quarta-feira, 20 de junho de 2018

No placar mínimo, Portugal, Espanha e Uruguai vencem




Segunda rodada dos grupos A e B com três placares iguais, três 1x0. Jogos em que os artilheiros brilharam e evitaram um desastre maior de suas equipes na rodada.

Portugal x Marrocos

Foto: Twitter/FIFA
Na primeira partida do dia, expectativas sobre Cristiano Ronaldo e os portugueses contra o Marrocos, que queria mostrar serviço depois da doída derrota para o Irã em um gol contra. Logo aos quatro minutos, Cristiano mostrou a que veio e apareceu de cabeça para marcar o único gol do jogo. Com o tento anotado, são 85 gols pela seleção, se tornando o maior artilheiro de uma seleção europeia na história, superando Puskás que tem 84. Em Copas do Mundo, o camisa sete soma também sete gols, ficando a apenas dois de igualar Eusébio.



Mesmo com mais posse, 55%, mais passes e mais chutes a gol,  um deles com bela defesa de Rui Patrício em um cabeceio, o Marrocos não conseguiu furar a defesa lusitana para evitar a segunda derrota e a consequente eliminação do mundial.






Uruguai x Arábia Saudita

Foto: Twitter/FIFA

Precisando vencer se quisesse brigar pela liderança do grupo, o Uruguai encarou a desacreditada Arábia Saudita. Mesmo criando mais e jogando melhor que a seleção árabe, os nossos vizinhos tinham dificuldades para chegar e o velho estilo uruguaio, dos longos passes e cruzamentos se fez presente novamente. Inclusive na escalação o criativo Arrascaeta deu lugar a Cristian Cebolla no meio campo.

Se no primeiro jogo ele perdeu grandes chances, nesse Suarez conseguiu acertar o gol uma vez, aos 23 minutos. Assim, Luisito é o primeiro uruguaio a marcar gols em três copas seguidas, três em 2010, dois em 2014 e um até agora em 2018. Agora, Suarez está a apenas dois gols de igualar os oito de Oscar Miguez como maior artilheiro da celeste em Copas, hoje ele está empatado com Forlan na vice-artilharia, com seis gols.

A Arábia Saudita teve mais espaço e até mais posse de bola que os uruguaios, porém novamente esbarrou na falta de qualidade técnica para criar mais perigo. Destaque para o Uruguai que, com apenas dois gols marcados, se classifica para a segunda fase da Copa.




Irã x Espanha

Foto: Twitter/FIFA
Após um empate contra os portugueses, a Espanha vinha para o tudo ou nada contra o Irã, que buscava ao menos um empate para seguir bem no grupo, depois de ter superado o Marrocos na primeira rodada. Como se imaginava, o jogo foi controlado pelos espanhóis, que rodavam a bola em passes dos dois lados do campo e não encontravam espaços na área iraniana, como mostra o mapa de calor abaixo. Na primeira etapa, a Espanha trocou 363 passes, o Irã 55 e Isco sozinho 56. Restou para a Espanha abusar dos cruzamentos para Diego Costa e companhia nas tentativas de gol.



Na base da insistência e do oportunismo de Diego Costa, aos 9 minutos o camisa 19 dividiu a bola na área e marcou o gol da vitória espanhola. Os iranianos tentaram bastante, mas o único chute que "foi" pro gol foi um gol anulado por impedimento. Faltou capricho pro Irã buscar o empate, mas o time segue vivo e joga pelo tudo ou nada diante de Portugal na última rodada. A Espanha encara o eliminado Marrocos. 





terça-feira, 19 de junho de 2018

O grupo do equilíbrio e a vitória russa



No fechamento da primeira rodada e começo da segunda, o grupo H viu muito equilíbrio e a Rússia quase carimbou a vaga na segunda fase da Copa. 

