domingo, 18 de setembro de 2016

F1 2016 - GP de Cingapura



Salve Salve Nerds!


Fórmula 1 de volta e no moderníssimo circuito de Cingapura, na prova noturna da temporada. Na classificação, a Mercedes começou sem um desempenho tão bom, como é curiosamente o que normalmente acontecia no circuito. A Red Bull de Daniel Ricciardo terminou o Q1 na frente, seguida por Kimi Raikkonen e Max Verstappen. Ficaram de fora: Kevin Magnussen, Felipe Nasr,  Jolyon Palmer, Pascal Wehrlein, Esteban Ocon e Sebastian Vettel, que teve problemas no carro e não conseguiu voltar a tempo de consertar. 

No Q2, o final foi conturbado, já que com uma bandeira amarela as Williams tiraram o pé do acelerador e não completaram suas voltas rápidas. Sergio Perez e Nico Hulkenberg estavam suspeitos de terem continuado acelerando mesmo sob bandeira amarela, e foi confirmada a infração de Perez, que perdeu oito posições no grid e largou em décimo sétimo. A Red Bull fez mudanças na estratégia e foi de pneus supermacios ao invés dos ultramacios. Com isso, largariam com esses pneus ao invés dos ultra de todo o restante. Ficaram de fora, além das Williams de Felipe Massa e Valtteri Bottas: Jenson Button, Esteban Gutierrez, Romain Grosjean, que bateu o carro e causou até atraso na volta do Q3 para arrumar a barreira de proteção, e Marcus Ericsson.

No Q3, havia esperanças de que a Mercedes poderia ter a Red Bull e Raikkonen brigando pela pole position também. Mas, Nico Rosberg fez um tempo voador, 1:42:584, e se isolou. Daniel Ricciardo ainda conseguiu superar Lewis Hamilton e ficar em segundo, deixando o inglês no terceiro posto. Quarto Max Verstappen, quinto Kimi Raikkonen, sexto Carlos Sainz, sétimo Daniil Kvyat, oitavo Nico Hulkenberg, nono Fernando Alonso e décimo Sergio Perez (punido largou em décimo sétimo).



Antes de começar, o carro de Grosjean estava com problemas e nem chegou a largar, para raiva do piloto francês. 

Na largada, Rosberg pulou na frente e Ricciardo seguia em segundo, pressionado por Hamilton. Raikkonen pulou para o quarto lugar. E antes do fim da primeira volta já tivemos Safety Car. Nico Hulkenberg bateu na primeira curva e ficou com o carro parado na pista. Destaque também para Fernando Alonso, que foi para o quinto posto. Na confusão da largada, Bottas furou o pneu e foi para os boxes. 

Relargada na volta 3 e nada de mudanças de posições. No fundão do grid, Vettel passou Wehrlein e Ocon e seguia para tentar passar Felipe Nasr pela décima quarta posição. Na frente, Rosberg tinha 2.6 segundos de vantagem para Ricciardo. Sainz, que estava com um pedaço do carro pendente na carenagem, foi obrigado a ir aos boxes pela direção de prova para retirar esse pedaço. Ele aproveitou e fez troca de pneus. 

Com freios superaquecendo, a Mercedes pediu para Rosberg controlar o carro para não sobrecarregar. O mesmo conselho foi dado para Hamilton. Vettel chegou em Nasr pelo décimo segundo lugar. Esteban Ocon foi punido com 5 segundos no tempo por ultrapassagem sob Safety Car. Verstappen foi para os boxes na volta 13 e era o primeiro dos carros ponteiros a trocar pneus. Ele colocou pneus supermacios. E Vettel passou Nasr, sem problemas na curva. Fernando Alonso foi para os boxes também e voltou em décimo terceiro. 

Ricciardo e Hamilton foram para os boxes na volta 15. Hamilton foi de macios e Ricciardo de supermacios. Rosberg foi na volta seguinte e voltou de pneus macios também. No momento, Kimi Raikkonen liderava a prova, seguido por Rosberg, Ricciardo, Hamilton e Magnussen. O finlandês da Ferrari foi para os boxes e colocou pneus supermacios. 

