quarta-feira, 24 de agosto de 2016

A diferença financeira entre gêneros no esporte



Salve Salve Nerds!



Antes de começarmos, gostaríamos de agradecer as mulheres que contatamos para lerem o texto antes de ser publicado e nos ajudarem a corrigir possíveis falhas que poderiam vir a existir na interpretação dos fatos e do contexto feminino no esporte. Também pedimos perdão pelo tamanho do post, mas acreditamos que o tema é mais do que válido como justificativa.

Um assunto que vem entrando em pauta com bastante frequência, até pela importância, é a diferença de valores que atletas mulheres recebem a menos que os homens no esporte. São várias as razões para que isso aconteça e iremos explanar um pouco disso aqui e alguns pontos que ressaltam essa diferença. 

No esporte, a participação feminina foi deixada de lado por muitos anos, pois para muitos essa prática era exclusivamente masculina e deveria seguir assim. Na primeira edição dos Jogos Olímpicos, em 1896, nenhuma mulher participou. Na segunda edição, em 1900, apenas 22 mulheres estiveram, contra 975 homens. O Brasil teve uma mulher representando o país pela primeira vez nos jogos de 1932, com a nadadora Maria Lenk. 


Charlotte Cooper, a primeira campeã olímpica da história. Campeã no tênis nas duplas mistas e no individual em 1900


Mesmo hoje, a cobertura esportiva trata de maneira diferente homens e mulheres. Seja abordando as mulheres em quesitos estéticos ao invés de esportivos ou mesmo na quantidade de matérias e produções do esporte feminino. Pesquisa realizada em 108 países mostrou que apenas 11% das notícias esportivas produzidas são sobre as mulheres. Na Espanha, esse número cai para apenas 6%. Por lá, as atuais campeãs espanholas, do Athletic Bilbao, tiveram uma entrevista coletiva cancelada, pois nenhum jornalista estava presente para entrevistar.





 Diferença de valores

Alguns esportes, como o Tênis e atletismo, já contam com premiações de títulos, principalmente, e salários iguais aos homens. No entanto, o restante conta com valores bem desiguais. No basquete, a WNBA paga um valor mínimo de 39 mil dólares para uma atleta e os maiores salários são em torno de 109 mil dólares. Já a NBA paga aos homens um mínimo de 509 mil dólares e os maiores salários passam de 20 milhões anuais.

No golfe, a líder do ranking mundial, a neozelandesa Lydia Ko, ganhou 2,8 milhões de dólares em prêmios no último ano. Jordan Spieth, líder no masculino, ganhou cerca de 12 milhões, mais que o quádruplo.

Entre os 10 eventos que mais pagam em premiações, em nenhum deles há a presença de mulheres, como mostra a imagem abaixo:



Mesmo se formos ver a lista dos atletas mais bem pagos do mundo de 2015, entre os 15 que mais receberam em patrocínios há apenas uma mulher. Maria Sharapova estava em décimo segundo lugar e recebeu 23 milhões de dólares em patrocínios. O líder em dinheiro recebido foi Roger Federer, com 58 milhões de dólares.

Nos valores totais recebidos, quem lidera entre os homens é Cristiano Ronaldo, somando salários e patrocínio um total de 88 milhões de dólares. Messi vem em segundo com 81,4 milhões e LeBron James em terceiro com 77,2 milhões.

Serena Williams é a mulher com mais rendimentos de 2016, com 28,9 milhões de dólares. Maria Sharapova vem em segundo com 21,9 milhões e Ronda Rousey em terceiro, com 14 milhões. Vemos que, mesmo somando os rendimentos das três atletas, não chega a ser o terceiro lugar da lista masculina. 

Há todo um contexto em que o esporte masculino está e que em alguns aspectos poderia justificar a diferença salarial e de patrocínios. A visibilidade nos canais de TV, na internet e outros meios ainda é maior. O esporte feminino infelizmente não é visto como de mesma qualidade, como produto e tecnicamente, que o masculino. Os veículos e patrocinadores não valorizam da mesma maneira que um esporte praticado por homens seria valorizado. Mesmo as coberturas dos esportes com presença feminina são aquém das masculinas. Podemos ver nos portais de esportes que as notícias referentes às mulheres no esporte são minoria e mesmo alguns campeonatos tem pouca ou nenhuma cobertura da grande mídia. 