Japão x Colômbia

Foto: Twitter/FIFA
Os colombianos vieram para a Copa do Mundo com boas expectativas. Fizeram uma boa eliminatória e trazem o bom retrospecto da última Copa, quando pararam diante do Brasil nas quartas de final. A base da equipe foi mantida, com Ospina no gol, James Rodriguez e Cuadrado no meio e Falcao na frente, que não jogou em 2014 por lesão e ressurge em 2018. A diferença se deu no estilo de jogo, com José Pekerman fazendo o time jogar com as linhas mais próximas e com os jogadores saindo mais da posição deles para ajudar nas jogadas. O time pressiona mais pela bola no campo de ataque do que volta correndo para a defesa ao perder a posse. Isso também pode causar prejuízo porque a defesa colombiana não é das mais ágeis, então cede espaço para os contra golpes.

Já os japoneses chegam com uma equipe veterana e um treinador novo, contratado há dois meses do mundial, o treinador do time sub-23, Akira Nishino. Apesar de ter se classificado em primeiro no grupo com Austrália e Arábia Saudita, os japoneses não apresentaram um bom futebol e ainda dependem muito dos maiores nomes do time, Honda, Kagawa, Okazaki e Nagatomo. Nishino preferiu não apostar em jovens revelações japonesas que eram bastante cotadas na seleção para essa Copa, e assim deixou mais dúvidas sobre como o time poderia se comportar. O destaque do jogo japonês é a linha de cinco do meio campo, que chega com dois alas para alimentar o ataque.

No confronto de hoje, um dos fatores que mudaram a partida foi a expulsão de Sanchez, que tocou com o braço na bola, foi expulso e deu um pênalti para o Japão. Mesmo com um a menos, a Colômbia correu atrás do placar e até empatou o jogo, além de equilibrar as ações. O Japão conseguiu se acertar apenas na segunda etapa e tocar mais a bola, o que favorecia o fato de ter um jogador a mais. Assim, conseguiu chegar mais perto da área e marcar o gol da vitória contra uma das favoritas do grupo.






Polônia x Senegal

Foto: Twitter/FIFA

Buscando chegar mais longe e surpreender na competição, a Polônia vem com um estilo de jogo diferente. Jogando com três zagueiros, faz com que as jogadas ofensivas já comecem neles, que podem abrir para as laterais e buscar os pontas e alas para o jogo. Tanto os pontas quanto Lewandowski, o astro da seleção, vem buscar a bola e construir a jogada, abrindo espaço para os outros jogadores chegarem nos espaços deixados. Quando fica sem a bola, a seleção polonesa faz a pressão e tenta evitar recuar para conseguir a bola. O risco desses estilos de jogo é sempre o contra golpe e as jogadas de velocidade adversárias. 

Os senegaleses chegam querendo repetir o feito de 2002, alcançar as quartas de final. Comandados por Aliou Cissé, que jogou naquela seleção, Senegal vem com um estilo de jogo rápido e de marcação avançada. Joga num 5-3-2, que beneficia o time ser rápido e chegar com a bola em Mané e Diouf, os atacantes. Assim, o time tem um contra golpe forte e quando perde a bola na frente trabalha na pressão para surpreender.

Na partida, os dois estilos acabaram acontecendo, com a Polônia conseguindo ter mais posse e rodando mais a bola, enquanto Senegal jogava nas saídas rápidas e espaços deixados pelo adversário. Os poloneses tiveram 59% de posse e Senegal 41%. Nos chutes a gol vemos como a eficiência fez falta para a Polônia. Foram quatro chutes a gol e um tento anotado, enquanto os senegaleses chutaram duas vezes no gol e marcaram nos dois chutes. Outro fator curioso ficou nos gols senegaleses, um na velocidade e outro na pressão da marcação, justamente as características principais da equipe. 

Grupo H bem aberto, todos os jogos tendem a ser decisões para as equipes até o final da primeira fase, já que os não favoritos Japão e Senegal venceram e agora Colômbia e Polônia, os supostos favoritos, precisarão correr atrás do prejuízo. Promessa de emoção por aqui.





