostei muito do filme, mas o anime é excelente!








Ring ni Kakero
Quem não gostaria de ver Seiya de Pégaso e seus companheiros em um anime de boxe? Bom, não são Saiya e seus amigos propriamente dita, mas como a obra é do mesmo autor,  não tem como não notar a semelhança entre os personagens de ambos os animes!
Enfim, Ryuuji Takane que é a cara do Seiya, é um jovem boxeador que com sua força de vontade e coragem, sonha em se tornar um campeão no mundo do boxe. Um anime repleto de esperança, perseverança, coragem, amizade e vitória! Temas bem característicos do autor Masami Kuramada.
Durante sua jornada, ele conhece novos amigos, que se assemelham muito aos outros personagens de Saint Seiya hahaha, enfim, fora esse fato, que torna o anime meio estranho, ele é bem divertido e emocionante, com lutas épicas e cenas de arrepiar, é meio complicado achar Ring ni Kakero legendado, mas pra quem conseguir, manda um salve aí.











Músculo Total
Seu nome original é Kinnikuman, mas os brasileiros sempre tem um jeitinho de ferrar com as coisas ehehe, enfim, Músculo Total conta a história de um Super Herói bem desajeitado que descobre ser o príncipe perdido do Planeta Músculo, Planeta esta conhecido por ‘produzir’ os maiores Super Heróis do Universo.
Ele entra então em várias competições de luta livre para provar ser merecedor do título de príncipe. O anime é quase como uma espécie bizarra de Dragon Ball segundo o João, ele não é bem voltado ao esporte, é mais voltado a toda essa questão de Super Herói e galáxias, porém como suas lutas são resolvidas em ringues de luta livre, podemos considerar um anime de esporte.
A versão oriental é bem divertida, lutas bem humorísticas e combates eletrizantes, na versão dublada tudo isso deixa um pouco a desejar, pois foram utilizadas várias expressões e falas toscas, pra fazer o anime ser mais infantil, até a música de abertura versão brasileira ficou tosca, enfim, o anime é maneiro, apesar de antigo vale a pena assistir, a versão japonesa.







Super Campeões
Esse foi o clássico dos clássicos da infância, o nome original é Captain  Tsubasa, mas todo mundo por aqui conhece por Super Campeões mesmo. Bom, o anime teve 3 ‘versões’ diferentes, mas ambas com a mesma história, a jornada do garoto Oliver Tsubasa que amava o futebol.
Tsubasa era apaixonado por futebol, e conheceu muitos amigos na escola, todos jogadores também,  o anime conta toda a carreira dele, desde a infância, até os momentos de glória com a camisa 10 da seleção do Japão. O anime é bem caracterizado por seus movimentos de futebol dinâmico e repletos de ações fantasiosas, a série também mostra a amizade e a rivalidade de Tsubasa e seus companheiros.
A última versão de Super Campeões, chamada de Road to 2002 tem gráficos superiores as outras versões, e menos episódios, quase como um resumo, uma diferença é que os times são não licenciados, por exemplo, no ‘original’ tinha o São Paulo, já no 2002 o time se chamava Brancos, mas isso não interfere em nada, as partidas são todas emocionantes, e os chutes todos bizarros, cada personagem tem suas técnicas e personalidades, o meu favorito sempre foi o Wakabayashi, super goleiro do Japão.
Super Campeões foi um marco na história da garotada, principalmente porque passou na TV dublado,  com certeza um dos mais populares animes de esporte de sempre.










Conteúdo: Diego Leds
Edição: Nerd Esporte

Até mais!

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Animes Esportivos




Salve Salve nerds!

Estamos aqui para um post especial, e com participação especial. Recebemos para essa série de duas postagens o nosso amigo Diego Leds! Como eu não entendo bulhufas de animes e toda essa cultura japonesa, resolvi contar com os serviços do Diego, um entendedor pleno de animes, e que vai recomendar nesses posts vários animes esportivos para você que curte ou é otaku. Serão animes bem conhecidos do público brasileiro, e outros verdadeiros achados de nosso especialista. Confira:

Area no Kishi
Também conhecido como The Knigth in the Area, é um dos mais bonitos animes de futebol que eu já assisti, tem uma história muito emocionante, confesso que derrubei umas lágrimas em alguns episódios. A história conta sobre a vida de dois irmãos que amam o futebol, Kakeru Aizawa e seu irmão mais velho Suguru Aizawa, Suguro era considerado um prodígio do futebol, fazia parte da seleção Sub-15 do Japão. Por outro lado, seu irmão mais novo Kakeru havia encerrado sua carreira como atacante após uma experiência traumática que o impedia de chutar com sua perna boa.  Suguru sempre dizia que Kakeru possuía um coração fraco, e por isso havia desistido de jogar.
Em um dia, ambos estavam conversando na rua e quando Suguru ia falar algo importante, uma tragédia acontece, após as ocorrências, Kakeru volta a jogar futebol em busca de se tornar o cavaleiro perfeito da grande área. Kakeru conhece novos amigos, alguns que eram companheiros e rivais de seu irmão.
Porém coisas misteriosas acontecem com Kakeru em momentos de desespero, vale a pena conferir. É um anime muito maneiro, mas que infelizmente ainda não teve final, terminou a primeira temporada, e estamos na torcida para que seja lançada logo a segunda temporada!