Se são atletas de alto nível em ambos os gêneros, deveria haver um tratamento mais igual por parte de quem financia o esporte. O público também acaba por afetar positiva ou negativamente a exposição do esporte feminino. No Vôlei, por exemplo, temos a exibição dos jogos na televisão e o público se faz presente nos ginásios para acompanhar os jogos. Não podemos dizer que é culpa do público o fato de as mulheres não terem espaço como atletas, mas as marcas acabam não trabalhando com pessoas, e sim com valores, sendo o esporte feminino um produto com menor valor financeiro ainda.

Mais informações sobre o jornalismo de gênero e sobre a diferença salarial entre homens e mulheres no esporte você pode conferir AQUI.

Investimentos no Futebol Feminino

No futebol, o esporte com maior exposição e que atrai mais praticantes no mundo, a realidade para as atletas começa a ficar mais favorável. Porém, a desigualdade de valores ainda é enorme. Nos Estados Unidos, onde o futebol feminino tem uma liga estruturada, os salários variam de 6 mil dólares anuais até pouco mais de 30 mil. Os seis mil estão abaixo da linha da pobreza federal americana, que é de 11,7 mil dólares anuais. 
O maior salário anual da NSWL, a Liga Americana Feminina de Futebol, equivale a meio por cento do salário de Kaká, que tem o maior salário da MLS, a Liga Americana de Futebol, mais de sete milhões de dólares. O menor salário recebido por um jogador da MLS é de 60 mil dólares, o dobro do maior salário da NSWL. Abaixo há uma tabela de um levantamento da Forbes, dos menores salários das principais ligas de esportes americanos e da NSWL:




Foi feito um breve levantamento de como andam as principais ligas de futebol feminino. Vale conferir AQUI o texto de como elas são organizadas e se estão funcionando bem.

No caso brasileiro, o futebol feminino começou com empolgação e criação de campeonatos nacionais, além do domínio de equipes brasileiras, como o São José, na Libertadores. Porém, os clubes acabavam por fechar os projetos por falta de dinheiro e patrocínios para manter essas equipes. Buscando uma solução que pudesse manter em atividade as jogadoras, principalmente as que fazem parte da seleção brasileira, seja ela de base ou a principal, a CBF decidiu criar uma seleção permanente.

Nessa seleção permanente, as atletas podem treinar na estrutura da CBF ou é facilitado pela confederação para que as jogadoras busquem equipes brasileiras para jogarem. Elas recebem um salário e podem assim viver definitivamente do futebol. Treinando e mostrando mais as suas qualidades, várias conseguem contratos com equipes de fora e assim seguem suas carreiras com mais solidez e definitivamente como profissionais do esporte.

Em entrevista para a ESPN, Marco Aurélio Cunha, que é o coordenador de futebol feminino da CBF, disse que a principal dificuldade para se ter um campeonato nacional sólido está na dificuldade financeira. Os clubes não conseguem arcar com as várias despesas, de viagem, materiais, hotéis e outros gastos e acabam deixando de participar das competições. Para isso, a CBF acaba por colocar menos datas de jogos no Campeonato Brasileiro para que os times possam disputar.

Ainda não há direitos de transmissão dos clubes ou mesmo da CBF, que cede para a TV Brasil e recentemente para o Sportv, que transmite alguns jogos. Valores que fazem muita diferença para as equipes masculinas, que recebem números astronômicos da Globo e agora do Esporte Interativo. A renda dos jogos, que poderia ser outra fonte de dinheiro, também é baixa. A média de público do futebol feminino ainda é baixa e assim dificulta esse tipo de arrecadação.

Quando vamos observar os gastos da CBF com as seleções em 2015, vemos também a diferença que existe. A equipe masculina principal recebeu em 2015 61 milhões de reais diretamente, enquanto a equipe feminina contou com 18 milhões. Valor menor do que o direcionado para as equipes de base nacionais, que é de 22 milhões. Há outros valores recebidos, como patrocínios e gastos conjuntos, porém podemos ver a diferença grandiosa no que é repassado.