Rússia x Egito

Foto: Twitter/FIFA

Depois da boa estreia com cinco a zero sobre a Arábia Saudita, a Rússia tinha um teste maior contra o Egito, que tinha a volta de Salah e precisava a todo custo vencer os donos da casa para seguirem com chances reais de classificação. Desde o início de partida os russos mostraram maior domínio e chegavam com maior perigo que a seleção egípcia, que não encontrava muitos espaços e via Salah isolado. O que faltava era mais precisão, que não faltou no segundo tempo. Foram quatro chutes no gol no segundo tempo, todos eles foram gols. Três gols russos e o pênalti convertido por Salah. Faltou qualidade e mais organização para o Egito buscar uma reação e ter segurado a Rússia, que se não tem um time forte ao menos mostra organização e aplicação dos jogadores em campo. São oito gols em dois jogos e duas vitórias que deixam o time mais tranquilo para a rodada final, diante do Uruguai.





segunda-feira, 18 de junho de 2018

Suécia, Bélgica e Inglaterra saem vitoriosas na primeira rodada



Segunda-feira de Copa do Mundo e três jogos para animar o dia. A Suécia conseguiu superar a forte marcação coreana, a Bélgica venceu bem a modesta seleção do Panamá e a Inglaterra suou para conseguir o triunfo sobre a Tunísia. 

Coreia do Sul x Suécia

Foto: Twitter/FIFA

Aos trancos e barrancos, a Coreia do Sul chegou para a Copa do Mundo. A seleção vinha em uma campanha ruim e trouxe o treinador Shin Tae-yong, que veio com uma mentalidade diferente e ousada. Shin, ao invés de trabalhar com uma equipe mais moderada nas jogadas, busca bastante ofensividade do escrete sul-coreano, trabalhando sempre com a referência do time, Son, jogador do Tottenham. O problema do estilo de jogo do treinador coreano fica na defesa, já que o time se torna bastante exposto a contra ataques e fica muito vulnerável. 

No lado sueco, a ausência que todos discutiram foi a de Zlatan Ibrahimovic. O atacante sueco se aposentou da seleção, mas com a aproximação do torneio muito se especulou na volta dele, que não se concretizou. Sem Ibra, a Suécia apostou no jogo coletivo e em jogadores campeões do europeu sub 21 de 2009, a dupla Berg e Toivonen é quem constrói o ataque sueco hoje. O time europeu aposta bastante na força física e na bola aérea, se aproveitando da média de altura dos atletas.

Na partida de hoje não houveram muitas emoções. jogo muito truncado e sem tanta criatividade. Foram 43 faltas, 20 da Suécia e 23 da Coreia do Sul. Se os coreanos, no papel, viriam para o ataque, as chances não aconteceram, já que a equipe não conseguiu um chute certo no gol, todos os cinco chutes foram em outra direção. Os suecos, apesar de terem chutado quatro vezes na meta adversária, conseguiram o gol apenas no pênalti cobrado por Granqvist, que teve novamente auxílio do VAR para a marcação. 




Bélgica x Panamá

Foto: Twitter/FIFA

Estreante em Copas do Mundo, o Panamá veio como a surpresa nas eliminatórias da Concacaf, após superar os Estados Unidos. Com campanha inconstante nas eliminatórias e vitórias históricas na reta final para se classificar, a seleção panamenha encontrou dificuldades para acertar um esquema de jogo e poder render mais contra times mais fortes, sem sofrer tanto. No entanto, a falta de qualidade técnica parece ser um fator forte e que influencia muito o desempenho insatisfatório do time, para não se esperar muito deles na Copa, como já pudemos ver contra a Bélgica.

A Bélgica vem mais experiente e testada para a Copa 2018, após a participação em 2014 com jovens talentos. O time segue com os mesmos destaques, Hazard, De Bruyne, Lukaku, Mertens, Courtois e companhia. No esquema belga, Lukaku fica centralizado e a dupla Mertens e Hazard alimenta o ataque, com Hazard tendo mais liberdade e não precisando ficar apenas na ponta. E, centralizado no meio fica De Bruyne, que se tornou mais um meia recuado do que antes, mas sem deixar de aparecer na frente. O ponto mais sensível do time é a defesa, que pode ficar mais exposta com todo o avanço da parte da frente. 