Grande briga por posição entre Verstappen e Kvyat. O holandês tentou passar o russo, mas ele fechou bem a porta e segurou no primeiro momento. Depois de três tentativas, Kvyat segurava bravamente e com muita habilidade. E Felipe Massa chegou nos dois, esperando uma sobra. Volta 24 e o top 5 tinha Rosberg, Ricciardo, Hamilton, Raikkonen e Perez. E na mesma volta, Vettel foi para os boxes e colocou pneus ultramacios. 

Raikkonen que vinha se aproximando de Hamilton, estava a um segundo do inglês. Vettel que passou Sainz e Gutierrez ao mesmo tempo. O alemão passou e Gutierrez seguiu tentando passar o espanhol. Segunda rodada de trocas de pneus, com Verstappen, Massa e outros parando após 11, 12 voltas feitas apenas. Briga tripla por posição entre Gutierrez, Perez e Verstappen, do nono ao décimo primeiro lugar. Verstappen passou Perez e foi pra cima de Gutierrez. Ricciardo foi para os boxes e colocou pneus macios. 

Esperando o momento certo, Raikkonen aproveitou, colocou de lado e fechou bem na curva para ultrapassar Hamilton. E o finlandês passou e foi para os boxes, colocando pneus macios. E Bottas estava com o cinto de segurança solto, o que obrigou o piloto a ficar parado para o reajuste dos mecânicos. Hamilton foi para os boxes e voltou atrás de Raikkonen, não conseguiu recuperar a posição do finlandês. 

Vettel passou Kvyat e conquistou o quinto lugar. Verstappen passou Magnussen e conquistou o sexto posto. Volta 40 e top 5 com Rosberg, Ricciardo, Raikkonen, Hamilton e Vettel. Hamilton resolveu colocar o pé no acelerador e tirou um segundo de Raikkonen em uma volta. O inglês vinha voando e tirando um tempo precioso, diferença entre os dois era de 3.3 segundos. Ricciardo chegou a tirar tempo em relação a Rosberg também. Vettel trocou pneus novamente e voltou em sexto. Hamilton vinha chegando e estava a 2.3 de Raikkonen. E Button abandonou, mais uma vez Mclaren com problemas.

Volta 45 e Hamilton foi para os boxes colocando pneus supermacios. Raikkonen também foi e perdeu a posição para Hamilton, voltando logo atrás do inglês. Ricciardo parou de novo e colocou pneus ultramacios. Rosberg foi chamado também. E Verstappen, novamente, precisou passar Kvyat, mas dessa vez sem maiores demoras e problemas. Com a diferença em 20 segundos entre Rosberg e Ricciardo, com a parada do alemão, Ricciardo provavelmente passaria ele. A equipe percebeu o fato e decidiu não parar mais. Dezoito segundos de diferença entre os dois com Ricciardo chegando a tirar três segundos para Rosberg. 

Raikkonen, novamente, vinha chegando em Hamilton. A diferença entre os dois estava em 2.4 segundos. Voando, Ricciardo já via a diferença em 12 segundos faltando oito voltas. Enquanto isso, Verstappen passou Alonso pelo sexto posto. O espanhol tentou dar o troco mas não conseguiu. Na volta 56, diferença em 6 segundos entre Rosberg e Ricciardo. Raikkonen chegou e estava a 1.4 segundos de Hamilton. 

Atrapalhado pelos retardatários, Ricciardo acabou perdendo tempo na volta. Restando três voltas, a diferença era de 4.6 segundos. Na volta final, 1.8 segundos de diferença para Rosberg. E vence Nico Rosberg! Com menos de um segundo de diferença entre os dois! Liderança do campeonato de volta para o alemão, que abriu agora 8 pontos para Hamilton, 273 a 265 pontos. Vitória na corrida de número 200 do alemão na categoria. Em terceiro terminou Hamilton, quarto Raikkonen, quinto Vettel, sexto Verstappen, sétimo Alonso, oitavo Perez, nono Kvyat, décimo Magnussen.  



A Fórmula 1 estará de volta daqui duas semanas, dia 2 de outubro, com o GP da sempre chuvosa Malásia.