Gastos da CBF com o futebol em 2014 e 2015 - Imagem: CBF


Ainda falta apoio, tanto por parte da CBF, de patrocinadores e do próprio torcedor do futebol feminino. Esse incentivo acaba acontecendo massivamente em grandes eventos, como pudemos ver durante as Olimpíadas, porém no dia a dia do esporte no país acabamos nos esquecendo disso. 

Temos que considerar o futebol feminino como uma modalidade mais nova e que está em crescimento. Mercadologicamente falando, não se pode esperar que o dinheiro recebido pelas equipes cresça repentinamente e que tudo melhore de um momento para o outro. Aos poucos, com apoio e desenvolvimento gradual, os resultados aparecerão. O interesse tem crescido mundialmente e já há mais times interessados em abrirem equipes femininas. Na Europa, vários dos grandes clubes espanhóis, ingleses e alemães já apostam nos times femininos. Aqui, Corinthians, Flamengo, Santos, Vitória e Vasco contam com um time disputando o campeonato brasileiro. O Flamengo é o atual campeão nacional.


Foto: AllSports/CBF


Para complementar os dados e as falas anteriores, trazemos uma análise da nossa amiga Mariana, sobre a situação do esporte feminino:

O problema acerca do esporte feminino não é de hoje e não vai acabar amanhã. Não importa o quanto enaltecemos as meninas do futebol durante as Olimpíadas, a situação de inferioridade é tão intrincada na nossa cultura quanto escovar os dentes. E por que isso? É apenas mais um resquício da sociedade machista e da sobreposição de um gênero sobre o outro. 

O esporte feminino profissional é recente, mas não por não existir mulheres com o desejo de treinar, mas porque a conquista feminina do espaço público é nova. A possibilidade de sair de casa, ter uma carreira e “mandar no nosso próprio nariz” - entre aspas, pois esse direito ainda não é unanime - não garantiu a apreciação do nosso trabalho. No momento que nos lançamos para o ambiente “masculino”, temos que provar o dobro, o triplo, 1000 vezes mais do que somos capazes para ter o mínimo de respeito. E qualquer escorregão é justificado pelo gênero e/ou total falta de talento. 

Como já foi dito, a conquista desse espaço público é recente e a massa ainda é majoritariamente conservadora. A mídia, que pauta para essa massa, é comandada pelos velhos bonachões multimilionários que não veem muita vantagem em exibir o talento das moças. Ela - mídia - se esconde na fraca justificativa de que o público - que já discutimos como conservador - não compraria a novidade, não seria capaz de se libertar das amarras do machismo e ver mais do que um par de pernas e um belo abdome no vôlei de praia. Afinal, é isso que interessa do esporte feminino: beleza, peitos e maternidade. Isso nos ridiculariza, nos coloca na posição de inferioridade que lutamos tanto para superar. Nos reduz à carne, à sobra, ao outro. 

E a cadeia desencadeada pelo menosprezo midiático é gigante. Há um impacto social, pois o público nunca poderá conhecer verdadeiramente o que temos para apresentar. Tem um impacto pessoal no momento que muitas meninas que pensam em uma carreira têm seus sonhos abalados. E há o impacto econômico, o mais imediato deles. 

As empresas e marcas que investem em esporte desejam exposição. Eles não colocam dinheiro em um bom atleta por serem bons samaritanos, mas porque querem ver 10 vezes dessa grana de volta em seus bolsos. Então, para quê investir em um esporte invisível? Para quê gastar com aquilo que nunca dará um retorno? Muitas esportistas excelentes desistem já no inicio da carreira por não terem patrocínio. E aquelas que já são consagradas, têm que manter outras fontes de renda pois é inviável se dedicar apenas ao esporte. Como é possível ver na pesquisa feita pelo Nerd Esporte, os números não mentem e a realidade é cruel. 

Nós temos a melhor jogadora de futebol do mundo e, ainda sim, estão ameaçando fechar a seleção permanente. Nem carteira assinada a CBF deu para as meninas. E a prova que elas receberiam igual carinho do torcedor que o grupo masculino veio durante as Olimpíadas. Mas - mais uma vez - bastou um escorregão para que a arte delas virasse inferior.  