Mas, contra o Panamá, a defesa belga não teve muitas preocupações, já que os panamenhos chutaram apenas quatro vezes e duas no gol. A equipe da América Central pouco incomodou e apostava muito mais nos contra ataques, quando conseguia espaços deixados pelos belgas, mas faltava eficiência para aproveitar as chances. Se a Bélgica tinha mais posse, 62%, na primeira etapa, principalmente, o time errou bastante. Hazard e De Bruyne não se acertavam e erravam muitos passes, fazendo com que o ataque não fosse chamado pra resolver com Lukaku. Quando os passes começaram a chegar, na segunda etapa, Lukaku fez dois e Mertens um, com assistências justamente de Hazard e De Bruyne, para coroarem o bom futebol do time no geral.






Tunísia x Inglaterra

Foto: Twitter/FIFA

Após ficar duas edições do mundial sem participar, a Tunísia está de volta. O time que era mais conhecido por um futebol mais defensivo se transformou e hoje é uma equipe que trabalha mais a bola. O problema da equipe fica com o ataque, onde dois atacantes ficaram fora por lesão, Khenissi e Msakni. Assim, o meia Khazri poderia fazer a função de atacante e jogar como um falso nove para alimentar as jogadas no ataque. A Tunísia não tem jogadores de renome, mas é um time com alguma organização e dependendo do estilo do adversário pode dar trabalho.

Os ingleses vem para a Copa com um time em renovação. Gareth Southgate trouxe os jovens talentos para a seleção e falou antes do torneio começar que a meta era ganhar experiência. Com todos os jogadores atuando na Premier League, Southgate pôde observar de perto os atletas e tentou misturar os estilos usados pelos principais times ingleses na seleção. A seleção joga em um 5-3-2, com três zagueiros e dois alas para apoiar no ataque. O trio perigoso dos ingleses tem Dele Alli no meio e Sterling e Kane na frente. Ainda há as opções de Vardy e Rashford para um jogo diferente. A ausência sentida pelos ingleses foi a do lesionado Chamberlain, que se machucou às vésperas da competição. 

No jogo de hoje, a Inglaterra foi soberana das ações e chegou a ter três grandes chances já nos primeiros minutos, salvas pelo goleiro Hassen, que se machucou e precisou ser substituído. Se os ingleses vem mudando o estilo de jogo e saindo cada vez mais do tão marcante jogo baseado nos cruzamentos pra área, foi assim que a equipe conseguiu superar a Tunísia. Harry Kane foi oportunista em uma defesa do goleiro e em desvio de bola do companheiro para marcar os gols ingleses. A Tunísia chegou ao empate ainda no primeiro tempo com Sassi de pênalti, mas pouco produziu e apesar disso quase conseguiu ficar com um ponto diante de uma seleção favorita para uma das vagas no grupo. Faltava acertar os passes na finalização das jogadas por parte dos ingleses, que tinham Sterling em um dia pouco inspirado e que foi trocado por Rashford na segunda etapa. Sorte inglesa que Kane apareceu novamente e garantiu o triunfo importante, que deixa os três leões em segundo e com o mesmo número de pontos que a Bélgica.

Favoritos começando a Copa com dificuldades



No final de semana de Copa do Mundo, tivemos a estreia de França, Argentina, Alemanha e Brasil. As campeãs mundiais não tiveram vida fácil contra Austrália, Islândia, México e Suíça, adversários teoricamente superáveis por seleções colocadas por muitos como favoritas para a conquista do mundial. A primeira fase serve para se classificar, não para apresentar logo de cara o melhor futebol, mas no caso dessa Copa, o equilíbrio nos jogos parece ser uma tônica. 

França

Foto: Twitter/FIFA

Os franceses vieram com a expectativa nos talentos de Mbappé, Griezmann e Pogba, que comandam uma seleção de jogadores com renome nos principais clubes europeus. No entanto, o que o time apresentou em campo foi aquém do imaginado. Se percebia pouca mobilidade dos jogadores para buscar mais a tabela e os avanços, fazendo com que o time apenas rodasse a bola a procura de espaços e não os criasse. Tanto que o time iniciou o jogo sem uma referência no ataque, com Griezmann sendo o homem centralizado, e depois colocou Giroud para tentar mais efetividade.