Até mais!

sábado, 17 de setembro de 2016

Podcast Nerd Esporte #12 - Grandes Campeões da F1



Salve Salve Nerds!




Está no ar mais um Podcast Nerd Esporte! Nessa edição, João e Diego falam sobre os grandes campeões da história da Fórmula 1. Conheça os primeiros desbravadores e o primeiro multicampeão da categoria. O primeiro brasileiro campeão, o campeão da superação, os grandes campeões dos anos 80, a lenda Michael Schumacher, os multicampeões dos anos 2000 e mais!







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Até mais!

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Sete anos sem o tema da vitória



Salve Salve Nerds!



Treze de setembro de 2009, um domingo comum, mas que ainda hoje marca o automobilismo brasileiro na Fórmula 1. Este foi o dia da última vitória do país na categoria, com o triunfo de Rubens Barrichello no GP de Monza. Rubinho largou em quinto nessa prova e terminou em primeiro, dando a vitória de número 101 ao país na F1, a décima primeira dele. No pódio, estavam com ele o companheiro de Brawn GP Jenson Button e Kimi Raikkonen, na primeira passagem do piloto pela Ferrari.

Veja o final de prova, aos 6 minutos, a última vez que ouvimos o tema da vitória ao vivo:



Button era o líder da temporada com 80 pontos e terminou campeão, enquanto Rubinho era o segundo com 66 pontos e terminou em terceiro, sendo passado na tabela por Sebastian Vettel, então na Red Bull. Esta foi a última vitória brasileira na Fórmula 1.

A última sambadinha de Rubens no pódio - Foto: Gazetapress


Saindo um pouco da Fórmula 1, vamos recordar como estava o mundo e o esporte no ano de 2009. Naquele ano, Barack Obama assumia como presidente dos Estados Unidos. Como sabemos, esse ano ele deixa a presidência depois de dois mandatos. No dia 25 de junho, Michael Jackson viria a morrer, uma morte até hoje controversa e cheia de especulações sobre o rei do pop.

Foto: U.S Navy by Petty Officer 1st Class Leah Stiles
Ainda pelo mundo, houve a pandemia da chamada Gripe Suína, ou Gripe A, que se iniciou em uma mutação do vírus de um tipo de gripe de suínos que foi transmitida para humanos no México. O vírus se espalhou pelo mundo, causando mais pânico do que mortes em si, já que 18 mil pessoas vieram a óbito por causa da gripe A. No Brasil, muitas escolas e instituições chegaram a fechar, principalmente na região sul, com medo de transmissões da doença. O álcool em gel se tornou item quase obrigatório em estabelecimentos, para evitar o contágio da gripe.

Houve, inclusive, o famoso "jogo das máscaras" entre Santos e Coritiba, em Cascavel, onde os torcedores foram obrigados a usarem máscaras médicas para acompanharem o jogo.

Foto: Luiz Carlos da Cruz/UOL


Em outubro, o Rio de Janeiro foi escolhido como sede das Olimpíadas de 2016, vencendo na final Tóquio, Madri e Chicago. Como vimos, apesar dos problemas, os jogos aconteceram e tiveram um ótimo resultado esportivamente falando. No brasileirão, o Flamengo, comandado por Adriano e Petkovic foi campeão depois de uma arrancada no meio da competição e título no último jogo contra o Grêmio. De 2009 para cá, o Flamengo ainda não conseguiu emplacar uma campanha tão forte no brasileirão. Esse ano se assemelha bastante, inclusive.

Na Fórmula 1, nesse período, tivemos um tetracampeonato de Sebastian Vettel pela Red Bull, de 2010 até 2013, e agora um bicampeonato seguido, se encaminhando para tri, de Lewis Hamilton. Hegemonia total de Red Bull e depois Mercedes. Hegemonia tão grande que os dois venceram 69 das 115 provas disputadas até o fim da temporada 2015.