Nós tratamos as mulheres como inferiores, logo elas não estão na TV. Quando estão, são tratadas como objetos. Quando não estão, não tem patrocínio. E sem patrocínio não tem oportunidade. Sem oportunidade, não tem esporte feminino. E sem esporte feminino…. Eu faço questão de usar as palavras da Marta e complementá-las; não desistam de nós, não deixem de apoiar o futebol feminino, não deixem de apoiar o nosso esporte, a gente precisa de vocês. 



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sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Podcast Nerd Esporte #11 - Rio 2016 - 1ª Semana



Salve Salve Nerds!




Está no ar mais um Podcast Nerd Esporte edição olímpica! Arthur e João comentam como foi a primeira semana do maior evento do esporte, desde a abertura, os destaques, derrotas e surpresas brasileiras, além dos heróis olímpicos internacionais.

Confira como foi a semana olímpica abaixo:



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quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Podcast Nerd Esporte #10 - Olimpíadas Rio 2016



Salve Salve Nerds!

Capa: Arthur


Está de volta mais um Podcast Nerd Esporte! João e Arthur entram no clima olímpico e trazem as expectativas das Olimpíadas. Conheça os destaques brasileiros dos jogos, o tabu da seleção de futebol, os favoritos dos jogos, as ausências e mais!

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domingo, 31 de julho de 2016

F1 2016 - GP de Hockenheim




Salve Salve Nerds!


A Fórmula 1 está de volta a Alemanha depois de uma temporada sabática e após dois anos em Hockenheim, que reveza as provas com Nurburgring. No circuito alemão, a equipe da casa seguiu dominando. As Mercedes de Lewis Hamilton e Nico Rosberg não tiveram dificuldades e viram a Ferrari perder força e posição para as Red Bull inclusive.

No Q1, as Sauber mostraram que a decadência do time vem se tornando cada vez maior. A dupla Marcus Ericsson e Felipe Nasr ocupou os dois últimos lugares no grid e foi seguida por Daniil Kvyat, uma surpresa entre os eliminados, Kevin Magnussen, Pascal Wehrlein e Rio Haryanto. 

Já no Q2, as mudanças entre os primeiros não aconteceram e entre os eliminados não houveram surpresas. Ficaram de fora Esteban Gutierrez, Jenson Button, Carlos Sainz, Fernando Alonso, Romain Grosjean e Jolyon Palmer. 

No Q3, Rosberg chegou a ter problemas eletrônicos no carro, mas conseguiu resolver e voltar para fazer a pole position. Hamilton ficou em segundo, seguido por Daniel Ricciardo e Max Verstappen da Red Bull. Kimi Raikkonen e Sebastian Vettel representaram a Ferrari nos quinto e sexto lugares. Em sétimo ficou Nico Hulkenberg, oitavo Valtteri Bottas, nono Sergio Perez e décimo Felipe Massa. 

Carlos Sainz foi punido por atrapalhar Massa no Q2 e perdeu três posições, largando em décimo sexto. Grosjean trocou o câmbio e perdeu cinco posições, largando em vigésimo.

Foto: AFP

Na largada, Hamilton pulou para a ponta, Rosberg largou mal e perdeu posições para as Red Bull. Verstappen pulou para segundo. Rosberg tentava passar Ricciardo e Vettel vinha tentando ultrapassar o compatriota. Rosberg veio por dentro e colocou de lado para passar Ricciardo, mas o australiano segurou as pontas e fez ótima defesa de posição. Hamilton, na liderança, já abria 1.5 segundos de Verstappen. 

Pelo décimo lugar, Alonso passou Massa e Sainz logo depois apareceu também para tentar passar o brasileiro. Massa com problemas no carro devido a batida na primeira curva com Palmer. Sainz colocou de lado e passou Massa na volta 9. E Magnussen também aproveitou da distração de Massa, querendo dar o troco em Sainz, e passou o piloto brasileiro. Felipe foi para os boxes trocar pneus e colocou os macios. 