Diante da Austrália, que tem suas qualidades, mas no papel não superaria os franceses, o time campeão de 1998 ficou devendo e saiu com muito lucro com a vitória, porque pelo futebol não foi tão merecido o triunfo. Destaque também para o fator decisivo do VAR, que colaborou para a marcação dos dois pênaltis e a tecnologia da linha do gol, que confirmou o gol contra australiano. 


Argentina

Foto: Twitter/FIFA

Os hermanos encararam a Islândia na estreia e tiveram bastante dificuldade. Jogando sempre buscando Lionel Messi, a Argentina encontrou os adversários e estreantes na Copa jogando totalmente fechados e apostando no contra ataque. Como os lances procuravam excessivamente o camisa 10 argentino, os islandeses cercavam o jogador e evitavam que ele criasse mais perigo. Messi precisava começar, conduzir e chegar para finalizar as jogadas tamanha a dificuldade de jogo dos argentinos.

O time poderia ter dado até mais sorte, mas Messi perdeu o pênalti que daria a vitória. Nos números, a Argentina teve 27 chutes feitos, com 7 indo pro gol, enquanto a Islândia chutou 8 e mandou 2 pro gol. A posse de bola argentina foi de 77%, mas que não se converteu em perigo real aos islandeses pela verdadeira muralha defensiva que conseguiu ter sucesso em bloquear os adversários. Para os próximos jogos, a Argentina precisará jogar com os outros jogadores e não centralizar tudo em Messi, para que o 10 apareça no momento certo para decidir. 

Alemanha

Foto: Twitter/FIFA

Na estreia da atual campeã mundial, muitas surpresas e a vitória mexicana. Os alemães jogaram durante o tempo todo na base dos toques e procurando o melhor espaço para o chute, mas encontraram uma defesa mexicana bem postada e o goleiro Ochoa, que na seleção parece outro goleiro, salvando tudo. Foram nove chutes a gol alemães contra quatro mexicanos. O que os alemães não esperavam era o estilo de jogo do México, que conseguia ser perigosíssimo nos contra golpes, saindo com muita velocidade e encontrando a defesa alemã aberta, já que o time joga adiantado. 

Se os atletas mexicanos tivessem mais paciência e qualidade o placar poderia ter sido até maior, tamanha a quantidade de contra ataques e chances de gol perdidas. Muito se fala da efetividade alemã e da paciência para criar e encontrar o gol, não vimos isso acontecer de maneira concreta e poderemos ver alguma mudança no time para os próximos jogos, que precisarão ser vencidos caso a seleção queira passar de fase. 

Brasil

Foto: Twitter/FIFA

A seleção brasileira estreou ontem e fez dois tempos bem distintos. No primeiro, tinha o futebol que nos acostumamos na era Tite, com passes, chances boas criadas, criatividade e efetividade. A Suíça pouco conseguiu fazer diante do bom volume de jogo brasileiro. Mas, na segunda etapa, o espaço para o time suíço ficou maior e o adversário dos brasileiros começou a criar maior perigo, culminando no gol de Zuber. Após o gol, a equipe brasileira se transformou e ficou muito pouco criativa, jogando muito com Neymar, que chamava os lances para a individualidade e era parado pelos marcadores suíços, muitas vezes com falta. O atacante sofreu 10 das 19 faltas que a seleção sofreu no jogo. 

Além do abalo sofrido com o gol, Tite acabou tirando Casemiro para ele não levar outro cartão e colocou Fernandinho, além de colocar Renato Augusto e mais a frente, aos 30 minutos já, escalar Firmino. Principalmente Renato e Fernandinho foram opções que não colaboraram para que o Brasil tivesse mais volume e efetividade para buscar a vitória. Muito se criticou a arbitragem e que o VAR não teria sido chamado para os lances polêmicos, mas o Brasil ficou devendo em campo e a arbitragem não pode ser culpada pelo empate. 


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