Nesse período sem vitórias brasileiras, sete anos exatos, tivemos até hoje um total de 133 corridas disputadas. Nessas 133 provas, tivemos como pilotos brasileiros nas pistas: Rubens Barrichello, Felipe Massa, Lucas di Grassi e Felipe Nasr. Os dois Felipes ainda seguem correndo. Além de Barrichello, que disputou até o final de 2009 uma temporada em nível maior, Massa foi o que chegou mais próximo de vencer provas nesse período. Correndo pela Ferrari e principalmente pela Williams, quando o time se reestruturou, teve algumas oportunidades de brigar pelo lugar mais alto do pódio. Porém, nos últimos dois anos não conseguiu render tanto ele quanto a própria equipe para que a vitória aparecesse.

Se formos falar no jejum de títulos, a fila brasileira é maior ainda na categoria. Esse ano completam-se 25 anos do tricampeonato de Ayrton Senna, em 1991.

Com a aposentadoria de Felipe Massa, ao final dessa temporada, não teremos mais um brasileiro em uma equipe de maior representatividade. Felipe Nasr, que está na Sauber, por enquanto não tem perspectivas de conseguir um carro mais competitivo. O problema se alastra mais ainda quando pensamos que a última vez que o país não teve um representante, pode acontecer em 2017 já que Nasr não está garantido na Sauber, foi na temporada de 1969. Fritz d'Orey correu até a temporada de 1959 e outro brasileiro voltou a correr pela F1 em 1970, com Emerson Fittipaldi. 

O problema da falta de vitórias não reflete apenas o retrato da qualidade dos brasileiros na Fórmula 1 ou a qualidade das equipes que eles estão ou estiveram nesses sete anos. O país vive uma crise no automobilismo, que vem se arrastando a alguns anos e prejudica a formação de novos talentos. A Fórmula 3 Sul-Americana acabou e virou Fórmula 3, apenas com pilotos brasileiros. Esta acaba sendo a única categoria de formação pós-kart que segue viva. Há a F4 Sul-Americana como substituta da antiga F3 como competição continental. Depois, os pilotos precisam ter dinheiro ou patrocinadores que invistam neles para já correrem em categorias europeias. É um salto muito grande e que poderia ser mais tranquilo caso houvesse um incentivo e uma formação maior por parte de quem é responsável pelo automobilismo brasileiro.

Muitos autódromos estão fechando ou foram demolidos, como no caso de Jacarepaguá, onde fica o atual Parque Olímpico no Rio de Janeiro. Isso também enfraquece a formação e manutenção de competições que revelariam talentos.

É bem provável que esse jejum se arraste por mais alguns anos pelo menos, e o país continue ouvindo o famoso tema da vitória apenas pelos players de música. Fica a nossa torcida e esperança de que essa realidade comece a mudar e o automobilismo seja tratado com mais seriedade.


Até mais!

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Nerd Esporte 1000



Salve Salve Nerds!



Hoje, colocamos a bola na marca do pênalti e marcamos o nosso post mil. Demoramos quase quatro anos para alcançarmos essa marca, que começou com o primeiro gol, digo, post, no saudoso dia dezessete de novembro de 2012.

Primeiro banner do blog
Segundo banner, criado pelo nosso amigo Diego (O banner atual também foi feito por ele)


Nesses anos, foram alguns especiais, coberturas, séries de posts semanais e tantas outras loucuras que já fizemos por aqui. Além dos posts, a ideia mais ousada, o Podcast Nerd Esporte, que nem sempre conseguimos realizar, mas também não abrimos mais mão de tentar seguir fazendo e falando sobre temas esportivos que gostamos.

Com o tempo cada vez mais escasso para podermos dedicar ao blog, nossas aparições por aqui foram ficando mais escassas. Tanto que não conseguimos fazer como queríamos o Podcast Nerd Esporte e acompanhar alguns eventos que tínhamos a intenção de falar sobre por aqui. Seguiremos tentando eventos específicos e procurando falar sobre assuntos novos e esportes diferentes com maior frequência.

Agradecemos a todos que nos acessam, vocês que nos animam e fazem esse blog seguir existindo. Foram mais de 100 mil acessos nessas quatro temporadas de blog. Obrigado também a quem escuta o podcast, que se dispõe a nos acompanhar e nos ouvir. Obrigado!

Até mais!
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