Com 11 voltas, equipes já se preparando para os pit stops, desgaste dos supermacios maior do que o esperado. Nico Rosberg foi logo nessa volta, colocando supermacios e Verstappen também. Ricciardo foi na volta seguinte e colocou pneus macios. Na volta 13, Vettel foi para os boxes e foi de pneus macios também. Na passagem seguinte, Hamilton parou e saiu sem problemas. 

Volta 17 e o top 5 tinha Hamilton, Verstappen, Ricciardo, Rosberg e Vettel. Rosberg que era o mais rápido da pista no momento, com seus pneus supermacios. Magnussen foi pra cima de Massa e, mesmo fritando os pneus na curva, passou o brasileiro pela décima terceira posição. Sainz, de novo ele, e Grosjean, passaram Massa. 

Alonso foi pra cima de Gutierrez pela décima posição. O espanhol foi agressivo e passou o mexicano. Perez que passou o compatriota Gutierrez também. Hamilton com 8.3 segundos de vantagem para Verstappen, que tinha 10.3 sobre Ricciardo na volta 26. Rosberg parou novamente nos boxes, na volta 28, colocando agora pneus macios. Estratégia diferente do alemão. Verstappen, que também estava de pneus supermacios, foi para os boxes e voltou a frente de Rosberg. O alemão colocou de lado, espalhou e passou Verstappen. O holandês não desistiu fácil, mas não conseguiu recuperar a posição. 

Vettel, preciso, foi pra cima de Bottas e passou o finlandês pela sexta posição. Raikkonen foi para os boxes e voltou com pneus supermacios na volta 33. Rosberg foi punido com 5 segundos no tempo de prova pela manobra de ultrapassagem sobre Verstappen, onde espalhou o carro e não teria dado espaço para o holandês. A manobra não pareceu de propósito, portanto lance normal. Hamilton foi para os boxes e na volta 35 colocou pneus supermacios. 

Volta 37 e Felipe Massa foi chamado aos boxes para abandonar. Péssimo rendimento do brasileiro. Diferença de Verstappen para Ricciardo caiu e o australiano vinha chegando para tentar passar o companheiro de time. A pedido da equipe, Ricciardo passou Verstappen pelo terceiro posto. O australiano vinha acelerando para chegar em Rosberg e lutar pelo segundo posto na volta 41. Diferença de 1.3 segundos entre os dois na volta 43. Quando Ricciardo encostava, Rosberg foi para os boxes e pagou a punição de cinco segundos para depois trocar pneus para os macios. Verstappen também parou e colocou pneus supermacios. 

Hamilton parou na volta 48 e colocou pneus macios. Top 5 com Hamilton, Ricciardo, Verstappen, Rosberg e Vettel. Verstappen vinha tirando diferença para Ricciardo, menos de três segundos entre os dois. Na volta 53, Hamilton virava um segundo mais rápido que Ricciardo e já abria sete segundos de vantagem. 

Com 61 voltas, a chuva chegou ao circuito de Hockenheim, caindo de forma bem leve de começo e sem atrapalhar. Felipe Nasr, com problemas, entrou no boxe para abandonar e o carro não aguentou chegar até o lugar e parou no começo da entrada. Apenas os dois brasileiros abandonaram a prova. Na habilidade e com pneus bem mais inteiros, Hulkenberg passou Bottas pelo sétimo lugar. Restando quatro voltas, a chuva aumentou um pouco, mas ainda era bem fraca. Alonso quis passar Verstappen de graça e acabou levando ultrapassagem de Perez, quando realmente valia posição. Bottas, errando na freada e com pneus esfarelados, viu Button o passar pelo oitavo lugar. 

Na ponta dos dedos, vence Lewis Hamilton! Dezenove pontos de vantagem do tricampeão sobre Nico Rosberg no campeonato, 217 a 198. Sexta vitória nas últimas sete corridas para o inglês. Segundo lugar para Ricciardo, terceiro Verstappen, quarto Rosberg, quinto Vettel, sexto Raikkonen, sétimo Hulkenberg, oitavo Button, nono Bottas e décimo Perez.


A Fórmula 1 volta apenas no dia 28 de agosto, com o GP da Bélgica em Spa-Francorchamps, férias merecidas aos pilotos.

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Até mais!
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