Hajime no Ippo
Anime muito divertido e emocionante sobre o mundo do Boxe, conta a história de Ippo Makunouchi, um garoto que sofria Bullying na escola, até que um dia um super lutador o encontra e o salva, impressionado com a força desse homem, Ippo pede para que ele o treine, então ele o leva para a sua academia para ajudá-lo a ser um lutador, esse homem não é ninguém mais, ninguém menos que Mamoru Takamura, um campeão extremamente forte e bem bobão também.
Ippo conhece novos amigos na academia e torna-se então um boxeador,  cada membro da academia tem seus próprios objetivos, o que deixa a trama ainda mais divertida e emocionante, mas o objetivo de todos é claro, é serem campeões em suas categorias. Ippo também arruma novos amigos nos ringues, e é claro, vários rivais.
Hajime no Ippo é uma história de muita superação e esforço, esse anime me deu um grande apoio quando eu treinava Muay Thai, pois os golpes que aparecem no anime são na grande maioria, golpes verdadeiros, então da pra tirar um bom proveito, além claro do enorme drama presente na história. Já foram lançadas duas temporadas e alguns Ovas extras, e atualmente está sendo exibida no Japão a terceira temporada, fiquem ligados!










Capeta
Capeta, diferentemente do que se imagina, é um anime sobre automobilismo, conta a história de Taira Capeta, um garoto de 10 anos que sempre vivia entediado, até o dia em que seu pai resolveu fazer um Kart com sucata para o menino brincar. O garoto logo se empolga e acaba se tornando um excelente piloto, durante sua jornada, Capeta faz amizades mas vê em um garoto em particular, um grande rival, e segue durante todo o anime a busca por derrotar esse outro garoto.
A aventura começa no Kart, porém outras categorias de automobilismo são mostradas durante o anime, inclusive a categoria principal, a Fórmula 1, aonde em alguns episódios além de carros famosos, ainda são citados nomes de pilotos mitológicos.
Taira Capeta, apesar das dificuldades financeiras de sua família, nunca desistiu do seu sonho, e em uma série repleta de emoções, é um prato cheio pra quem é fã de automobilismo.










The Prince of Tennis
Como o próprio nome sugere é um anime sobre tênis, conta os acontecimentos de uma escola famosa por seu clube de tênis e seus talentosos jogadores. O enredo começa quando Echizen Ryoma se transfere para esta escola e começa a se destacar no esporte, após derrotar vários veteranos do clube.
O objetivo principal do anime é fazer a escola Seigaku vencer o Torneio Nacional de Tênis das Escolas Secundárias, os membros do clube de tênis da escola são os personagens principais da trama, enfrentam diversas outras escolas em partidas épicas, fazem novas amizades e muito mais.
Não cheguei a acompanhar toda a série ainda, mas com certeza está na lista, pois os poucos episódios que eu vi foram bem empolgantes, personagens carismáticos e partidas eletrizantes, se não me engano a série já está em sua 7ª temporada! O anime tornou-se tão popular no Japão que virou até filme em live action.










Slam Dunk
Um anime sobre basquete, série de muito sucesso e uma das melhores sobre o tema, a história é sobre Sakuragi Hanamichi, um aluno do primeiro ano do colegial que se apaixona por uma garota que adora basquete, Sakuragi entra então no time do colégio para conquistar a garota.
Um anime que exibe muita lição de moral com determinação e perseverança, porém com várias cenas de comédia, ação e romance. O objetivo principal, assim como na maioria dos animes de esporte, é conquistar o titulo nacional. Se pra quem não gosta muito de basquete, esse anime já é excelente, imagina pra quem é fã do esporte então, vale muito a pena, são 178 episódios além de alguns extras.













Eyeshield 21
Eyeshield é um anime sobre Futebol Americano, a história gira em torno de um garoto chamado Sena Kobayakawa que era forçado a nas partidas do seu time um capacete com viseira verde, para esconder suas feições e ainda usar um pseudonome, Eyeshield 21.
É um anime com traços muito bonitos e a história é muito boa também, repleta de dramas e comédias. Os personagens tem características próprias bem marcantes e é impossível não simpatizar com a maioria deles.
É um anime que não ficou muito conhecido no Brasil, pelo fato do esporte não ser muito praticado por aqui, mas é um anime emocionante que vale a pena ser visto na integra,  são 145 episódios e mais dois extras.










Segunda parte virá semana que vem!


Conteúdo: Diego Leds
Edição: Nerd Esporte

Até mais!
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